Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

SER ou TER - Eis a questão.

Copeiro do Rei escreve...

O sentimento de John Piper, um ícone na pregação expositiva nos Estados Unidos, sobre a teologia da prosperidade é de "nojo e ódio". O ensinamento desta teologia traz-me um sentimento de desprezo por conta das tantas mentiras que ensinam nos púlpitos. As contradições Bíblicas são gigantescas. A ênfase sobre o TER e não em SER é estonteante. Segundo a "profecia" de Caio Fábio nos anos 90, a Igreja Evangélica no Brasil trocaria o SER pelo TER. O mesmo Caio nos faz pensar na possibilidade de voltarmos radicalmente para as Escrituras ao olharmos o rol de membros dos heróis da fé em Hebreus 11. Ali notaremos que até o verso 35 todos FORAM e também TIVERAM, mas após isso aparecem aqueles que FORAM e nada TIVERAM, e é justamente sobre eles que a Bíblia diz: "homens dos quais o mundo não era digno".A função da Teologia da Prosperidade não é fazer com que o cristão seja alguém com tamanho peso de ser ao ponto de poder citar Habacuque 3: "Ainda que a figueira..." O crente de outrora possuía em seus lábios palavras em suas orações como: "Quero SER cheio"; "Quero SER Alegre"; "Quero SER próspero (como José no Egito fazendo com que Potifar, já rico, fosse próspero, ou seja, estar contente com o que tem); "Quero SER como Jesus"; "Quero SER..." Hoje, notamos nas orações: "Quero TER..."; "Quero TER..."; "Quero TER..."Não há nada de errado em TER, mas quando este passa a ser o foco, o cristianismo passa a ser influenciado pelas demais ideologias e ideias empresariais.

Não é isso que queremos que aconteça conosco. Ou será que nossas atitudes e orações estão correndo para o contrário do que queremos?

NA GRAÇA, QUE NOS FAZ SER EM CRISTO

LELLIS

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

FOI-ME BOM...

Copeiro do Rei escreve...

Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. SALMO 119:71

Lembro-me de - quando bem criança - sentir a textura do lençol da cama dos meus avós e isso era bom. Não é difícil recordar da primeira vez em que fui levado ao mar. Como foi bom segurar as mãos dos meus pais após eu achar que haviam me esquecido na escola depois de um dia tão esquisito. Tremendo foi o dia em que me casei com a pessoa mais fascinante dessa terra. Inesquecível quando o médico diagnosticou que o tumor havia sumido do útero da minha esposa de forma milagrosa. Foi arrebatador descobrir que eu seria pai.

Sensações importantes e indiscutivelmente boas.

É-nos, portanto, estranho deparar com este texto e dizer: “Foi-me bom passar por aflições” porque bom é quando passamos por situações em que temos o prazer em contar que aquilo que é bom foi realmente bom. A nossa mente é muito curta e imatura para assumirmos a postura de que sobre a aflição eu posso dizer que foi bom ter passado por ela.

Deus nos concede o Espírito Santo. Ele é tremendamente sensível. Ele possui sentimentos incomparáveis. Podemos ver através das Escrituras o Espírito de Deus se alegrando e se entristecendo, motivando e dizendo “Eu não irei mais com vocês”, regozijando e sofrendo, enchendo e deixando vazio, sendo desprezado, deixado com ciúmes, sendo inflamado ora pelo amor ora pela ira, ferido, sorrindo e chorando, etc.

A sensibilidade do que é bom e o que não é todo mundo tem, mas apenas os que possuem o Espírito Santo é que podem tirar o bom do que não é bom. Apenas aqueles que foram batizados com o Espírito Santo da promessa é que têm a possibilidade de dizer: “Foi-me bom ter passado pela aflição”.
E por que temos de achar algo bom naquilo que é relativamente ruim? Porque em um mundo caído, fomos alertados que as aflições estariam presentes. E se dela não tirarmos proveito, a circunstância contrária fará com que nossa humanidade se torne amarga. A vida não dá tempo, não deixa ninguém descansar. A vida não é uma colônia de férias. A vida é algo sério. Não dá tempo de ensaiar ou escrever um rascunho. Ela acontece ao vivo.
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Foi-me bom passar pela aflição para saber que minha esposa é muito mais do que esposa, mas a metade que se transformou em 100% quando eu era nada. Foi-me bom passar pela aflição porque vi amigos simples me ensinando com palavras livres de teologia e conhecimento profundo sobre o profundo saber da vida e espiritualidade. Foi-me bom passar pela aflição porque vi o que família é capaz de fazer quando se precisa dela de madrugada. Foi-me bom passar pela aflição para ser afligido mais ainda por satanás e ter maior convicção de que ele quer me destruir e que não quer nada de bom comigo. Ele não brinca, o jogo dele é sério. Foi-me bom passar pela aflição e trabalhar mesmo não tendo condições, mas ver que consegui chegar no final de mais um dia. Foi-me bom passar pela via dolorosa e encontrar pessoas testemunhando de Jesus dizendo: “Ele também passou por aqui e as marcas de sangue onde você pisa são dele. Ele já experimentou a via do chicote, da injustiça, da ingratidão...”. Foi-me bom passar pelo Getsêmane, quando minha alma, meu emocional estavam abalados pude sentir o cheiro do suor de Jesus naquele lugar que pingava no chão como gotas de sangue. Ele também havia estado ali. Quando eu mais precisava de amigos e pessoas íntimas, todos dormiam. Enquanto Jesus chorava e sentia depressão profunda, aqueles que comiam com ele, sorriam com ele, viam seus milagres acontecendo de perto, dormiam. Era a solidão do Getsêmane. Ele também esteve lá. Foi-me bom passar pela cruz, onde parecia que apenas eu estava sofrendo por uma causa justa e todos me prendiam no lugar mais ridículo para matarem meus sonhos e ideais. Mas ali pude ver as marcas de Jesus que também passara por ali. O seu sangue manchava a cruz. Manchava o chão. Manchava minhas próprias vestes. Manchava meu corpo. Manchava minha vida. Como foi bom passar pela aflição e descobrir que em todo o momento, mesmo que as pessoas que mais amava não estivessem por perto, Jesus estava lá. Ele havia passado por cada situação. O “Homem de Dores”, experimentado em quaisquer vicissitudes da vida, estava permitindo que eu me identificasse com suas dores. Oh! Como foi-me bom passar pela aflição e poder reconhecer o quão posso ser forte na minha fraqueza por causa do poder de Deus que se aperfeiçoou em mim neste tempo! Foi-me bom passar pela aflição e poder ver Deus como nunca vi. Foi-me bom passar pela aflição e entender intimamente que as aflições do tempo presente não podem ser comparadas com o peso de glória que está por vir.

As aflições têm um fim: o fim de conhecer. E se não atentarmos para isso, será o nosso fim.

NA GRAÇA, QUE SEMPRE É MELHOR DO QUE A VIDA

LELLIS

Domingo, 7 de Junho de 2009

O Leão e a Oração

Copeiro do Rei escreve...

Leia Daniel 6; 10:12 antes de acompanhar este texto...

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A Bíblia é um livro de histórias magníficas. Porém, as histórias bíblicas não servem para entreter-nos numa noite de insônia ou para cumprir alguma obrigação devocional. As passagens servem como motivação para querermos agir da mesma forma que os heróis da fé agiram. Assim, nossa vida será uma vida bíblica, ou seja, que tem em seu currículo passagens do sobrenatural de Deus. Não há como nos identificarmos com a Bíblia se não vivemos a Bíblia. Obviamente que, em nosso contexto, não precisaremos entrar em covas de leões ou andar sobre as águas, mas precisaremos da mesma confiança que esses homens tiveram para passarmos por qualquer vale da sombra da morte.


Daniel estava na Babilônia porque o povo de Deus estava se curvando a ídolos e deixando que a religião se contaminasse com o modismo do mundo. O coração do povo de Deus estava ficando enferrujado com o pecado. Daí, o Senhor, com toda a sua misericórdia e compaixão, escolhe uma nação ímpia para corrigir, disciplinar os seus escolhidos. Sim, porque se pararmos para pensar, até nesta ação Deus demonstra amor. Ele bem poderia ter aniquilado uma vez por todas aquele povo de dura cerviz. Embora seu compromisso não fosse com homens, mas com sua Palavra, ele poderia deixar apenas Daniel, seus três amigos e mais alguns profetas.


Deus é bom quando disciplina e a Igreja precisa aprender que há disciplina apenas para aqueles que são filhos de Deus. Portanto, você que vive em pecado e não é disciplinado, desconfie da sua conversão.


Daniel era um jovem aplicado. Desde cedo demonstrou interesse em agradar somente a Deus não se contaminando com a comida oferecida a ídolos. Isto fez com que ficasse mais forte do que aqueles que comiam fartamente à mesa do rei ímpio.


Certa feita, o rei Dario escolheu 120 homens para serem governadores de províncias. Destes 120, três foram escolhidos como presidentes; um deles era Daniel. E por ser excelente, os demais ficaram cheios de inveja que quiseram acusá-lo de alguma coisa, mas nada acharam nele. Então resolveram pedir para que o rei assinasse um decreto para que todo homem, no espaço de trinta dias, ficasse sem pedir nada a qualquer deus a não ser ao próprio rei. Ou seja, sem orar a Deus, sem ouvir Deus em oração, sem se deliciar na comunhão com Deus por um mês. Caso este decreto fosse quebrado, aquele que assim o fez, será lançado na cova dos leões.


No mesmo dia em que tudo isso aconteceu, Daniel, exilado, distante de sua terra, familiares dispersos, não pensa em outra coisa a não ser entrar no seu quarto onde as janelas ficavam abertas em direção à Jerusalém e fechar a porta, prostrar-se diante de Deus e continuar a fazer o que sempre fez: orar e dar graças a Deus. Ele não faz nada de diferente dos demais dias. Daniel não oscila na sua caminhada com Deus. Ele sabe que o povo inteiro está sendo disciplinado e não pode perder a oportunidade de dizer a Deus que seus joelhos continuarão dobrados diante de um só.


Você pode se perguntar: “Mas Daniel poderia muito bem orar baixinho em seu quarto e continuar sua vida de governador”. Daniel não separava sua vida devocional da profissional. Para ele, tudo era Deus. Ele havia chegado a este posto não só devido seu espírito de excelência, mas por buscar ser excelente diante de Deus. Ele não poderia dizer sim para Deus somente às escondidas e ajoelhar-se fazendo súplicas ao rei de uma nação ímpia para todo mundo ver. Daniel buscava ser diante dos homens aquilo que era diante de Deus. Isso era inegociável para ele.
Daniel era um jovem inteligente. Muitas comunidades creem que a cultura e a sabedoria teológica inibem os joelhos dobrados. Mas se olharmos para a história bíblica (e o segredo para o futuro da igreja está em recuperar o passado) encontraremos homens cheios de conhecimento e também cheios da comunhão com o Espírito Santo. Notemos:
Abraaão era um homem de intercessão. Foi por causa de sua intercessão que Ló foi poupado da tragédia que desabou sobre Sodoma e Gomorra. Seu neto, Jacó, orou com lágrimas, intensidade e perseverança dizendo: “Se Tu não me abençoares, eu não te deixarei ir”. Moisés, o maior líder do povo de Deus, um homem de cultura enciclopédica, de cultura peregrina, de mente prismática, um líder sem paralelos; por causa da sua intercessão a nação peregrina não pereceu no deserto. Josué, um líder com rosto em terra pedindo clemência a Deus em favor do seu povo. Samuel, o maior Juiz que Israel já teve, em um momento dramático da história ergueu sua voz: “Longe de mim pecar contra o meu Deus e deixar de orar em favor de vós”. Neemias, um estrategista, um reformador, que coloca a causa do seu povo com veemência diante de Deus.
E aqui está Daniel. Segundo Hernandes Dias Lopes, talvez um dos homens mais extraordinários da história da humanidade, que ora, jejua e faz com o céu se mova com suas súplicas.
Jesus, no Getsêmane orando com soluços e muitas lágrimas; no rio Jordão os céus se abriram; no deserto triunfando sobre satanás; se distanciando da multidão para os montes solitários em busca da face do Pai; orando a noite inteira para tomar as decisões mais importantes do seu ministério; na cruz; no Trono da Graça intercedendo por nós.
A primeira prova que deram da conversão de Paulo foi: “Ele está orando”. Paulo orava com jejuns, nas praias, nas sinagogas, nas casas, doente ou com saúde, preso, com muito e com pouco, em todas as circunstâncias.
Existe uma nuvem de testemunhas sobre a oração. Agora, podemos ir para a história da Igreja e encontrarmos os Pais da Igreja orando: Policarpo, Irineu, Crisóstomo, Agostinho.
Os pré-reformadores oravam. Notemos:
John Wicliffe. John Huss. Através das orações e mensagens de Jerônimo Savonarola a cidade onde estava foi profundamente tocada, sensibilizada.
Os reformadores oravam com intensidade. Notemos:
Lutero. Calvino. Zwínglio. John Knox. A rainha da Escócia temia mais as orações de Knox do que dos exércitos da Inglaterra. Knox ficava noites e mais noites em oração. Quando sua mulher o vinha chamar para se alimentar dizia: “Como posso comer se o meu país está perecendo? Ó Senhor, dá a Escócia para Jesus se não eu morro!” Em 1559 o país estava dominado pelo Catolicismo Romano, e em 1560, um ano depois, o Parlamento havia adotado o Presbiterianismo como religião daquele país pela influência poderosa das orações de John Knox.


O que fazer durante 30 dias sem orar? Até que ponto você e eu acreditamos na oração? A oração define nossa vida diante do mundo; a oração define o mundo diante de Deus.
Perguntaram a Dwight Lyman Moody: “o que faria se este fosse o último dia de nossas vidas?” Ele respondeu: “Continuarei fazendo o que sempre fiz”. Foi justamente o que Daniel fez. Muitos só intensificam suas vidas de oração quando estão prestes a entrar na cova dos leões, quando estão sabendo que a cova da injustiça está rodeando, quando a cova da má notícia foi anunciada, quando a cova das drogas e da prostituição engoliu o filho, quando o cônjuge está com pensamentos de abandonar o lar e deixar para você uma casa como uma cova solitária, quando a cova do desemprego escurece sua visão de uma perspectiva melhor, quando a cova da desesperança grita contra a sua fé questionando “onde está o teu Deus?”...


Ninguém poderá se safar das covas da vida. Seja ele justo ou não. Aquele que antes não entra no seu quarto para orar não sairá ileso quando entrar na cova dos leões.
Existem covas permitidas por Deus. Existem covas em que mergulhamos por escolhas erradas.
Deus permitiu a cova da humilhação e do desprezo na vida de José para que depois José pudesse poupar sua família da fome. Deus permitiu a cova do sofrimento na vida de Jó para que satanás fosse humilhado mais uma vez e para que conhecesse verdadeiramente ao seu Deus. Daniel experimentou a cova dos leões por ser fiel a Deus e viu os leões famintos ficarem emudecidos diante de seu corpo que poderia ser o alimento que os saciaria.
Por outro lado, vemos o jovem rico decidindo-se pela cova do “quase salvo” por não querer amar mais a Jesus do que suas riquezas. Judas, que afundou na cova da traição, da amargura e do suicídio por não conseguir perdoar-se. Pedro, que caiu na cova da negação e da tristeza por achar-se confiante demais. Ananias e Safira que conheceram a cova da morte por mentirem ao Espírito Santo. A Igreja de Éfeso que caiu na cova da mecanização da obra do Senhor por perder a fórmula principal de todas as coisas: o amor. A Igreja de Laodicéia que foi abraçada pela cova da mornidão espiritual.


Podemos ser levados por Deus para as covas. Sendo assim, veremos maravilhas e aprofundaremos nossa compreensão do Deus a quem servimos. Também podemos nos levar para covas caiadas que parecem ser tão chamativas, mas ao decidirmos entrar, não teremos nada além de escuridão e o inimigo querendo nos devorar.


E não podemos pensar em leões cinematográficos. Eram animais famintos, esqueléticos, mas extremamente fortes e viciados por sangue capazes de acabar com uma vida humana em segundos.


Sob ameaças somos desafiados a não termos comunhão com Deus. O mundo com a sua essência, que é o pecado, nos assedia tenazmente. São perseguições e lutas maiores que nós. E mesmo sendo um cristão, se não estiver em comunhão com o Senhor estará aberto ao fracasso. Estará aberto às influências malignas. Estará fadado a etapas de derrota.
Por isso, ninguém pode querer ser um cristão fiel só diante da porta, na boca da cova. Ninguém consegue resistir aos leões estando desarmado. Ninguém, que antes tenha passado pelo quarto, tem poder para passar pela cova. Ninguém se safa dos leões famintos com um chicote e uma cadeira. É impossível querer dominá-los e domá-los. Eles estão decididos a fazer uma coisa só: atacar.


Da mesma forma em que estamos nesta terra cujo príncipe é satanás, Daniel estava em Babilônia, distante da liberdade de culto. Mas sua vida de culto era diária. Seu tempo de oração era de acordo com os períodos dos sacrifícios no Templo: manhã, tarde e noite.


O apóstolo Pedro, em sua primeira carta, exorta aos cristãos a permanecerem firmes contra o leão que ruge. Ele faz uma referência ao imperador Nero, concomitantemente, passa a ser a figura do próprio satanás neste período. Assim, a cultura de interpretação bíblica se dispôs acreditar que este leão é satanás. O que ruge, mas não pode tocar. Ora, no contexto bíblico, Nero prendia muitos cristãos, usava-os como diversão nas arenas, pendurava seus corpos como tochas acesas para alumiar as ruas. Ainda assim, Pedro dizia: “O diabo é como leão que ruge procurando alguém para devorar”. E ele devora. É o trabalho dele: matar, roubar, destruir.
Mas aquele que tem um Bom Pastor, deve se preocupar apenas em andar humildemente com este Deus, porque Ele mesmo tem poder suficiente para enfrentar os leões da covas em que fomos colocados para que saiamos sem nenhum arranhão.


Podemos estar numa cova onde não conseguimos enxergar um palmo à frente do nariz, cercados de leões, mas se aprendermos a aplicar o coração e a humilharmos diante de Deus, e somente de Deus, nossas palavras serão ouvidas e ele enviará um anjo.
Na cova dos leões, os leões não podem vencer o Leão da Tribo de Judá. Mesmo que estejamos em covas escuras, perigosas cuja porta descreva: “este é o terreno do inimigo”, os leões não têm poder diante do Leão.
Não se curve a ameaças, não lamente por ser fiel e estar passando por situações difíceis. Não questione a Deus, mas dê graças, como Daniel fazia. Continue sua vida. Deus é contigo. Oração contínua significa vida com o Leão.


Em que a oração ajudou Daniel? 1º) Daniel sempre esteve confiante; 2º) Daniel experimentou o milagre de Deus; 3º) Daniel se fortaleceu para a próxima batalha.
O que resultou a vida de oração de Daniel? Daniel deu seu testemunho.
Diante de tudo podemos aprender que não se pode abrir mão do essencial não só nos momentos de contrários, mas em todo o momento.

NA GRAÇA

LELLIS

Sábado, 4 de Abril de 2009

Reciclar é Viver

Copeiro do Rei escreve...

Segundo Aurélio, reciclagem é:
1. Alteração da ciclagem.
2. Atualização pedagógica, cultural, profissional, etc.
3. Repetição de uma operação sobre uma substância com o fim de melhorar propriedades ou aumentar o rendimento da operação global.
4. Tratamento de resíduos, ou de material usado, de forma a possibilitar sua reutilização.

Reciclar é viver... aquele que não se recicla fica. Entrementes, nossa ação de conservação é muito empírica. Nada tem que ver com uma atitude lógica concernente ao padrão sistemático da coisa. Somos um futuro real que acontece agora sem nenhuma preocupação de ser o que se é para o outro. Julgamos a nós mesmos como quem não julga pelo medo de julgar e encontrar justiça para o réu. Somos um pó que prioriza o que nos pisa e que divulga a todo vapor a insanidade nossa de crermos no vulgar e vulnerável. Assim somos.
Se não pararmos uma vez por outra e entendermos sobre a importância da reciclagem em nós mesmos, o mundo será subtraído com nossas ações tão tiranas e pecadoras. Rir da mesmice não provoca diplomacia social, mas anestésico contra a impunidade e a nova vida de Deus para nós. O período de reciclagem é benéfico no que tange ao reconhecimento de valor intrínseco. O período de reciclagem é doloroso devido tamanho processo de esmagamento, trituramento (...).
O processo é incomum. E como para cada objeto o processo diferencia, assim vale para cada ser-humano. Deus não trata ninguém da mesma forma. A vida não é a mesma. Os caminhos não são os mesmos. Os métodos não são os mesmos. Deus é o mesmo, mas sendo tão grande demonstra particularmente suas facetas próprias de quem sabe lhe dar com a obra de suas mãos, ou seja, cada um de nós.
Permitir ser tocado para a mudança é permitir ser reciclado para a reutilização em Deus e para Deus.
Precisamos ser reciclados nos relacionamentos, nos ministérios, na comunhão, no processo e no projeto de vida, nos sonhos, na caminhada, nos negócios, na intelectualização, na fé, etc. Tudo o que anda tem a necessidade de se reaver melhor ainda. Nossa condição humana é muito sensível, todavia, o que nos resta é sermos novos a cada dia, assim como as misericórdias de Deus.
Afinal, quem não precisa de uma reciclagem para tornar a ser útil, para crescer, para tornar-se melhor ou até excelente? Em Deus temos a possibilidade de sermos recarregáveis todos os dias.

Que o Senhor nos auxilie a sermos novos, operantes na fé, úteis na obra, amorosos nos relacionamentos, íntimos e fervorosos na comunhão e sempre dispostos a reconhecer que precisamos mudar... pra melhor! Até porque, se somos recicláveis, significa que não somos descartáveis (para serem jogadas fora). Temos valor de reutilização para com Deus... sempre.

Para terminar, vejo a vida de Pedro... Quando Deus o perguntou se O amava por três vezes, fazendo-o lembrar das três vezes que O negou, não estava querendo humilhá-lo ou jogar na sua cara que era um pecador, mas transformar a negação em devoção. Deus não descarta ninguém!
Digo amém.

NA GRAÇA
LELLIS

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

PERDI MINHA INOCÊNCIA - PARTE II

COPEIRO DO REI escreve...

Continuo aqui minhas declarações que, tenho certeza, vem bombardeando algumas discussões (mormente no meu e-mail particular).
Como falei da minha crise sobre a musicalidade torta no meio evangélico, não tenho dúvidas de que os púlpitos também estão recheados de questões contrárias à teologia pura.

Pregações...

No Brasil, a teologia ainda é menina. É cheia de crenças, de influências judaicas-católicas-romanas. Temos um povo com dúvidas tremendas sobre doutrinas por conta daqueles que tomam os Evangelhos por base das mesmas, e não as cartas apostólicas.
Nossa nação demorou tanto tempo para cristianizar o judaísmo, e agora estão retomando rituais judaicos dentro do cristianismo. Aqueles que hoje entram em determinados templos evangélicos, podem se deparar com a Arca da Aliança, com o shofar, com estolas sacerdotais e etc.
Noto que as mensagens não possuem mais um quê evangelístico, mas sim, um apelo extraordinário sobre o dar, receber, trocar... Fora isto temos os pregadores que se esquecem da delicadeza nas palavras e o interesse pelas almas, de fato.
Fui visitar uma família que tinha dentro do seu lar um centro espírita. Ela, a responsável pelos trabalhos, havia confessado que aquele é um caminho errado e que, inclusive, já esteve em algumas igrejas evangélicas. Chegou a agendar com determinado pastor para quebrar todas as imagens e queimar o que tinha de ser queimado por lá. Mas na noite de um domingo, o bendito pastor, no seu apelo final, teve a desfaçatez de dizer: “Quem não erguer sua mão para aceitar Jesus, será como um porco ou uma porca”; o resultado deste apelo foi trágico: a dona do centro jamais retornou àquela igreja e continuou com seus trabalhos ocultos.
Através de tantos outros erros, muitas pessoas continuam sendo levadas para o arraial do inimigo sem terem a oportunidade de conhecerem a ternura e o amor de Jesus como o é de fato.
A verdadeira ignorância significa não desejar conhecer. O povo perece por não conhecer. Pregadores perecem e dão palha para o povo comer. Tudo pode ser bonito, mas não tem existido profundidade. Se sou alguém jovem e inexperiente deixarei que os que andam comigo julguem, mas não me calarei perante os experientes cuja experiência não frutifica.
Conhecemos a árvore pelos frutos. Não sei se o que escrevo é exatamente o meu fruto ou minha forma de pensar e ver as coisas; sei que os meus devaneios bíblicos estão sendo expostos e criticados; mas sobre meus frutos... bem, os meus frutos já estão nas vitrines faz tempo.

(Se quiserem saber mais sobre o assunto, leiam o editorial “O LUGAR MAIS DIFÍCIL DE SE PREGAR O EVANGELHO”, neste mesmo blog)

NA GRAÇA
LELLIS

Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

PERDI MINHA INOCÊNCIA - PARTE I

COPEIRO DO REI escreve...

“Quando se perde a inocência, não se recupera mais”.

Esta foi a frase que fora enviada a mim e sobre mim para consolar-me diante de tantos distúrbios no meio evangélico. Perdi minha inocência. Perdi meu estado de análise e hoje consigo – não sei se felizmente – entrar no tempo da análise-crítica das coisas que vem ocorrendo sem pedir licença pra quem gosta de ler, estudar, sem perder a noção da devoção e profundidade do Santo.
O senso do ridículo está sendo perdido em quase todas as áreas que tenho visto e ouvido.

Música...

Não tenho conseguido cruzar com as letras musicais que se cantam nas igrejas... É um suplício ter de cantar só porque todo mundo gosta e canta. São letras cheias de erros bíblicos e teológicos que só atravancam o crescimento espiritual do povo e que criam obstáculos para uma maior intimidade na Palavra com o Deus da Palavra.
Não se diz que ama a Deus por palavras, mas por obediência. Hoje tudo tem mudado. O que se canta dentro dos templos não tem explosão alguma de transformação de vida. Todos cantam e gritam: “eu te amo...”, mas nada acontece além disso. Fica sempre por isso mesmo. Parece que a obediência deixou de ser fato e fator importante.
Os produtores musicais pressionam os recém convertidos que cantavam secularmente para gravarem cd’s – pelo menos 2 por ano. É pura produção. A adoração é produzida, sem teor de valorização da intimidade e experiência com Deus. As letras, notem, são as mesmas. O que tem mudado é a capa do cd – cada dia mais bonita e cara. Todo mundo resolveu falar da mesma coisa, a não ser os que não entraram na mídia evangélica. Estes não possuem espaço porque fazem as pessoas pensarem; e quem deseja pensar?
Todos foram obrigados a comer o que o mundo midiático evangélico produziu, produz e lança goela a baixo dos famintos. É uma coisa simples, fácil e que não traz nenhuma profundidade de comprometimento com as questões morais e espirituais do Reino de Deus. Há quem diga: “Ora, é da simplicidade que o povo precisa porque o Evangelho é simples”. Ora, digo eu, o Evangelho é mais do que simples, mas não é bitolado nem retardado. Deus é uma pessoa, não um estado zen. Tudo agora é contemplação... é bonito, é gostoso, e como já disse um grande pastor: “Ninguém é de ferro!”. É importante todo o período de contemplação, mas isso se torna em emocionalismo. E prefiro lembrar que nada tem que ver emoção e emocionalismo.
Não se pode mais pensar que o período de louvor congregacional é um tempo onde as canções devem tocar o nosso coração e alma, mas sim, fazer com que o nosso coração (alma) e mente sejam tocados nos chamando à transformação de uma vida adoradora. A música por si, creio nisso, tem poder para realizar grandes coisas quando cumprindo um propósito divino (como no caso da harpa de Davi diante de Saul), entretanto, uma letra que tenha interpretação equivocada das Escrituras pode ser um empecilho para tal realização.
Ariovaldo Ramos disse que o louvor é uma homenagem a Deus; já a adoração se traduz em uma vida agradável diante de Deus. Hoje se homenageia cantando sempre as mesmas coisas e palavras e se vive sem nenhuma renovação de mente (como diz em Romanos 12).
Perdi minha inocência e não a recupero mais. Não desejo isso pra ninguém, embora tenha orado para que todos venham a ter discernimento sobre aquilo que é e o que não é nem poderá ser. Minhas orações são para pedir sabedoria e humildade neste tempo onde quem gosta de filosofar e/ou pensar e questionar um pouco mais das coisas, é taxado de orgulhoso e fora da comunidade em que se vive ou aquele que sempre exagera onde não há necessidade.
Estou sofrendo com o ensino errôneo das Escrituras através de “homenagens” (louvor) a Deus. É necessário reparar e analisar as canções. Não é só porque a melodia é boa, mas o seu conteúdo precisa dizer algo. É só olharmos para o livro dos Salmos. São canções inspiradas em situações, orações, história, relacionamento com o Santo Deus e etc...
O povo diz que precisa ouvir o que tem ouvido porque aprendeu a viver assim. Quando todos observarem que a Glória de Deus e Sua Graça são bem mais criativas e amplas do que tudo isso, terão um cântico novo em suas vidas para homenagear e viver.
Não podemos engolir qualquer coisa só porque vende muito ou todo mundo está cantando. Precisamos de uma qualidade bíblica que nos faça mudar a mente para homenagear e viver para Ele.
Quando Caio Fábio disse que não gostava de música gospel, talvez estava se referindo à produção de que tanto se vê e ouve nos últimos dias. Em casa, além da música negra (black music) das igrejas americanas que ouço (como Yolanda Adams e Cia), prefiro curtir Andrea Bocceli e outra Cia.
Estamos diante de uma situação onde aquele que deseja viver um padrão bíblico terá de pagar um preço anormal. Carecemos de pessoas que pensem com sabedoria, sem atacar (mesmo que este editorial pareça um ataque – o que não é), sem humilhar os que não querem, para que tenhamos a oportunidade de vivenciar aquilo que é bom, perfeito e sempre será agradável.

NA GRAÇA
LELLIS

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

BUSCANDO SAÍDAS ?

COPEIRO DO REI escreve...

Existem saídas para todas as coisas? Minha convicção religiosa não teme conjecturar a possibilidade de um ceticismo diante desta questão. Ora, meu Deus é tremendamente apto em Si mesmo de transformar e/ou transtornar qualquer coisa que venha a ser obstáculo, entrementes, o que - em nosso mundo "dia a dia"- notamos é que o Deus tremendo não age diante de saídas ocultas. Ele não procura nada. Ele não deseja que procuremos saídas para uma ou outra coisa. Ele apenas Se apresenta como Porta para que entremos e desfrutemos das condições sem par que nos fornece e favorece.

Apenas os que não entraram pela Porta procuram saídas para algo; apenas os perdidos procuram; apenas os alienados, alucinados e desesperados correm atrás de saídas (...); porém, os que entraram pela Porta (que é o próprio Cristo - Deus) já encontraram a forma correta de viver: dentro de Seu projeto, de seu Ser.

Todos nós saímos de Deus por causa do pecado e nossa ação desesperada diante de tudo agora não deve ser procurar por mais saídas, mas a Porta de Entrada. Entrando por esta Porta todas as coisas se tornam claras ajudando-nos a tomar as decisões de forma que a paz será o juiz em nossos corações.

Minha tentativa de ajuda-lo(a) é fazer com que compreendas o valor de estar dentro do aprisco de Deus, dos cuidados de Deus, do pasto verdejante de Deus, das águas tranquilas que fazem repousar diante de Deus... Apenas nEle encontramos a Entrada. Ninguém deseja sair. Quando entramos por sua Porta podemos nos aquietar e saber que Ele fará sair todas as faltas e juízos e demais coisas que nos assustam.

Jesus disse: "Eu sou a Porta."

NA GRAÇA, QUE NOS PERMITE ENTRAR E NÃO MAIS BUSCARMOS SAÍDAS

LELLIS

IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS

COPEIRO DO REI escreve...

"10Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado."
(Lucas 18:10-14)

Ainda hoje consigo observar, assim como na época de minha infância, crianças se autodenominando Super-heróis que acabam de conhecer pelo filme. Quando eu assistia a um filme de luta, procurava vestir-me como a personagem e sair pela rua como tal.
Assim acontece na vida. Olhamos para o lado e desejamos a vida do outro só porque o nosso lado que aparentemente está errado, no lado dele as coisas fluem. Enquanto eu não consigo enxergar beleza na minha família, o vizinho enxerga na dele... Portanto, grito: “Minha vida seria melhor se eu fosse fulano de tal ou tivesse a sorte de vida daquele ali”.

Nós perdemos nossa verdadeira identidade na queda de Adão. Ficamos sem nome, sem vida, sem a presença gloriosa de Deus. Perdemos. Ficamos como os que nem sonham mais. Deixamos de ser alguém. É por isso que existe a intenção de sermos o outro que parte da falsa idéia de que o outro é ele mesmo, sem nenhuma interrupção maligna do pecado e da separação. Por vezes inúmeras, chegamos a concluir que o outro é melhor do que eu e que a im-perfeição dele é mais atraente do que a miserabilidade da minha vida separada de tudo o que eu pensava ser.

Algumas manhãs nos revelam que a nossa vida biológica, espiritual e/ou psicológica não andam bem. Estão em contradição com aquilo que sempre pensei e busquei ser.
Daí, através deste texto e pela compreensão óbvia da queda do ser-humano, que sempre foi em Deus o que era pra ser, deixou de ser quem era e separado foi de sua verdadeira identidade nEle, observamos que só se pode ser Eu mesmo quando me aproximo dEle.
Dietrich Bonhoeffer escreveu: “Quanto mais pertos de Deus estamos, mais parecidos ficamos com nós mesmos”.
Qualquer pessoa que almejamos ser não pode suprir a necessidade daquele ser a quem planejou para que fosse nEle. Você não foi criado para ser outro, ainda que o teu desejo de ser e viver não esteja no teu corpo e mente. Você foi planejado, visualizado desde uma concepção informe no ventre de sua mãe.
Por conta disso, não existem saídas; não possuem mais vidas para se viver depois da morte; não há possibilidade de reencarnação para que, na esperança dela, você possa ser uma pessoa outra que não passasse pelas mesmas situações e que não tivesse as mesmas dores ou que não vivesse no meio dos mesmos familiares... Existe um grito no coração de cada um para ser alguém na vida. Existe um desejo enorme de se reparar como um ser encarnado que tem um nome, que tem um trabalho, que tem uma família, que tem uma sociedade ao seu redor... Todos precisam se ver no espelho psicológico e verem que ali existe alguma coisa que foi criada para algo específico e precisa fazer as coisas para as quais foi criada, e não satisfeito, faze-las de maneira única porque cada um é diferente do outro e não pode ter par de seres univitelinos no que se diz respeito a pessoalidade.

Você é único, mesmo que tenha um irmão gêmeo. Vocês são diferentes.

Agora, o que tem a ver tudo isso com a mensagem?
Existe um choque de identidades neste texto que nos é fascinante. O fariseu e o publicano. Pra aprendermos a ser quem somos, precisaremos observar quem eles são e o que fazem diante de Deus.

A primeira coisa que enxergo aqui é o seguinte: Não há como escondermos o que somos pra Deus. Deus nos enxerga do jeito que somos e não existem obstáculos que embacem a sua visão. Ele é Deus.
E se Ele sabe quem somos, sendo nosso Criador, aquEle que nos viu sem roupa e sem ossos na barriga de nossa mãe, precisamos urgentemente nos aproximar dEle porque essa separação desde Adão nos complicou a vida. Na verdade, não existe vida, não existimos sem Deus.
A sua crise de identidade não é por causa dos problemas, mas por causa da natureza distante que tivemos desde o ser caído. Perdemos a essência em Adão depois da queda, perdemos a vida, perdemos o gosto de ser quem somos, perdemos a natureza primária do ser-humano de Deus.
E a partir do momento que tenha a percepção lógica de que do Deus da vida e do ser não se esconde nada, não se omite nada e nem finge ser, começamos a entrar num processo de cura da identidade e passamos a ser quem Deus nos criou pra que fôssemos. A imagem e semelhança de Deus começam a ser restauradas em nós quando olhamos pra Deus mais de perto.

O vício de querer ser um religioso, pensando ser quem Deus sempre sonhou, não faz parte do plano de dEle. Às vezes queremos que Deus reze da nossa cartilha e que o mundo coma na nossa mão, ou seja, todos serão julgados de acordo com o meu entendimento de gente. Tudo e todo o que for diferente de mim está errado, vai pro inferno e não tem conserto.
A síndrome do fariseu, do religioso é justamente essa: de que todos se curvam ao modo dele ser e ver a vida. Sim, porque vemos a vida através da forma em nos enxergamos. Por conseguinte, nossas atitudes serão de acordo com nossa percepção de vida e de quem pensamos ser.
Outra coisa que podemos tirar do texto: O que continua olhando para si ainda não vive a sua própria vida.
Não existem respostas dentro de nós para dizermos que somos e porque somos. Não cabe dentro de nós a responsabilidade de tratarmos dos assuntos que não conhecemos. Os nossos conceitos são superficiais, quando não errôneos. A nossa visão da vida passa ser trivial, mecânica, moralista, religiosa, pré-conceituosa...
O fariseu olhava o mundo e as pessoas através de si mesmo. O julgamento partia de sua conduta. Se ele não rouba, os que roubam não são compatíveis a ele; se ele não adultera, os que adulteram diante dele são como que os próprios anjos caídos.
E a visão que temos do fariseu é assustadora, porque ele pensa que as ofertas compram os olhos de Deus enquanto seu moralismo religioso mata todo mundo do lado.
Assim, não me importa dar oferta se eu esmago todo mundo lá fora. É pra deixar a oferta no altar e resolver a vida. Deus espera. Até porque Deus quer ser encontrado na comunhão com o irmão.

É fatal quando olhamos o mundo a partir de nós mesmos. E isso não é tratado com descrente, com gente que não lê a Bíblia, mas com um fariseu. Um fariseu tem o Pentateuco na ponta da língua, aprende a ler através da Bíblia... Isso me dá abertura pra concretizar meu pensamento de que conhecimento Bíblico não me faz ser quem Deus quer que eu seja.
A não ser que a leitura me aproxime de Deus.

Só a proximidade de Deus e vivendo em Cristo eu consigo ser eu mesmo.
Sendo eu mesmo, até na tristeza eu sou alegre. Não tem margem de dúvidas. Minha capacidade de viver vem dEle.

A terceira análise do texto é: quando declaramos quem somos, do jeito que estamos, começamos a entender como o poder de Deus age para transformar.
Aquele publicano, sujeito pecador, largado pela sociedade judaica e religiosa da época, se achega no mesmo lugar que o fariseu e rasga o peito sem querer saber das conseqüências diante de Deus. Fala tudo. Fala como quem soubesse que aquEle que está ouvindo já o tinha visto nu e sem ossos na barriga da mãe. Fala como o filho pródigo que cai em si e se sente totalmente indigno de até aproximar-se. Fala e se aproxima.
Deus não resiste uma oração assim.
Enquanto um aponta pra si mesmo, o outro cai em si mesmo e se vê longe querendo estar perto e buscando ser alguém num lugar onde todo mundo pisa e diz que é pecador desgraçado e vai pro inferno mesmo.
O fariseu grita de forma onde pensa estar mais próximo de Deus do que tudo e todos. Porém, o seu modo de ser não tem nada a ver com a imagem e semelhança de Deus. Depois vem o publicano, no mesmo “ambiente” que o religioso, e declara que sua maneira de viver é digna de desejar apenas a misericórdia e propiciação pra sua alma. Ele expõe tudo o que é pra aquEle que sonda mentes e corações, e sai dali justificado.

O filho pródigo era a pessoa certa quando estava na casa de seu Pai. Quando decidiu sair, viver dissolutamente, sai de si, se perdeu, foi parar diante da comida dos porcos. Distante da casa do Pai não existe dinheiro, amizades, casa e mulheres suficientes que o façam ser você mesmo. Viver para si não é viver a sua vida, mas quando cai em si e retorna à casa do Pai, você passa a ser você mesmo: o filho que não merece, mas que tem a identidade de filho, que é reconhecido de longe.

Quem você deseja ser? Deus responde praqueles que estão com a visão alterada: “Seja você mesmo estando em mim. Longe de Mim, quererá viver em outra pele porque longe de Mim a vida não existe, o gosto some, a alma enternecida fica anêmica, e a fome de ser alguém com nome e identidade definidas não passará de um sonho”.
Longe de Deus a gente sucumbe, a gente não tem vida.
Cristo veio para nos religar com Deus. Ele não veio para nos fazer seguidores do cristianismo, mas para andarmos nEle, sermos alguém nEle, vivermos para Ele, e, sobretudo, nos identificarmos nEle porque o Filho se identifica com o Pai. A natureza humana é assim. A espiritual também.
Aceite-se em Deus. Você não terá uma vida vetada, pela metade, inutilizada pela religião, mas terá a vida verdadeira, aquela que Deus pensou desde a fundação do mundo só pra você.
Viva em Deus. Não temos outra vida em Deus, mas uma vida nova porque é novo nascimento. A queda em Cristo é anulada porque Ele traz de volta a natureza de ser quem se deve ser nEle. O Pai anseia que sejamos dEle não simplesmente para nos arraigar numa membresia de igreja institucionalizada, mas para sermos a igreja levantada para nos encontrarmos com aquEle que nos fez para existirmos nEle.

Pra terminar. Sua única saída de experimentar quem você realmente é, é se aproximar de Deus da forma em se encontra: digno de clamar misericórdia e propiciação. Quando houver essa proximidade sincera, Ele começará a transformação. Você será você mesmo.

Cristo não deixou de ser quem sempre foi, apenas se esvaziou de Si mesmo pra nos dar garantia de sermos alguma coisa nEle. Ele desceu da cruz e venceu a morte pra sermos eternos com Ele. Só seremos pessoas felizes e satisfeitas quando estivermos vivendo nEle. Arraigados. Edificados. Confirmados na fé. Crescendo em ações de graças. Só compreenderemos o sentido do nosso viver se estivermos próximos de Deus.
Achegai-vos a Deus e Ele se achegará a vós.

NA GRAÇA, QUE NOS REMETE AO INÍCIO DE TUDO

LELLIS

Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

TEMOS LUTAS, MAS TEMOS TREINAMENTO TAMBÉM

COPEIRO DO REI escreve...

Passamos por inúmeras experiências em nossa caminhada. Algumas nos fazem lastimar a perda de algo que apreciávamos como troféu, outras lutas nos elevam ao apogeu... O que fortifica nossa fé?: Saber que Deus cumpre suas promessas nos dando a vitória no aqui e agora ou que Ele permanece fiel e presente nos momentos em que pensamos que Deus nem parece existir?

Temos nossos questionamentos, nossas crises, embora saibamos que este mundo jaz no maligno. Sempre esperamos algo mais para nos manter de pé enquanto a batalha se nos é travada dia após dia.

O que fazer quando tudo parece ter acabado, ter tido um final trágico? Bem... poderia eu lhe dar várias respostas, porém, minha intenção é falar sobre o que vem antes das vicissitudes da vida: O TREINAMENTO.

Somos treinados por Deus, você sabia? Somos alertados por Deus sobre as questões do mal e dos problemas de nossa vida. A Bíblia nos diz na carta de Paulo aos gálatas que "as obras da carne já são conhecidas", ou seja, as artimanhas expostas com a ajuda de satanás estão às claras para o cristão. Jesus nos diz que "neste mundo tereis aflições", mas nos alerta: "tende bom ânimo!".

Deus está dando ferramentas de treinamento para que possamos entrar nas guerras. Deus está preparando sua vida para algo maior. Não gosto daquela frase em que se diz: "Quanto maior a luta, maior a vitória!" Não creio muito nisso. Creio que todas as batalhas que enfrentamos nos leva a algo maior, pois revela a vontade e propósito de Deus.

Quero citar algumas ferramentas que você conhece, mas são sobremodo descartadas por muitos:

1) ORAÇÃO - somos mudados e fortificados através de um RELACIONAMENTO com o Senhor Jesus.

2) PALAVRA DE DEUS - somos municiados e preparados para a caminhada quando sei o que o Senhor Jesus fala sobre a vida, sobre o mundo e as coisas invisíveis (espirituais).

Parece até sem lógica falar sobre essas coisas que são tão comuns. Oração e leitura da Bíblia são as nossas pernas, se falta um, ando manco. Deus está querendo treinar você através de coisas simples na caminhada da vida. Atente para o simples, para as coisas que achas não ter valor. Deus está querendo treinar você!!! A gente fala mais sobre isso depois...

NA GRAÇA,

LELLIS

ADOLESCENTE - O QUE ELE PENSA?

COPEIRO DO REI escreve...

"Freud afirma que os desejos profundamente assentados que nós projetamos em um conceito de Deus provém da nossa primeira infância. O primeiro entre eles é o sentimento de impotência que o indivíduo carrega até a idade adulta. Freud escreve: "Em termos biológicos, a religiodade deve ser atribuída à impotência prolongada da crinça pequena e sua necessidade de ajuda". Ele argumentava que todos nós compartilhamos de um desejo menos consciente, mas muito forte de proteção dos nossos pais, especialmente do pai. Ao nos tornarmos adultos, continuamos nos sentindo impotentes quando nos vemos confrontados com as grandes forças da vida. Então criamos uma figura semelhante àquela que nos protegeu na infância. "A psicanálise", escreve Freud em seu ensaio datado de 1910 sibre Leonardo da Vinci, "nos mostrou que o Deus pessoal é, psicologicamente, nada mais do que um pai exaltado... e isso nos traz evidências, a cada dia de como gente jovem abandona as suas crenças religiosas, assim que a autoridade dos seus pais se quebra"."
(Armand M. Nicholi, Jr. Deus em Questão, pag.52 Ed. Ultimato)

Jovens estão se "desgarrando" das saias da igreja para se envolverem no espírito do filho pródigo. Muitos sempre tiveram nos seus corações o desejo de, após completarem seus 18 anos, saírem para ver como é a vida. Afinal, quem nunca teve um desejo desses, por mais que não se tenha feito?
Pais obrigam filhos a irem a igreja como algo legal (de lei), não como um relacionamento diante de um Deus que é amor e que, sobretudo, nos liberta para uma vida cheia, abundante.
Muitos adolescentes não possuem experiências com Deus, não buscam relacionamento com esse Deus, mas O estudam sob a autoridade e compreensão do pai da terra. Se o pai da terra limita, o Pai do céu leva o desgosto do filho.
O filho é insatisfeito com as decisões do Pai do céu por causa do pai da terra. Muito do que tem acontecido é uma falha no discipulado dos filhos adolescentes. Obviamente que isso não é generalizado. Temos, graças a Deus, o Pai do céu, excessões.
Há que se implantar nos corações jovens, um ardor por um relacionamento pessoal com Deus, para que quando velho for, não se desvie dos caminhos retos.
Será que seu filho tem base de experiência com Deus suficiente para sobreviver neste mundo corrompido se você partir neste instante? Com que tipo de autoridade você tem se apresentado diante dele? Uma autoridade autoritária, ou autoridade que reflete o amor de Deus?
Pense nisso... pense mais no texto do Freud do que no meu, até porque foi ele que espetou-me com essa idéia.

NA GRAÇA
LELLIS

EMANUEL - DEUS CONOSCO

Copeiro do Rei escreve...

Este é o esboço da mensagem que preguei no Natal em minha comunidade evangélica. Segue:

"Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)". (Mateus 1:23)

A mensagem do Natal é sobre a encarnação de Jesus (o Emanuel), mas o que gostaria de tecer neste tempo é sobre a trajetória do Emanuel em nossa vida e o que Ele veio restaurar com a Sua vinda aqui na Terra.
A mensagem do Natal é possível para nós hoje. Existia grande expectativa sobre o nascimento daquEle que viria como título supremo de Salvador. O Messias estava sendo aguardado há muito tempo.
Quando olhamos para o passado podemos observar que tudo o que o povo queria era um deus só pra ele diante de tantos outros que por ali eram invocados: deus do amor, da prosperidade, da colheita, da morte, da barganha, do imediatismo (...); estavam todos ali à disposição do povo, como ainda estão para nós e como ainda o mundo anseia por um deus certo.
Era um povo fraco, pequeno, humilhado, sem nome e identidade forte, sem feito algum na história. Um povo que carecia de uma reviravolta. Um povo carente que estava precisando sorrir e carente de um Deus, mesmo tendo muitos à sua volta.
Um Deus que após o fracasso da prosperidade, me faria ainda assim declarar: “Tu és a minha maior riqueza”; um Deus que após a pior perda da vida, me concederia forças além da razão pra dizer: “O Senhor deu, o Senhor tomou. Bendito é o Nome do Senhor”; um Deus que após uma grande decepção, me aconselha a olhar para a história de Elias no monte Carmelo e a dizer: “O Senhor é fiel e sempre vem. Não é como os outros deuses”; um Deus que após todos irem embora, ainda posso sussurrar: “Ele continua aqui, mesmo que a minha mãe se vá”. É o Emanuel.

Por quê Emanuel? Por quê Ele veio?

►PARA RESTAURAR O QUE FOI PERDIDO:

E o que foi perdido? Sua presença. Este é um mistério: ninguém pode fugir da presença de Deus, mas ainda há os que podem estar longe de Deus. Mas como é isso? A internet pode estar em todos os lugares, mas para que possamos nos conectar temos de ACESSÁ-LA. E para nos conectarmos a Deus precisamos de um nome de acesso: Jesus.
Jesus veio restaurar a comunhão, para unir o cordão rompido, para ser encontrado pelos perdidos, para ser o médico dos doentes.
Uma das figuras que Jesus usa no Novo Testamento é a Videira. Todo ramo que não está ligado na Videira Verdadeira, morre. E quando o pecado entrou, fomos desligados da Videira Verdadeira (Árvore da Vida) e adoecemos profundamente até a morte espiritual total.
Jesus veio para restaurar a comunhão, a presença Gloriosa de Deus.
Antigamente ninguém podia levar um deus para casa, a não ser os ídolos pagãos chamados ídolos do lar, mas que eram maldição que cegava. Todos precisavam subir nos montes e sacrificar ou levar uma prenda. Ou seja, eu subia e deixava tudo o que eu tinha de melhor para Deus e o culto acabava ali. Poderia, em minha concepção religiosa, continuar com minha vida sem Deus. Cumpria meu voto religioso e continuava com minha vida.
Mas Deus, vendo-me subir a inúmeras religiões e deuses fajutos ou até mesmo subindo em montes cujo deus era eu mesmo, resolveu descer e rasgar o véu. Agora posso ter Deus na minha casa ou onde quer que eu vá. Ele é o Emanuel.

Esta religação na presença de Deus, além de conceder-me salvação, é garantia de vitória e segurança. É o caso de Moisés e das vitórias do povo que vencia sem por a mão em armas.

►PARA RESTAURAR A NOSSA VIDA:

Quem está ligado a Deus por Jesus (que é Deus) não está morto. Ligados em Deus, nossa vida, impreterivelmente, sofre mudanças. Por quê sofre mudanças? Quando Deus quer restaurar nossa vida, primeiro apaga a sujeira. Sofremos porque relutamos. Relutamos porque Deus usa circunstâncias para restaurar nossa vida. Circunstâncias que pedirão de nós uma firmeza na decisão.
Muitos desejam ter suas vidas restauradas, mas não querem ter de decidir por si mesmas. A restauração da vida requer não simplesmente estar ligado a Deus (convertido), mas também andar com Deus. E andar com o Deus do Natal é viver em santidade.
Muitos, quando falam sobre restauração de vida, pensam: o que era pobre passou a ser rico; o enfermo, obrigatoriamente, teve de ser curado (...). Deus pode restaurar de qualquer forma, mas andar com Deus requer uma restauração no caráter: o mau pagador agora dá satisfações e busca a solução para quitar suas dívidas; o mentiroso conserta seus estragos e agora vive na Verdade (...).
Quando Deus quer restaurar o amor na sua vida, te coloca em situações onde é necessário exercer o amor. E assim por diante.
Quando Emanuel vem ao nosso encontro, está dizendo: “Não precisa, não deve mais viver como antes”. Uma nova vida. Ele faz novas todas as coisas. O que há de velho ou tem de ser lançado fora ou precisa de renovo.
Natal é onde são restauradas muitas coisas: relacionamentos é o que mais se nota. O Deus que anda com você, que pode ser levado pra casa, deseja que os laços sejam religados. Isto é vida para a alma. Desejar viver a restauração na vida, mas continuar matando gente no nosso coração não é possível.
A santidade abrange muito mais do que pensamos.

►PARA RESTAURAR A NOSSA VISÃO:

Mesmo ligados em Deus, andando em santidade com Deus, existem momentos em que a nossa visão é distraída pelas perseguições, tempestades (...) e daí gritamos: “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro?”. Ora, se estou subindo o monte e entregando tudo a Deus, quando desço do monte os adversários me cercam. A verdade é que o socorro vem do céu, que está acima dos montes, ou seja, de onde eu posso ir. Isto significa: Milagre.
Emanuel veio do céu. Ele é o milagre. Emanuel veio restaurar nossa visão sobre o impossível. Se minha visão continuar no monte da religião, no monte do até onde eu posso ir, nunca vou crer que Emanuel é o Deus Conosco que desceu do céu demonstrando que sua própria vinda é um milagre. Quem não crê em milagres não pode levar Deus (Emanuel) pra casa e viver com Ele.
Nossa visão vai além do nosso monte, nossa visão de Deus vai aonde o mundo não consegue enxergar. O povo do Deus (Emanuel) vê saída até para a morte.
Emanuel é Deus Conosco que se revelou de forma milagrosa, e viver nEle é viver com o milagre. Você acredita em milagres?

►PARA RESTAURAR NO VAZIO DAS PERDAS:

Nós também perdemos. Perdemos familiares, saúde, batalhas, amores, vínculos... e tudo isto nos faz sentir vazio interior.
O céu também ficou vazio. O Pai sentiu falta do Filho para que nós pudéssemos ser preenchidos pelo Emanuel.
Deus, para ser conosco, precisou ficar vazio. Ele se esvaziou de toda a sua Glória, mas assim que tornou ao Pai foi honrado com um Nome que está acima de todo nome e pôde perceber que quando voltou, voltou com o meu nome gravado na sua mão. Ele não me perdeu.
Podemos perder muitas coisas e ter a certeza de que Jesus, o Emanuel, sempre nos diz: “Eu vim, já cheguei, estou aqui”. Só não podemos perder o Emanuel de vista. Se O perdermos nosso vazio continuará vazio e nossas perdas sempre ficarão batendo em nosso coração como algo que ainda não foi enterrado ou aprendido.
Isto não é algo que se ensina, mas que se busca e se recebe.

►PARA RESTAURAR NOSSA ADORAÇÃO:

O povo começou a adorar no monte, depois no Tabernáculo, em seguida nas Sinagogas, nos Templos. Jesus hoje nos restaura a adoração de todo o lugar, como no Éden.
Mas o Emanuel veio para que também possamos compreender que nós vamos ter a adoração restaurada novamente para um lugar: no céu.
NA GRAÇA
LELLIS

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

ALEGRIA NO TÚMULO

Copeiro do Rei escreve...

Os túmulos engolem a esperança
Dos que velavam o retorno vão
Consomem a luz do sol
Sol inútil para secar lágrimas de dor, saudade e desilusão.


Os túmulos são cortinas que se fecham
Espetáculo sem palmas e risos
Platéia desmotivada, sem rumo, sem casa
Sem dia claro, sem proteção ou abrigo.


Os túmulos são túneis sem luz em seu fim
É deserto seco e habitado em mim
Pra quem fica, pra quem vai, pra quem foi
Alistando sem tempo a tristeza que não conversa.


Os túmulos foram feitos para um fim
Um fim de ser fim, um fim de fim infinito
Um fim que não gostaria de carregar na pobre consciência
De que seu valor é guardar o que sobrou sem valor de vida.


Os túmulos são tristes, por isso estristecem
E torcem para que sejam sorridentes por um dia
Morreria por um dia de derrota
Pra mudar a rota um dia sequer.


Ah, este dia chegara... mas na sexta-feira ainda chorava por mais um
Mais um que rompia a barreira da esperança de que o túmulo sorriria
O túmulo guardou o segredo do sábado e ninguém sabe ao certo
Aguardaria a morte morrer, a vida viver ou o túmulo sofrer?

Ora, não mais! porque o sol raiou pelo domingo dando um novo sentido
Entristecendo a tristeza do túmulo que aplaudia o seu vazio completo
Recebendo visitas ilustres ds que procuravam o Ilustre Campeão
Que quebrou os grilhões da morte prometendo agora a salvação.

No túmulo raiou a luz de anjos, à porta bradou o susto de Madalena
Os olhos aterrorizados de discípulos acoados sem entenderem o que já havia sido explanado
Não existem palavras, não existem confissões, não existem sentimentos
Que se possa comparar com a alegria de um túmulo vazio outrora habitado pela própria Vida!

"Aleluia!", bradou o túmulo... "Há esperança...
Jesus ressuscitou... eu perdi... não O guardo mais..."

NA GRAÇA
LELLIS

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

OS SONHOS DA ETERNIDADE E A MENINA ELOÁ

COPEIRO DO REI escreve...

A vida sempre foi e será um risco.
No dia 17 de outubro foi assassinada uma jovem de 15 anos em São Bernardo, São Paulo, pelo seu ex-namorado, de 22 anos. O caso foi notícia em todos os telejornais e programas de tv no Brasil. Por quase cem horas, aquele jovem obteve Eloá e sua amiga sob a mira de uma arma calibre 32.
O final foi trágico para aqueles que aguardavam pelo retorno da vida e à vida. Aquele jovem, em conversa com um policial do GATE, disse que antes tinha sonhos de constituir família, ter uma casa, um carro, ser feliz... mas agora não tinha motivação alguma para buscar tudo isso. Pois é... sonhos não possuem a capacidade plena de motivar à vida e fortalecer nos momentos de crise maior. Ajudam, mas não são suficientes; porque na ausência deles o que sobrará?
Eloá, a adolescente assassinada, possuía seus sonhos. Não teve tempo de realiza-los porque alguém que já não ligava para a vida se intrometeu, enfurecido e entorpecido pelo diabo, para apagar os seus sonhos e os sonhos de muitos outros. Sonhos possuem a sina de lutar pela sobrevivência, mas na ausência da vida, o que os sonhos podem fazer?
Será que o que possuímos, planejamos para o futuro é tão certo quanto a morte? Obviamente que só os loucos e desesperados planejam aquilo que não falha: a própria morte. Não gostamos quando a morte assalta antes do tempo. Na verdade, nunca gostaremos dela, sobretudo quando assusta tanto. Acho que nossa sensibilidade sobre a morte tem sido testada diante de cada notícia cruel que se nos é apresentada. Estamos sendo chicoteados e amarrados pelo sangue daqueles que sonham e deixam de sonhar.
O que vem depois do sonho? Depois da ausência do sonho? Depois da morte? Ora, tudo o que se sabe é que a morte é algo tremendamente misterioso. Ninguém pode dizer “estive lá” a não ser um - porque venceu a morte. Venceu a morte porque tinha poder sobre ela e por causa dos sonhos que possuía para todos os desasonhados do mundo.
Jesus Cristo não pôde ser retido pela morte. Nossos sonhos eram pesadelos constantes por não conseguirmos realizar a bondade de sermos um ser humano de verdade. Jesus vive e sonha com as casas que tem preparado no céu para todos aqueles que sonham um dia encontrar com o Vencedor.
A vida é frágil. A vida sempre será um risco. A morte é final para aqueles que sonham apenas os sonhos deste século e para os que vivem pensando e buscando as motivações e certezas incertas deste mundo caído e destituído da Glória de Deus.
É assim.
Será assim.
Acredite quem quiser, as notícias continuarão chegando em nossos televisores até que o Reino de Deus seja estabelecido nos corações petrificados.
Não se engane!
Deus existe.
Satanás existe.
Sonhos existem.
Suicídios, assassínios e assassinos também.
Escolha o que sonhar, com quem sonhar, para quem sonhar e para onde deseja ir sonhando...
Pode o tiro tirar o sonho de quem sonha os sonhos ao lado de Jesus? Difícil sempre será, mas o tiro, assim como a cruz não são suficientes, nem nunca serão, para frustrarem a caminhada para o céu. Existe alguém maior que tem um sonho pra você. Ele é Jesus. Ele é o Senhor.

NA GRAÇA
LELLIS

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

UMA SIMPLES CONVERSA SOBRE ISAÍAS 53

COPEIRO DO REI escreve...


A gente observa a estátua de Buda e constata o seguinte: um ser tranqüilo, alheio ao sofrimento, transportado para um estado "zen" e intocável, incapaz de sentir dor ou chorar porque sua concentração está num interior bem distante de si mesmo.
Um Buda enclausurado no seu próprio ser não dando espaço pra mais nada a não ser o próprio nada, o vazio que se tanto busca.


A gente olha para a imagem de Jesus feita por Isaías 53 e, escrachadamente, olhamos alguém que sabia o que era sofrer; alguém que não está "zen" em momento algum, mas consegue gritar, mesmo sendo aquele que não abriu a boca, por perdão pelos que machucavam seu corpo e seu emocional. Olhamos pra um Jesus aberto para a minha dor, meu desespero, meu desconsolo, minhas lágrimas, meu descontentamento, minha solitude, o meu vazio. Vejo um Jesus moído, ferido e castigado. Um Jesus que compreendia sua missão e a encarou, por mais que doesse muito, e doeu.


Mas também consigo ver o Jesus que foi e é exaltado. Consigo ver o Jesus que está acima do zen, do cósmos, dos zodíacos, das estrelas e das viagens interplanetárias e outras coisas desta espécie. Vejo um Jesus que levou meu fardo (assim posso ficar leve - não há necessidade de ser um Buda pra ficar leve) e depois elevou-me para junto de Si para que eu saiba onde eu estou.
Estou em Seu coração (lá em cima) e Ele, no meu, por aqui mesmo. E não há ponto final nesta história. Não há mesmo.

NA GRAÇA

LELLIS

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

A MENSAGEM DE RUA

COPEIRO DO REI escreve...

Peço licença para registrar o capítulo 55 de Isaías e tecer um breve comentário de final de noite:

1 A vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.
2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura.
3 Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi.
4 Eis que eu o dei por testemunha aos povos, como líder e governador dos povos.
5 Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para ti, por amor do SENHOR teu Deus, e do Santo de Israel; porque ele te glorificou.
6 Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.
7 Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.
8 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.
9 Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.
10 Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come,
11 Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.
12 Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.
13 Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta; o que será para o SENHOR por nome, e por sinal eterno, que nunca se apagará.

"Por causa da vivacidade do estilo, este convite tem sido comparado com os gritos de vendedores de água e outros vendedores, tão comum no Oriente Próximo". Ou seja, esta é uma mensagem de rua, onde todo mundo passa e ouve. A rua é onde todo mundo, aparentemente, é igual. Qualquer um , estando desapercebido, pode tropeçar e cair, pode ser confundido, pode confundir (...). A rua é o local que não protege ninguém do sol, e observe que naquele tempo se vendia a água por ser um bem preciosíssimo. A água era motivo até de contendas. Isaías viveu neste tempo: onde o povo preferia comprar e morrer na rua do que ganhar e viver em família.
Diante de tantas profecias duras, Isaías muda a tática e apela para a Graça. Só que a Graça, aos olhos de muitos, ataca mais do que a mais cruel profecia por ser uma mensagem de rua, quero dizer, pra qualquer um. E a mensagem é justamente para aqueles que estão na rua sob o sol escaldante do verão Palestino.
Meus olhos fitam o texto e veem que o que acontece é mesmo na rua: Deus, através de Isaías começa a falar sobre seus pensamentos e comparar com coisas que não são visíveis dentro de casa. É o céu, é o caminho, é a terra... E dizendo sobre Sua Palavra utiliza: terra, semente...
O Deus que entra nos lares daqueles que permitiram que a Palavra da rua entrasse em suas vidas.
A Graça é o escândalo de Deus! É a mensagem que se revela no caminho, olhando para o céu, sendo molhado pela chuva, ouvindo os grãos brotando na terra... A Graça de Deus grita! A Graça de Deus silencia o mais poderoso homem desta terra pra dizer: Tem jeito, sim!

NA GRAÇA, QUE GRITA
LELLIS

Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

A MARCA DO INESQUECÍVEL

Copeiro do Rei escreve...

Estou de férias. Viajando pelo Estado do Espírito Santo. Escrevo frente ao mar aberto. Não é uma paisagem que se esquece naturalmente. Tudo por aqui é importante. Os detalhes são importantes. E como são! Minha vida tem estado descansada perto de tanta glória manifestada. É pela natureza, é por contatos de amigos e igreja, é pela simples devocional. A gente acaba se perdendo em meio a tantos bons encontros. Ora, minha palavra nesta manhã tão inesquecível é sobre os detalhes da vida que marcam e ficam doendo de forma gostosa em nós.

Fiquei imaginando a vida do rei Asa... Um homem de Deus usado para vencer batalhas que não se vencem na força; um homem usado para transformar todo um povo e trazer avivamento aos corações. Um homem que morreu de uma doença no pé. Sim, uma doença no pé. Morreu confiando mais em homens, mais em médicos do que no Deus que o ajudou a vencer o que não poderia ser vencido humanamente.

Há 705 doenças possíveis para o pé. Ele morreu de uma doença no pé. Ora, o que é uma doença no pé? Pois bem, é possível morrer de uma doença no pé quando não se confia em Deus. Entretanto, quando se confia no Senhor a morte não abraça nem mesmo quando fazemos parte de um exército cujo número é a metade do exército inimigo.

Se eu pudesse retirar os detalhes de minha vida, não sobraria nada. Tudo o que faço e o que sou faz parte de detalhes. Meu Deus criou-me com detalhes. Hoje, observo o mar, as montanhas, o céu, as obras das mãos de Deus e não consigo detectar o todo, mas os detalhes diante de um Criador tão poderoso e grande.

Minha vida é um detalhe, é um pingo na palma da mão de Deus. Tenho identidade complexa no Seu coração. Todos temos uma marca em Deus. Deus deseja que a Sua marca esteja em cada um de nós. A marca do Espírito Santo, da confiança em coisas mínimas (como uma doença no pé), a marca do descanso, a marca da cruz, a marca da comunhão, a marca do relacionamento íntimo, a marca do altruísmo, a marca da humildade, a marca da oração, a marca da doação, a marca da salvação, a marca da amizade, a marca do inesquecível... assim como tem sido por aqui.

Não quero esquecer-me do mar, das nuvens e da chuva. Não posso esquecer-me dos abraços que recebi, dos telefonemas de saudade e parabenizando-me pelo meu aniversário. Não posso esquecer-me do cinema, das noites em que dormi bem abraçado com minha querida e linda esposa. Não posso esquecer-me das comidas deliciosas, inclusive o arroz com feijão na casa do Gedalias e Sara. Não posso esquecer-me da amizade e do acolhimento do Léo em sua casa e da querida Jane e Antônio Carlos. Não esquecerei da Igreja Casa de Oração Novo México e da mensagem do Pedrinho na EBD e de sua belíssima família com sua visão tão coerente e parecida com a minha; do banquete da Dona Mercedes e seus conselhos sobre o casamento; do maravilhoso lanche na casa dos queridos Horsley, Dinha, Clarissa e do suco de acerola que o Vinícius fez e serviu-me no copo com poeira de guardado. Não me esquecerei do almoço na casa da querida irmã Édna e Gil, com suas filhas tão carinhosas e atenciosas. Não me esquecerei das canções no violão e a cantoria que arrumamos com a Thaís (uma grande amizade) e nossas indas e vindas ao shopping. De forma alguma esquecerei das devocionais frente ao mar e minhas conversas com meu Senhor. Não posso esquecer da minha tia Suely que emprestou-me o carro para viajar e pela tia que é. Não conseguirei esquecer da febre alta que cedeu logo após eu ter chegado nesta cidade. Não poderei esquecer da Dalva, uma vida que ganhei para Cristo. Não esquecerei do abraço no humilde e amável Pr. Hernandes Dias Lopes e de sua pregação. Não me esquecerei da glória de Deus...

E volto para minha casa, para minha comunidade e família cristã porque também não consigo esquecê-los.

NA GRAÇA

LELLIS

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

A URGÊNCIA DE PENSAR NA URGÊNCIA

COPEIRO DO REI escreve...

Cobrei-me porque não tenho escrito com certa freqüência para esta página. Fiquei indignado comigo mesmo ao saber que tenho um bom número de visitas diárias por aqui e muitos abrem-na e não conseguem ver diferentes e novos escritos. Notei que houve uma certa cobrança de minha parte para escrever algo urgentemente. Mas, o quê? Não tenho material suficiente para interagir com a inspiração de agora, nem muito menos as notícias que chegam diante de mim são extremamente novas, mas uma repetição da violência de ontem e de anteontem e por aí vai...
Fiquei incomodado com a minha falta de recursos mesmo sendo novo, lendo muito e estudando constantemente. Entretanto, gostaria de dizer algo: Não há nenhum incômodo quando abro a Boa Notícia do Evangelho que diz sempre a mesma coisa a mim: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Não é demodê ouvir sobre o amor de alguém que viu urgência em enviar amor e adotar filhos para ensinar sobre o amor.
A Boa Notícia que se achega para nos atar ao amor. Amor de Deus.
Alegro-me com a notícia do Evangelho que estala em meu peito e não permite que a mornidão nem o esfriamento abracem minha alma. A mensagem do Cristo que morreu e ressuscitou por amar-me a tal ponto de tudo isto acontecer.
Urgente é pensar e repensar e ruminar no que é o de sempre, mas que é de sempre pra nós e que nos levará ao sempre de Deus, que é a eternidade.
Urgente é amar o Evangelho e evangelizar com amor aos desavisados que correm perigo sem conhecerem o verdadeiro Amor.
Urgente é render-se aos pés do que é a Boa Notícia e não temer o porvir, mas banhar o presente da esperança que trouxe a Boa Nova.
Urgente é Jesus na vida daqueles cujos corações não o possuem como Senhor e Salvador.
Ora, quem leu até aqui não viu nenhuma novidade, mas quem entendeu lendo, compreendeu que toda a Novidade está aqui; não na página, mas em nosso interior que anela pela Palavra e Voz do Senhor... novas a cada instante.
Que a Novidade de vida seja real para ti!

NA GRAÇA
LELLIS

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

O QUE É A FÉ ?

Copeiro do Rei escreve...

O que é a fé?
Sempre que ouvimos esta pergunta, lançamos nossa mente ao texto de Hebreus: "ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." (11:1). Neste mesmo texto observamos inúmeros servos que foram até o final para provarem para si mesmos que o que ouviram de Deus era a verdade e que a confiança nEle deveria ser o foco principal. A fé, segundo todo o capítulo de Hebreus 11, não é um pensamento positivo de que as coisas vão acontecer, não é uma força da mente, não é uma emoção que vem ao nosso encontro para mover as montanhas. A fé é algo que vem do próprio Deus. Mas como? A fé vem depois de algo e não antes, como muitos crêem. A fé é a certeza de algo que já existe, mesmo que ela não tenha estado concreto naquilo que ainda tanto anseio. Explicarei melhor usando o próprio texto. Todas as vezes em que alguém é chamado a crer, é porque antes houve uma Palavra liberada por Deus para que fosse e obtivesse o resultado. Estas coisas as quais Deus promete ou nos posiciona diante uma promessa, já existem nEle. Quando fomos chamados a crer que o mundo foi criado (pretérito perfeito) por Deus, a criação já havia sido realizada nEle e para Ele. Portanto, a fé é o registro da minha crença naquilo que Deus já fez e tem para o meu futuro se eu andar nEle.
A idéia de: “Tenho fé que ganharei meu carro novo!”; “Tenho fé que comprarei minha casa nova!” (...) é inadequada quando olhamos para o texto de Hebreus com cautela. Minha fé não é objeto daquilo que não existe, mas sim, do que já existe; ou seja, dentro da Palavra de Deus. Ora, obviamente que Deus ouve as orações e realiza milagres para conseguir a casa própria entre outros sonhos, todavia, precisamos focar naquilo que é imutável.
A fé de que Deus fala é uma fé que nos leva a prosseguir, vendo ou não vendo as promessas se cumprindo, porque o que importa de verdade é saber que nEle já tenho todas as coisas.

NA GRAÇA
LELLIS

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

O deus QUE MATA VERSUS O DEUS QUE SE ENVIOU PARA MORRER

COPEIRO DO REI escreve...

No mês de abril de 2008, um elefante atacou seu treinador até a morte e feriu outras 18 pessoas durante um festival religioso no distrito de Thrissur, no Estado de Kerala, na região sul da Índia.
Muitas pessoas atiraram pedras e pedaços de bambu contra o elefante. Autoridades locais levaram cerca de três horas para controlar a situação e tranqüilizar o animal.
Os elefantes são considerados animais sagrados na Índia, país onde Ganesha, um dos mais populares deuses indianos, possui uma cabeça de elefante.
No entanto, apesar do status de divindade, ativistas pelos direitos dos animais afirmam que os elefantes são vítimas de maus-tratos em circos, festivais, e ao serem forçados a carregar turistas por longas distâncias.
De acordo com a mitologia hindu, é o deus – elefante, filho primogênito de SHIVA: o supremo dos deuses e da mãe Parvati; a deusa da natureza. Conhecido como deus dos comerciantes, da prosperidade, da prudência, da política e da sagacidade. Em seu nascimento, ele recebeu a benção de seu pai de que todos os cerimoniais, todas as escrituras, todos os relacionamentos de importância mundial, deveriam sempre começar com uma invocação a GANESHA para que tivessem maior eficácia.
De acordo com as lendas, GANESHA foi o escriba dos textos védicos, usando o seu próprio marfim como pena. Em seus diversos braços ele carrega um machado, que corta todo mal; as bolinhas que ele tem em mãos chama-se Landhu, seu doce predileto, feito de farinha e grão de bico. O ratinho é o secretário mais próximo de GANESHA, sendo que todos os pedidos devem ser primeiramente dirigidos a ele, que por dua vez leva ao mestre. Dizem que uma pessoa que reza para GANESHA, nunca encontra obstáculos na vida que não possa superar.
Observe:
Um deus que mata depois de permitir andarem sobre ele; um deus que precisa de um instrutor; um deus que é comparado com um animal irracional; um deus que está em extinção; um deus que apresenta perigo para a sociedade; um deus que traz problemas para autoridades; um deus que não se pode confiar (...).
Pense!
Um Deus poderoso que não pode ser controlado; um Deus que não tem conselheiros; um Deus soberano onde não existe nada além dEle; um Deus que traz paz; um Deus que não se pode ver através de animais, mas onde sua Glória é manifesta através de tudo e de todos; um Deus em cujo nome há salvação; um Deus que trata de problemas e manda orar pelas autoridades; um Deus que se pode confiar; um Deus que não morreu para ter nome em algo visível, mas que vivo é porque mantém o que sempre foi; um Deus que não pode ser detido quando irado, mas pode ser atraído por causa do coração quebrantado; um Deus; um Deus que não pode ser mandado por pessoas, mas que atende orações segunda a sua própria vontade; um Deus que não se pode andar sobre, mas que permite que estejamos sob suas asas para sermos cuidados e protegidos; um Deus que ama pecadores e que odeia a personificação do pecado sobre nós; um Deus onde nada pode nos separar do seu amor; um Deus que olha para todos, bons ou maus; um Deus que nos surpreende para o bem; um Deus que promete vida com abundância; um Deus que promete estar todos os dias conosco; um Deus que não requer sacrifícios de animais, mas de louvor; um Deus que não está com suas mãos atadas para ajudar nem com seus ouvidos surdos para ouvir; um Deus que Se envia para morrer para que todos tenham vida eterna e mesmo assim não fica morto; um Deus que não vem pra matar, porque o trabalho de matar e roubar e destruir não pertence a Ele; um Deus que vem pra você e pra mim (......................). Este é o meu DEUS!

NA GRAÇA

LELLIS

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

A COMUM COMUNHÃO

COPEIRO DO REI escreve...


Koinonia.
Em minha comunidade evangélica, todos nos tratamos como pessoas redimidas pelo sangue de Cristo. Redimidos pela condição pecaminosa de outrora.
Essa condição de escravidão já passou porque fomos transportados do Império das Trevas para a Maravilhosa Luz de Cristo. Entrementes, o pecado ainda existe no meio de nós e em nós ainda faz uma diferença que não gostaríamos que nos fizesse.
O pecado faz de nós pessoas orgulhosas, arrogantes, antropocêntricas. O pecado libera dentro do coração desejos irreconhecíveis que gostamos de conhecer porque pecado que é pecado sempre traz um gozo temporal.
Minha certeza é de que todos temos uma semente intolerável que ainda ocupa um lugarzinho dentro do peito para nos atrapalhar na caminhada.
Minha tristeza é saber que dentro de mim ainda existem resquícios do velho homem que teima desestruturar minha vida com Deus e com meus irmãos em Cristo.
Não é fácil ser assim, estar assim. Bom é ser de Deus. Ser de Deus não isenta nenhum de meus esforços para ser igual a Deus em sua imagem e semelhança que fora tirada por causa do pecado, ou seja, o caráter de Cristo.
Somos pecadores. Isto nos torna insensíveis para determinadas ações e reações. Somos de Deus, e é sempre confortador saber que o Espírito Santo nos aponta os erros.
E o que tem o pecado com a comunhão?
Irmãos contra irmãos, filhos contra pais, pais contra filhos...
Que o Senhor nos converta a Ele e seremos convertidos a todos!
Uma das coisas que mais chama a "atenção" de Deus é o estado de seus filhos com os próprios filhos. A maior mensagem evangelística é o próprio amor entre os mesmos. A identificação do discípulo não se dá pela forma que fala, prega ou faz acontecer, mas pelo amor que dá ao irmão. A maior prova de que se pode dar sobre a entrega do próprio coração a Jesus, é se o coração está disposto a se entregar ao outro.
Isso não é fácil. É mandamento. É bom porque tudo o que vem dEle é bom. Tem proveito nisso. Tem vitória. Tem satisfação no céu. Tem reconhecimento da Palavra. Tem Deus no meio da família. Tem amor. Tem koinonia.
Não sou perfeito, meus irmãos também não. Sempre erramos uns com os outros. Devemos, às vezes, mais do que o amor. Escrevo isso com medo até de ler depois. Mas é verdade!
Devemos o amor e deixamos a desejar na própria identidade de quem somos: os que amam.
Que todos os que foram "esquecidos" por mim possam perdoar-me!
Os tempos são outros. Espero que compreendam e que possamos caminhar juntos, com mais fervor e afinco nEle.

NA GRAÇA, QUE NOS REDIME E NOS FAZ UM
LELLIS