quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Os 3 Verbos de Abraão

TEXTO: Gênesis 12:1,2

Copeiro do Rei escreve...

Tudo começa no capítulo 12. Abrão é chamado da terra de Ur dos Caldeus para uma aventura que mudaria toda uma nação e inclusive o mundo. A terra de Ur vivia um sistema tremendamente secular onde inúmeros deuses eram invocados e imagens de escultura faziam parte da sociedade como algo comum. Mas Deus, por sua GRAÇA, e tão somente por ela, escolhe Abrão e o convoca para ser uma bênção.

A história com Abrão é muito simples: Deus o chama para sair de sua terra e da casa de seus familiares para ir a um lugar desconhecido por ele. A responsabilidade colocada nos ombros de Abrão são três: Sair, Ir e Ser (uma bênção). E em todas as situações, estes três verbos acompanhariam ou deveriam ter acompanhado sua vida. Há momentos em que não podemos mais ficar (Sair), outros em que precisamos tomar atitude de Irmos pela fé, e o que complementa a vida é Ser quem fomos chamados para ser em Deus.

Em contrapartida, as bênçãos e promessas sobre Abrão seriam muitas (...).

Os títulos que Abrão receberia de Deus não tem nada com suas atitudes. Se pusermos na balança tudo aquilo que Abraão realizou em toda a sua caminhada com Deus, mesmo assim não justificaria seus títulos.

Não foram poucos os momentos em que Abraão executou os três verbos, mas de forma equivocada. Se existe um homem em que poderíamos dizer: “Este não tem fé” é Abraão. Ele consegue levar o filho para ser morto, mas não consegue dizer a verdade sobre sua família para Faraó; ele consegue interceder por Sodoma, mas não abre sua boca quando Sara toma as rédeas da casa e manda embora para o deserto Agar e Ismael; ele consegue um bom casamento para Isaque, seu filho, mas faz do seu bom casamento um enredo de mentiras, falta de justiça, ausência de fé e descrédito às promessas de Deus.

Podemos dizer que Abraão foi um tremendo agraciado por Deus. Não existe lógica humana que possa explicar o motivo pelo qual Deus prometeu tanto a Abraão e diante de tantos erros, ainda assim foi tremendamente abençoado a ponto de morrer em ditosa velhice.

É claro que a mensagem não busca incitar-nos a errar para que através dos erros tenhamos uma morte em ditosa velhice. A Bíblia não ensina isso sobre a Graça (Romanos). Conquanto, o que se deve ensinar é a pérola da Graça Soberana de Deus em escolher e permitir que o escolhido seja ou não aquilo que Deus quer que ele seja.

Diante da vida de Abraão, o que podemos tentar observar espiritualmente para que tenhamos a nossa consciência mais aberta sobre seus títulos e posição bíblica e histórica tão exaltada?

1º) ABRAÃO SAIU:

Sair da casa do pai naquela época não era algo tão incomum, mas sair da terra onde os costumes, as crenças e as posses já faziam parte da vida não poderia ser fácil. Quando Deus manda Abrão SAIR está dando a ele uma nova visão de Deus. Não podemos afirmar que YHWH era Deus daquela casa. Não podemos afirmar que YHWH era honrado pelas colheitas naquela terra. Só se sabe que era uma localidade idolátrica. Abrão SAIU.

Por vezes estamos tão acostumados com o terreno do pecado, das coisas que nos prendem, com as idolatrias, que vai se tornando algo comum. Sair de Ur dos caldeus era deixar para trás todas as alianças com os deuses da barganha; era deixar para trás a casa dos familiares e não os próprios; era deixar a terra mãe, o solo das memórias de infância, o céu que havia se acostumado de tanto olhar pra ele nas madrugadas a ponto de tentar por diversas vezes ter contato cada uma delas.

Somos convidados por Deus para SAIRMOS desta terra.

2º) ABRAÃO FOI:

Oportunidade de viver pela fé. O título Pai da Fé. Caminhar sem saber o rumo não era o costume de ninguém nem nunca foi. Não é comum encontrarmos pessoas em sã consciência dizer-nos: “Estou viajando por aí”... Tudo tem planejamento, mapa, regras... Mas a vida com Deus é pela fé. Abraão demonstra isso após aceitar o chamado e IR.

E não foi apenas este o convite de Deus a Abraão para IR. O primeiro passo é primordial, mas IR torna-se gerúndio na caminhada (INDO).

Deus disse, por exemplo, para que Abraão fosse sacrificar o filho da promessa. Abraão FOI. Em nossa caminhada com Deus não serão poucos os momentos em que a prova do nosso amor e da nossa fé serão testadas. SAIR nem sempre é mais fácil do que IR, mas é o caminho natural das coisas. Após SAIR de um lugar precisa-se ir para outro. E mesmo que não dê um passo além, já foi tomada a atitude de ir. Ninguém que tenha saído fica sem ir.

Diante de tantas coisas novas que experimentamos no novo caminho, ficamos atraídos a viver como na antiga terra: idolatrando ou tendo a visão turva das coisas espirituais, ou seja, Abraão poderia colocar Isaque no pedestal e amá-lo acima de todas as coisas.

Sara não possuía a mesma visão que Abraão. É notável a separação de ambos após a IDA ao monte Moriá. Sara não suportou tamanho passo de fé. Talvez tenha achado o que nós também acharíamos: isso é radicalismo, é fanatismo.

O INDO com Deus é a certeza de uma coisa: “Deus proverá”.

3º) ABRAÃO ERA:

Deixou de ser Abrão (pai exaltado, pai grande) para ser Abraão (pai de muitos, pai de grande nação).

A coisa mais importante na caminhada com Deus, para que se tenha uma ditosa velhice é SER. Não se pode concluir a vida em TER. Se Abraão não tivesse SIDO, jamais teria chegado aonde chegou, mesmo com todas as suas falhas.

Abraão TEVE a promessa, mas Abraão foi chamado para SER uma bênção. SER uma bênção é deixar de ser Abrão – olhar para si, uma visão limitada; para ser Abraão – olhar para os outros, ser pai de muitos, ser bênção na vida de muitos.

Em Hebreus 11 podemos analisar que até o verso 35 aqueles que foram também tiveram, como Abraão; mas após este verso, os nomes que aparecem dos que foram não receberam a promessa, e são estas pessoas que o mundo não era digno.

Deus chama Abraãos para SAIR, IR E SER.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A ESCOLHA DE SOFIA


COPEIRO DO REI escreve...


No dia 18/11/2009, um caso trágico ocorreu em São Paulo. Uma mãe, mudando sua rotina de vida, deixou uma de suas duas filhas no colégio e, invertendo a ordem do cotidiano, esqueceu da caçula de apenas seis meses dentro do carro. A mãe saiu para trabalhar e o bebê ficou das 7h até às 13h dentro do automóvel quente. Infelizmente a criança chegou ao hospital com parada respiratória e sendo abraçada na eternidade.
Coisas como essas são intrigantes. A mídia dá ibope. Especialistas, como psicólogos e terapeutas, deram explicação sobre o fato. O estresse nos últimos dias tem sido a grande causa, disseram. Enquanto você focaliza em algo, acaba anulando as demais.
Bem, qual o crime nessas circunstâncias? De quem é a culpa?
Talvez, se eu disser, mesmo sem conhecer toda a história de vida daquela mãe, que Deus escolheu o bebê, muitos iriam discordar pensando até contra o Deus que escolhe.
Não posso negar o erro humano diante um fato tão pesaroso. Não posso negar a corrida da lida. Não posso negar o estresse de um mundo caído. Não posso negar os problemas particulares de uma mãe cuja responsabilidade é deixar suas pérolas em suas respectivas escolas. Não posso negar as infiltrações sociais e o desejo enorme de focalizar em coisas e não em pessoas que o mundo julga por prioridade. Não posso negar as crises e surtos que todo ser humano tem. Não posso negar a mão do homem e a pressão psíquica que ocasionou tudo isso, mas acima de tudo, não posso negar que Deus escolheu Sofia para estar com Ele cedo cedo. Bem cedo.
Quando Deus escolhe, é difícil entender a forma. Quando Deus escolhe, alguns meios são doridos para o coração de quem fica. E como entender uma escolha tão cruel de Deus? Como abraçar a ideia de que foi Deus quem escolheu um bebê?
Não tenho forças ainda para compreender sobre a tragédia, mas tenho um pouquinho de fé para saber que Deus está envolvido nisso.
Deus escolhe vidas para estarem com Ele usando até mesmo o erro humano. Sofia foi escolhida por Deus. E ainda que a mãe se esqueça de seus filhos, Deus não se esquecerá. Na verdade, nesse caso, não se esquecerá nem da mãe.
Talvez, essa minha manifestação seja para tentar acalentar a mãe, se um dia ler, não para culpar Deus, mas para, talvez, deixar de alimentar uma dor que, provavelmente, a tocará até o fim de seus dias.
Querida mãe, Deus a escolheu, tomou sua menina para Si e ela continua sendo quem é desde a última vez em que a viu... ainda viva. Que o Senhor te fortaleça, seja lá quem você for!

NA GRAÇA, QUE NOS FAZ AGUARDAR EM PAZ A SUA ESCOLHA
LELLIS

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ato médico, Ato religioso, Ato curativo...


"O Projeto de Lei 7.703, do Ato Médico, foi aprovado no dia (21/10) pela Câmara dos Deputados, com duas emendas da Comissão de Seguridade Social e Família. O projeto, que regulamenta as atividades privativas do médico, tira dos profissionais de outras áreas da saúde o direito de fazer diagnóstico das doenças e prescrição de tratamentos aos seus pacientes. Por ter sofrido muitas modificações na tramitação da Câmara, o projeto retornará ao Senado. Se aprovado, os médicos terão o direito de prescrever os tratamentos em áreas que eles não possuem treinamento e competência como: psicologia, enfermagem, nutrição, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, educação física, farmácia, biomedicina, medicina veterinária, odontologia, serviço social, ciências biológicas".

COPEIRO DO REI escreve...

Estamos vivendo, de fato, um tempo onde pessoas estão carentes da cura instantânea. Creio que a culpa de tudo isso não é da política em si, mas de uma política pública de apressar os laudos médicos para sua doença e, por conseguinte, a cura. A população deseja, mesmo que com erros, o diagnóstico de sua aflição. E se não desejamos culpar a nós mesmos, temos a mídia para ser o alvo de nosso tiro; e se ainda não queremos atirar na mídia, temos a própria religião que "vende" a cura para seus fiéis-clientes. É onde quero chegar.
O local onde a cura é uma produção mágica, se dá justamente nas igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais, além da igreja católica carismática. A divulgação da cura a todo custo e por todo custo, é tratado com afinco e veemência. O povo deseja isso, mesmo sem saber da confusão psíquica que estão entrando e alimentando. Hoje, nos púlpitos desta nação, tem sido praticado o diagnóstico e prescrição de tratamentos por uma fé cheia de magia, "boa"cumba e misticismo. Ora, não é tão difícil encontrarmos a história de alguém cujo câncer esteja em estágio terminal e que disse que o líder religioso declarou estar curado em nome de um Jesus que tem medo da doença e que jamais a utiliza para determinados fins. (E disso eu sei: Jesus não desperdiça nenhum sofrimento.)
Os líderes religiosos atestam erroneamente e ainda escravizam seus súditos com banho do descarrego, água benta, copo dágua sobre a tv, arruda, figa, terços, ferraduras, rosas comestíveis, peças de roupas do cônjuge, e etc. Muito se assemelha a um terreiro de ocultismo.
A multidão deseja e gosta da escravidão porque perdeu o senso da confiança plena em Deus e que Deus usa médicos na capacidade que Ele mesmo deu. Conquanto, os médicos, agora, estão tendo - ou podem ter - um poder dado por essa mesma clientela das tais denominações religiosas. Além de votarmos no site "atomediconao", nossa função também é confiar tão-somente na Palavra de Deus e crer no Cristo que liberta de todas as confusões psicossomáticas e psíquicas que nos fazem engolir todos os dias goela a baixo.
Estamos num caminho de agitação e pressa, onde o fast-food é o mais ansiado. Será que todos não desejariam que apenas um médico, seja lá quem for, não ateste sobre quaisquer crises que tenham? Façamos, pois, a nossa parte.
E é importante notarmos a fome do povo nas entrelinhas espirituais: o anseio por alguém que faça tudo. Sim, porque hoje existe deus para todo tipo de caso na invenção diante do desespero humano. O dia em que o ser humano enxergar que YHWH (YAWEH, JAVÉ, DEUS) é o Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo) e ÚNICO ao mesmo tempo, todas as inquietações transformar-se-ão em quietude por saber que Ele, afinal, é Deus.

NA GRAÇA, QUE ME CUROU DO VÍCIO DO MILAGRE
LELLIS

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

DEUS NÃO TEM UM PLANO "B" PARA A FAMÍLIA


COPEIRO DO REI escreve...


Desejando assimilar os recôncavos de uma família, é complexo ter de saber que não há o que adereçar porque tudo o que dentro de uma casa se é, se é. Não se joga o esconde-esconde, está tudo às claras. O marido é para a esposa aquilo que mostra no lar e vice-versa; os pais são para os filhos da forma em que delimitam pelo amor.
A banalidade com que tem se construído uma família é gigantesca. Por mais que os tropeços sejam óbvios e as extremidades cada vez mais gritantes, o amor é a causa menos importante em vários palcos familiares. Não é mais comum a luta por um cônjuge digno para o qual se dedique toda a vida, mas sim, a ideia de popularizar o “se não der certo, a gente separa”. A conformidade em entrar numa “firma” onde já, claramente, se prevê o trágico fim, é absurda. Vivemos em um tempo onde se cria, experimenta e abandona a família. O pior de tudo é o fruto dessa experiência que começa a crescer com todas as suas peças mecânicas fora do lugar. Os pais, ou melhor, criadores, lançam a experiência como um logotipo de mais um casal moderno que adotou o sistema de permitir que a criação de ambos sobreviva com um de cada vez por semana.
A separação é uma das causas mais significativas na vida de uma criança. Torna-se um modelo de vida e um padrão que obedece aos seus próprios instintos psicológicos e patológicos. É mais cômodo trocar por um novo do que renovar o viço. Quando se troca, se troca na ignorância de não saber que o novo um dia também necessitará de uma renovação. E a roda só vai girando. Os filhos, ou criações, só vão sendo lançados para as mesmas experiências de vida até que a adolescente engravide e não tenha condições de criar sua criação. O pai estava longe, os limites eram a limitação para a própria mãe com medo de perder a menina, por isso a tal “liberdade”. O rapazinho começou bem cedo nas baladas, nas bebedeiras e nas orgias sem fim. O acúmulo de razões para pensar que toda essa entrega traria para si mesmo um desconforto à tão desatinada carência da estrutura familiar o faz provocar as noites escuras para tornarem-se claridade em seu coração empedernido do amor que jamais teve: o de família criada por Deus e não um plano B inventado pelo homem.
A sociedade cresce com uma base medonha: rachaduras enormes na estrutura concreta da família. Há herois que conseguem se encontrar pelo chão da vida mesmo com um enredo tão desconectado do plano de Deus, como eu, conquanto, muitos outros ainda carecem de ajuda médica ou, infelizmente, até policial.
O plano “A” de Deus é bom. A família não desaparecerá da terra, como muitos já predisseram. O plano “A” de Deus é eterno. Deus não tem um plano B para a família. Ele coloca as cartas na mesa e não tem pressa alguma que você jogue para a continuação do jogo da vida. Portanto, saiba qual carta escolher, caso contrário, sua cooperação será para uma geração cada vez mais dramatizada e sem raízes, quero dizer, longe do plano “A” de Deus.
Que o Senhor abençoe sua casa e seus filhos! E que os filhos, mesmo em estado de criatura, saibam crer que a família também é plano “A” para seus futuros.



NA GRAÇA, QUE ME DEU NOVA CASA
LELLIS

sábado, 17 de outubro de 2009

PARA QUE SERVE DEUS NA TERRA?


INTRODUÇÃO

Houve certo incômodo ao ler o debate no fórum da Sepal. Um ateu questiona aos participantes: "Para que serve Deus na terra?". É claro que, como teólogo e, sobretudo, como cristão, reconheço que Deus é o criador e mantenedor de tudo, inclusive, de cada ser vivente. Inquietou-me não pela pergunta, mas por minha resposta óbvia da soberania de Deus. Prostrar-se diante desse Deus é um gozo eterno para a mente e alma, porque diante de tais questionamentos, posso lançar como resposta as mais simples e profundas afirmações inquestionáveis da Palavra de Deus. Decerto que um ateu não se satisfaria com o que ele mesmo já sabe. Ele sabe da verdade, mas porque não se conforma com a simplicidade absurdamente escandalosa prefere confrontar a si e a todos buscando uma resposta que sacie seu desejo intelectual de conhecer Deus da forma mais difícil: a do convencimento. Como teólogo posso convencer um ateu a entender para que serve Deus na terra, contudo, não posso fazê-lo crer de todo o coração. Apenas o Espírito Santo é capaz de fazer crer no óbvio. E por crer na ação do Espírito, faço minha parte tecendo abaixo "para que serve Deus na terra", contanto com a colaboração de teólogos, missionários, sociólogos e demais pensadores.


PARTE I - por Nelson Lellis

- Deus serve para permitir -

Deus permite que perguntas como essa sejam feitas; que o ateu exista e negue a Sua existência; que a desigualdade exista; que crianças morram de fome por conta da ignorância política e por que não dizer espiritual; que guerras aconteçam atingindo civis; que os bons morram prematuramente; que pestes e doenças vençam as expectativas da ciência enquanto o tempo vai matando o doente (seja ele quem for); que maremotos, terremotos e quaisquer outras manifestações catastróficas surjam repentinamente revelando a fúria da natureza e o poder destrutivo e inesperado; que circunstâncias contrárias avancem como câncer para desestruturar a humanidade; que o nenê chore quando nasça; que um fio de cabelo caia; que uma folha qualquer de uma árvore qualquer da amazônia ou de qualquer outra floresta caia; que a formiga estoque seu alimento; que o sol apareça todas as manhãs, assim como a lua pela noite; que o vento assopre no calor e a chuva regue a horta do seu fulano; porque Deus, acima das dúvidas sadias e dos questionamentos ignorantes (que ignoram o óbvio) é SABEDOR de tudo, digo, completamente. O Deus, cuja sabedoria é loucura para os homens, não é permissivo, mas permite que o homem escolha ou não servir o Senhor que trabalha para os que nele esperam. Na terra, Deus serve para permitir que o homem cumpra o curso de sua vida na dúvida venenosa ou na entrega da verdade estupidamente óbvia de que Deus serve a Graça da salvação de Graça; e Ele ainda permite que aceitemos tudo isso.


PARTE II - por Cleinton Gael
- Deus serve para referenciar -

Três frases bastante fortes são atribuídas ao grande escritor russo Fiodor Dostoievski; à primeira delas - que também é atribuída a Blaise Pascal e a outros pensadores - poderíamos chamar de uma frase crédula: “Todo ser humano tem dentro de si um vazio que é do tamanho de Deus” (a ideia de preenchimento do indivíduo estaria aqui proclamada).As duas outras sentenças, no entanto, parecem poder receber o rótulo de incrédulas: “Se Deus não existe, tudo é permitido” e “Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência de Deus; o homem inventou Deus para poder viver sem se matar”.Baseados nessas sentenças, podemos admitir uma possibilidade de sempre ser positiva a presença de Deus na terra. Ele estaria aqui como um ethos sagrado a mostrar um parâmetro de conduta. Sendo crido, como algo íntimo e pessoal, ou mesmo sendo entendido como “invenção”, Deus seria uma peça fundamental para a refutação da tese hobbesiana de “guerra de todos contra todos”. Deus, ou a ideia dele, seria, portanto, a referência a não deixar que nos matemos uns aos outros; serviria como uma regra de conduta mínima, buscando um caráter respeitador entre os humanos. Deus existe na terra, então, para benefício do próprio ser humano. Os que creem nele como verdade sentida, vivenciada, e como respondedor de orações, nada perdem e usufruem, segundo seus próprios depoimentos, de uma paz que só conhece quem o entende existente. Os que creem apenas numa ideia dele, como parâmetro de respeitabilidade entre os homens e mulheres, nada perdem também, pois conseguem viver num mundo onde ainda se consegue a evitação do “ninguém é de ninguém”. Nesse pensar, ninguém perde com Deus.Os únicos a perder com a ideia de Deus seriam, então, aqueles que zombam dela. Só o indivíduo que refuta tal ideia, mesmo sem refletir nos ganhos dela, sai perdendo. Só aqueles que buscam a refutação simples, para provocar atitudes hostis entre iguais, perdem.A grande questão, portanto, não seria Por que Deus na terra?, mas POR QUE NÃO DEUS NA TERRA? Qual seria o malefício causado pela presença crida ou pela ideia de Deus, baseado nos argumentos acima expostos?É sabido que ideias errôneas na questão hermenêutica foram trazidas à tona por muitos homens e mulheres de pensamentos belicistas. Todavia, é também inspirador saber que uma ideia de Emanuel (Deus conosco), representada na figuração da encarnação do Verbo da vida, um jovem chamado Jesus, traria uma interpretação outra, refutando a lógica belicista de antes e incutindo amor e perdão em cada gesto humano. A partir da hermenêutica do Cristo, Deus seria a nossa referência. Deus serve na terra para referenciar. liberdade, beleza e Graça... (texto também encontrado em http://www.cleintongael.blogspot.com/)



PARTE III - por Júnior Lima

- Deus serve para funcionar -

Diante desta pergunta: "Para que serve Deus na Terra?", estive pensando: Realmente, para que serve Deus na Terra? Esta pergunta ecoa para mim num sentido de funcionabilidade. Parece que a pergunta quer dizer: "Para que Deus funciona na Terra?" Não sei se para o leitor soa com esta tonalidade. Talvez o ateu que tenha feito a pergunta esteja buscando isso, uma resposta para o funcionabilidade de Deus. E qual é? Será que a pergunta da alma de muitos que já professam a Deus como soberano e dono de suas vidas também não seja esta, diante das atrocidades, desigualdades e interesses que estão nos nossos olhos e ouvidos todos os dias? A busca por soluções para os problemas é diária e, quando não encontram, talvez esta pergunta ressoe com muita força dentro de nós, só não temos a coragem de dizer isso, pois o conceito formado no intelecto humano é que quando uma situação foge do poderio ou da autossuficiência humana, aí uma força sobrenatural que se chama DEUS, tem o "dever" de resolver. Ironiacamente, Deus virou um solucionador de problemas e um "respondedor" para todas as perguntas de interesses pessoais.

Quando lemos o livro de Gênesis, percebemos o posicionamento de Deus para com o homem na história. Deus mostrou sua funcionabilidade, mostrou qual é e qual foi o seu papel e interesse. deu um motivo claro que não pode ser negado nem mesmo por um ateu, que foi o relacionamento. Deus mostrou que gostaria de compartilhar da sua criação com o homem dando-o a oportunidade de nomear tudo o que Ele havia feito. Disse ao homem: "Cuide de tudo pra mim". Nas tardes passeava papeando sobre os feitos de Adão como se não soubesse de nada na sua onisciência. Pensar que um Deus poderia se rebaixar para se relacionar com o homem? Somente o verdadeiro Deus.

Para que serve Deus na Terra? Para que o Homem exista e viva, pois o dia que o homem não mais existir, Deus não terá "serventia", porque Ele quis servir ao homem por sua escolha. O dia que o homem morre qual a serventia de Deus para ele? Nenhuma. Deus serve para servir ao homem com os Seus princípios e atributos. O difícil é compreender isso, Ele não precisa servir ao homem, mas Ele quis fazer assim. A funcionabilidade de Deus é estar sempre disposto a amar ao homem com ele é, sem exigir pré-requisito para que seja amado. Pensar que a única matéria que Deus tem o interesse é o homem, é ver que tudo o que Ele criou é para o homem. Sua atenção é perceber o homem como ele foi criado, sem erros, sem pecado, sem dúvidas sobre seu caráter, mesmo no seu estado atual de deformidade da imagem e semelhança Dele. Entender para que serve Deus na Terra é ver que o mundo precisa mais do que nunca, da funcionabilidade do homem no seu habitat sendo imagem e semelhança Dele, do que querer justificar pensamentos sobre Sua existência. Deus não tem uma função como a de um televisor que apertamos e pronto, Ele é relacional, Ele fala, anda, chora, sorri, se entristece, se emociona com o ser humano entendendo-nos sempre como alguém limitado e que Ele quer ser com você, e não somente estar como você. A funcionabilidade está no homem que precisa ser quem ele foi criado para ser, pois Deus não precisa provar nada sobre si mesmo, pois a maior prova já foi dada em amor, de um ser celestial para com um ser mortal.


Júnior Lima (Missionário na Bósnia)

PARTE IV - por Meister Eckhart
- Deus serve para que o ser seja o ser de Deus-

Podemos tocar com as mãos o platonismo cristão do nosso Mestre, quando indaga se Deus existe. A sua resposta é a seguinte: "O ser é o ser de Deus" (esse est essentia Dei sive Deus; igitur Deum esse, verum aeternum est; igitur Deus est: Quaest. Par.; pág. 14, 1 ss.). Assim como as cousas brancas não são brancas sem a brandira, assim as cousas existentes não existem sem Deus (13, 10). Sem ele o ser seria nada. Ainda uma vez, isto não é panteísmo, mas a aplicação ao mundo existente da idéia da μεθηχιζ. Mas como? De um lado adverte Echardo, apoiado na teoria das Idéias, que as cousas existem em Deus e Deus nelas, só quanto ao seu ser "essencial", i. é, ideal, exemplar. Mas agora ouvimos que também o ser espácio-temporal participa de Deus; pois, quando fala da existência é isso o que pensa. Mas de fato não é assim; mas então de novo faz ele realçar nas cousas o ser essencial, ideal ou propriamente ser e, neste sentido, Deus lhes é imanente. Vê ele o mundo com os olhos de Platão. E quando pensa no ser colocado no espaço e no tempo, como tal, dá-lhe então claramente o nome de criatura, e esta é "mortal".

- breve: outros textos para publicação sobre o tema.



NA GRAÇA, QUE NOS FAZ CRER NO ÓBVIO

LELLIS

domingo, 4 de outubro de 2009

CÉTICO SIM; PAGÃO NÃO


(É preciso ler o texto de Atos 8:4-25 para acompanhar a mensagem abaixo... não deixe de ler)
Passo por um período crítico de ceticismo. Creio em Jesus e no Evangelho, no poder de sua Palavra e que o tempo não é capaz de diminuir seu trabalho. Contudo, tenho vivido um período de descrença. Onde? Nas tantas obras que ouço por aí sobre milagres de cura, sobretudo, e outras grandes coisas.
Tenho sido um cristão de Habacuque 3:17-19 e não Habacuque 3:2. Confesso que Jesus é o foco e não seus milagres, mas não posso esconder que sinto falta, às vezes, de ver grandes coisas em minha frente. E seria muito óbvio e poético se quisesse dizer do milagre da vida, da natureza e etc; mas diante do texto histórico do livro de Atos, questiono, não a Deus, e sim, a mim mesmo. Porém, eu seria pagão se, todavia, não cresse que Deus faz milagres ainda hoje, mas sou cético porque não creio em mim como canal de grandes obras. Passo por um tempo onde não acredito em mim. Daí, caio em uma contradição porque se creio em Deus preciso crer em mim como instrumento de milagres, ou um agente de milagres.
Talvez um dos pontos que levou-me a desacreditar tanto do que tem ocorrido seja a banalização com que se tem tratado o poder de Deus. Há um desequilíbrio forte. Tudo aquilo que é enfatizado fora de um equilíbrio passa a ser melindroso. Note: enquando Maria é exaltada na igreja católica, na protestante, ela é vista muitas vezes como uma vilã nas Escrituras, ou seja, a visão muda com o desequilíbrio. E enquanto Paulo parece ser exaltado no arraial protestante, os católicos aproveitam para dizer que quem assim o faz é idólatra.
O que está acontecendo? Deus ainda usa homens? Deus ainda faz milagres? Muitos vão questionar dizendo que o livro de Atos é histórico e por isso, nem tudo o que ocorreu por lá deve ocorrer no curso do tempo. Concordo. Mas se continuarmos crendo que tudo no livro de Atos é histórico, nossa história de vida ficará pela história do tempo tão-somente para constar que existimos. Nosso desejo precisa ser de fazer história num mundo onde a verdadeira história é feita de quedas, fracassos, paganismo (...). Analisemos, pois, o texto:

Vs. 4-8 → ANÚNCIO DA CENTRALIDADE DE CRISTO:
Se quisermos ter uma vida de poder precisamos crer que Jesus sempre será o centro. Filipe não anuncia o milagre, mas a Cristo. É através do anúncio, da propaganda, da proclamação de Cristo que grandes coisas acontecem.
Hoje em dia, muitos anunciam o contrário e por isso, ficam presos na religião por causa do “milagre”, da transformação meramente exterior. Quando tudo isso acaba e a mágica termina, os que foram fisgados tão-somente pelo anúncio do milagre vão embora, mas os que ouviram sobre a centralidade em Cristo, permanecerão. E talvez seja esse um dos motivos porque Jesus curava e pedia para que não divulgasse a “cura”.
Além dos milagres que o texto cita, ainda tem um que está no verso 5: a mensagem sendo pregada em Samaria. Ora, os samaritanos não se davam com os judeus, mas o anúncio de Cristo e o poder da Palavra no ministério de Filipe romperam a jurisdição espiritual, fazendo com que maravilhas ocorressem ali. O resultado é a alegria do povo. Essa alegria só Deus pode causar.

Vs. 9-13→ O PROBLEMA QUANDO O CENTRO É O MILAGRE E O CURANDEIRO:
Além de admiração, os samaritanos eram assombrados com a feitiçaria de Simão. O povo ouvia por medo e atendia por já encontrarem-se num estado de escravidão avançada a ponto de declararem que Simão era o “Grande Poder de Deus”. Naquela capital, homens importantes e homens humildes seguiam o mágico.
Quando o centro da mensagem é o milagre e o curandeiro, gera no povo: escravidão, vício, idolatria, medo (porque, na visão desses, Deus só é Deus quando faz algo, e não por ser quem É).
Quando Filipe anuncia a Boa Nova, o povo é liberto e batizado testemunhando que só a Palavra tem poder, que o “Grande Poder de Deus” é Jesus Cristo que ressuscitou dentre os mortos. Simão é colocado em xeque e seu ministério de mágicas tem seu fim. Ele se dobra ao Evangelho e também é batizado. Porém, ainda assim, as intenções de Simão parecem ser outras quando Pedro e João chegam a Samaria.

Vs. 14-25→ QUEM DEUS USA:
Na verdade, Deus usa quem quer, quando quer e como quiser. Ele usa o Faraó, a Babilônia, a Assíria, até mesmo o mal. Conquanto, nos moldes do texto lido e na cultura eclesiástica, Deus tem como seu Corpo vivo na terra aqueles que:
1º) POSSUEM O ESPÍRITO SANTO: O Espírito Santo não se compra, não se vende. Ele é o poder da Igreja na Igreja. Simão quis negociar o poder de Deus, mas tudo que vem do Alto é graça, não tem preço.
2º) SÃO HONESTOS COM DEUS: Quando lemos sobre a conversão de Simão, até aqui nos parecia genuína, mas estava ele com intuito de voltar a ser o que era com uma roupagem evangélica, com máscara de cristão, com um verniz de espiritualidade e com jargões apostólicos capazes de conceder aquilo que vinha do Alto e não de homens; ia para quem se convertesse e não para quem quisesse.
Muitos cometem erros absurdos na caminhada cristã realizando mágicas tremendas, recebendo o aplauso humano, mas sendo desonestos para com Deus. Diante do povo demonstra honra, mas diante de Deus é uma vergonha. Não é honesto com Deus e por isso sua vida é uma mentira diante do povo que mesmo que não reconheça o fato, Deus o sabe muito bem.
3º) ARREPENDEM-SE: A palavra arrependimento vem do grego matanoia que quer dizer mudança de mente. Uma vida com poder é uma vida mudada. Uma vida que experimenta a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável é a vida cuja mente não se torce com os valores seculares e não se conforma com o mundanismo exacerbado que sutilmente vai se propagando nos corações. O arrependimento tem a ver com transformação de mente, com moldar-se em Cristo e em sua cruz. Existe uma cruz na medida para cada um, ou seja, existe um plano perfeito para todos em Cristo.
Não existe possibilidade de viver em poder se caminho com intenções outras que fariam Deus se entristecer e voltar-se contra mim mesmo e por amor do nome dEle. Deus molda o vaso, mas apenas o arrependimento pode dar ao Oleiro autorização para começar a obra. Quando Jeremias ouviu de Deus para descer à casa do oleiro ele teve a visão de um homem amassando o barro e o transformando em vasos úteis. O arrependimento amolece e facilita a obra, mas às vezes é necessário quebrar.
A continuação do texto é a via da existência do homem cujo ministério é cheio do Espírito Santo e do poder do Alto: enquanto João e Pedro voltam a Jerusalém pregando o Evangelho pelo caminho, Filipe, pelo caminho da obediência, ganha mais um para Jesus – a história do etíope. Se a vida não valer a pena seguindo a caminhada para morrer por aquilo que nos deu nova razão, então não há razão de sermos quem somos.


NA GRAÇA, QUE NOS FAZ VIVER O PODER DO EVANGELHO


LELLIS

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A Corrida para o REAVIVAMENTO


COPEIRO DO REI escreve...

"A maior necessidade de nossos dias é poder do alto". (Charles Finney)

Conversava com uma amiga de outra comunidade evangélica sobre avivamento. Ela disse-me: "É um assunto gerador de polêmica". "Não", disse eu. Polêmica se dá quando as partes conhecem o assunto e têm suas formas de lucubrar. Avivamento, creio eu, não é um assunto que o povo brasileiro, em sua grande maioria, conhece.
Avivamento não pode ser discutido. Ele não é um ruído na mensagem de domingo, um surto psicótico no meio do louvor ou uma prolongada rajada de "línguas espirituais". Não! Avivamento é um toque especial de Deus em algumas áreas, a começar da Igreja. A sociedade, a política, a ordem sobre o caos são ruas por onde Deus passa no reavivamento.
Uma Igreja saudável, buscando a face, a Glória de Deus, além das bênçãos; uma Igreja santa e irrepreensível na sociedade; uma Igreja aberta ao pecador e atenta para o trabalho social. É isso que representa o reavivamento.
Uma política transparente, justa e com distribuição leal do dinheiro público; uma política que não distorça a verdade nem compre o simples; uma política com pudores, com moral, sem deturpar a Lei de Deus e capaz de dizer NÃO aos projetos indecorosos que causam ou causariam mal estar na sociedade e na família. É isso que representa o reavivamento.
Uma sociedade que aplauda o heroismo e convoque a si mesma para orar pela Pátria amada onde há gafanhotos devorando a riqueza do país; uma sociedade cuja força esteja em alegrar-se nas coisas que vêm do alto, de onde Cristo vive; uma sociedade piedosa e que respeita o direito do próximo; uma sociedade verdadeiramente povo, que sabe divorciar-se da iniquidade, dos banhos de Sodoma e Gomorra. Lima Barreto já dizia: "O Brasil não tem povo, tem público". Uma sociedade que não assita, mas que honre sua Constituição Maior: A Palavra de Deus. É isso que representa o reavivamento.

"Eu estendi minha mão e toquei a chama. Agora eu estou queimando e esperando por um sinal". (Evan Roberts, pregando na Capela de Moriah, Dezembro de 1903)

O que estamos esperando? Que nossos joelhos possam dobrar-se diante da necessidade que temos de um reavivamento demonstrando, assim, que somos totalmente dependentes do trabalho de Deus. E não seria isso que representa o reavivamento?

NA GRAÇA, QUE NOS QUEIMA O CORAÇÃO PARA MUDANÇAS
LELLIS

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Eu Conheci, Estou conhecendo, Irei conhecer...


COPEIRO DO REI escreve...


"Eu te conheci no deserto, na terra muito seca". (Oséias 13:5)


Ainda muito menino, dei meu primeiro mergulho onde havia muita gente se banhando naquele verão tão latente. Tudo era refrescante, divertido, até eu me lembrar de algo de extrema importância: eu não sabia nadar. Fui descendo às águas e tudo foi ficando cada vez mais escuro, silencioso. Ali, pude eu compreender que nada era mais importante do que uma simples mão puxando-me para a borda. Ali, pude compreender que todas as coisas que eu sabia em minha tão pouca idade, não daria sustentação para o ar que eu carecia. Ali, pude continuar com meus olhos fechados para tentar concentrar-me em algum esforço vão. Ali, pude xingar na mente os que se refrescavam ao meu lado e não percebiam meu desespero. Ali, pude declarar para mim mesmo a própria morte prematura, mesmo que algo ainda dissesse que não. E quem disse não foi meu pai. Ora, era ele que eu havia xingado sem querer, porque estava do meu lado. Quando eu o vi, não tive nenhuma vontade de pirraça, mas de segurança. "Ah, meu pai!, meu pai!".


No deserto acontece a mesma coisa. Embora não tenha me perdido em um deles, conheci vários deles em minha caminhada. Eu não fui até o deserto, mas ele veio até mim. O deserto trouxe, além de muito calor e crises, o conhecimento de um Deus Pai que está sempre ao lado. O fracasso de nossa visão é sempre fazer pirraça com o Pai, pois num lugar desses não conseguimos vê-lo ao lado, não conseguimos senti-lo próximo. Entrentanto, o que podemos concluir é que quando tudo vai ficando muito escuro, profundo, vazio de palavras e reinando o silêncio, há o resgate do Pai. A mão do Pai é estendida e traz o filho à superfície para aliviá-lo.


Conheci Deus Pai em alguns desertos da vida; tenho conhecido durante minha caminhada, mas sei que ainda O verei como realmente é.


NA GRAÇA, QUE PERMITE ESSA ESPERANÇA DE CHEGAR LÁ


LELLIS

domingo, 13 de setembro de 2009

O DEUS DE TODO DIA...



COPEIRO DO REI escreve...
A cada dia que passa fica mais notória a vida da igreja no que se refere às reuniões no templo. Muitos ficam limitados sobre o tema "presença e voz de Deus" apenas ao domingo e outros poucos dias em que se reúnem para ler, cantar e etc. Creio que Deus quer se manifestar nas coisas mais comuns de nossa vida. Não podemos ter uma visão cultocêntrica, não podemos ser profetas cúlticos, mas andarilhos sensíveis à sarça que arde na caminhada sem se consumir.
Quando Moisés viu a sarça pegando fogo, poderia ter pensado: "Isso é comum na caminhada de quem pastoreia pelo deserto", mas algo de incomum acontecia naquela sarça. O fogo não a consumia. Deus quer se mostrar nas coisas simples da segunda-feira aquilo que teimamos ser revelação exclusiva de domingo. Deus quer fazer real as sarças ardendo sem serem consumidas para que venhamos ouvir a Sua voz na caminhada da vida.
Quando Moisés se aproxima, Deus o manda tirar as sandálias dos pés. Ora, apenas escravos andavam descalços. Puxa! Que infeliz ironia! Logo Deus que queria libertar o seu povo que ansiava pela mesma coisa... Por que Moisés precisou tirar as sandálias dos pés?
1º→ Na cultura antiga, tirava-se a sandália e entregava ao outro que comprava alguma de suas posses como sinal de "negócio fechado" ou "esta é minha assinatura de que estás tomando posse da minha terra".
Isso alerta minha alma para retirar minhas sandálias sempre que eu quiser tomar conta do terreno do meu ser. Observo nesse pequeno trecho que todas as coisas pertencem a Ele. Toda a terra é DEle e não há fôlego qualquer que possa proclamar-se autossuficiente.
2º→ Como já disse, apenas os escravos andavam descalços. Deus queria libertar o povo, mas fazer com que o povo e Moisés fossem "escravos" de Seu amor, de Sua santidade, de Sua Graça, de Sua proteção benéfica e não dominadora.
3º→ Era necessário Moisés tocar o natural, o chão do dia-a-dia para encontrar-se com o sobrenatural de Deus.
Por vezes nos cobramos para uma devocional mais rígida, por noites a menos de sono para encontrarmo-nos com Deus, e tudo isso é válido, mas desperdiçamos Deus quando em meio a simplicidade não pensamos nEle. Precisamos, urgentemente, encontrar Deus no chão de terra, no sorriso do nenê, no abraço do papai e da mamãe, nos ensinamentos mais ridículos de nossos avós, em um banho quente no inverno, em água de coco na praia, em reunir-se com a família para pescar ou mergulhar na cachoeira... Falta-nos esse encontro.
Se desejamos encontrar o Deus Eu Sou, o seu sobrenatural, é importante que tenhamos contato com o natural.
Que o Senhor nos dê discernimento para a compreensão do escrito acima!

NA GRAÇA, QUE NA SIMPLICIDADE DA VIDA, NOS FAZ VER SANÇAS ARDENDO SEM SEREM CONSUMIDAS
LELLIS

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

LICENÇA POÉTICA


COPEIRO DO REI escreve...

Quando o pó do meu ser chegar ao fim de tudo o que sou
Ver então o meu eu visitado pela Graça de quem me amou
Primeiro me amou... primeiro me amou
E ao ver-me caído, sofrido
Condoído se aproximou
A Graça transborda meu ser que de tanto poder me levantou

Até que sofri calado
Mas o que sonda mentes me encontrou
Esteve a me procurar pelos vales e chãos da terra
E deu-me alegria na cura do ser,
No sentido de ser pó
Um cisco de areia, um pingo dágua,
Mas decerto... todo seu.

NA GRAÇA
LELLIS

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Eliseu, Sunamita e o Quarto da Esperança


COPEIRO DO REI escreve...

TEXTO: II Reis 4:8-37 (leia o texto antes de acompanhar a mensagem)

Havia uma família que estava sendo tremendamente abençoada pelas visitas do profeta Eliseu. A verdade é que Eliseu também era abençoado por uma família tão acolhedora. Aliás, a hospitalidade era uma virtude comum naquela época. Entretanto, não chegava ao ponto de construir um cômodo mobiliado para aquele que visitava esporadicamente.
Inicialmente, teço sobre a formação de Eliseu diante de detalhes expostos no texto.

1º) Eliseu era declarado Homem de Deus

Eliseu é chamado mais de 30 vezes de “Homem de Deus”. Ser chamado de Homem de Deus em uma época onde muitos coxeavam entre dois caminhos era não só uma honra, mas o reconhecimento de alguém que tinha experiências doridas e grandes responsabilidades diante de Deus e que corria riscos diante da sociedade. O senso evangélico em nossos dias é receber tantos títulos que o foco deixou de ser a simplicidade do poder de ser um homem ou uma mulher de Deus.
"Eis que tenho observado": A sunamita se revela uma mulher observadora, atenta a detalhes, vigilante, e não emocionalmente levada por uma simples "aparência" de "santo homem" "que passa sempre por nós..."
Hoje nos pegamos boquiabertos com muitos que pensamos ser homem de Deus, mas continuamos boquiabertos depois que passamos a ver quem realmente é. E o mais crítico é que isso acontece com a gente mesmo. Nós temos uma sensibilidade mui grande para detectar o erro do outro, e não percebemos que o nosso julgamento cabe perfeitamente em nós.

2º) O Pequeno Quarto aponta humildade

De tanto observar Eliseu, a sunamita sabia que um pequeno quarto seria o bastante (até porque era uma família rica e não precisava economizar na obra para um Homem de Deus).
Por causa do orgulho, minhas orações são desprezadas; minha altivez precede a queda; por causa do orgulho Deus me humilha.
Ser humilde é não desprezar o simples, é reconhecer que tudo vem dEle.
Jesus disse: “Aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração”. (Mt. 11:29)

3º) Cama

Todo homem, mesmo sendo declarado "homem de Deus", precisa descansar. Nenhum profeta pode permanecer no seu ofício se estiver cansado. Quando Elias caiu em depressão, Deus o fez descansar, o fez comer.
Não existe super-herói cristão.
A cama tem dois lados: a necessidade de descansar e a urgência de se levantar depois de descansado.

4º) Mesa e Cadeira

Um homem que se alimentava física e espiritualmente.
A devoção de muitos têm se esfriado. Em uma visita constatei que a bíblia de um jovem estava literalmente empoeirada.

5º) Candeeiro

Se afadigava nos estudos e investia noites de sono em Deus.
***
Outro ponto que chama atenção sobre a formação de Eliseu era seu discipulado com Elias. Quando a mulher foi ao seu encontro, Eliseu estava diante de um cenário histórico: no monte Carmelo, onde Elias havia tido vitória através de uma simples oração diante dos 450 profetas de Baal. Eliseu era alguém comprometido com a história, com os desafios e com as vitórias.
***
Aquela era uma casa feliz. Satisfeita, de certo modo. Não poderíamos dizer que estava completa devido a ausência de filhos. Os filhos eram a moeda de valor de uma casa. Mesmo assim, é-nos estranho assistir o chefe desta casa não reclamar, a mulher também não reclama. Mas o profeta quer agradar. Eliseu tem tanta convicção de sua vida com Deus que abre as portas da esperança para aquela família pedir o que quisesse. A mulher diz que está bem. Sua vida é aquilo que tem. Ela já demonstra ser próspera. Ainda assim, a ausência do filho era latente naquela casa. Depois que Eliseu descobre anuncia à mulher: “ano que vem terás um filho”.

Após um tempo, algo parece fracassar. O filho morre nos braços da mãe após uma terrível dor de cabeça. A mãe, não querendo preocupar o seu marido, diz estar tudo bem, e sua caminhada até o profeta tinha um discurso pronto: “está tudo bem”. Mas ao chegar diante de Eliseu, se derrama, cai de bruços e aos soluços revela uma frase que parece dura ao profeta: “eu não pedi este filho, mas agora está morto. Preciso que me dê resposta sobre meu questionamento. Preciso que faças alguma coisa”.
Bem, naquele instante, Eliseu toma uma atitude muito estranha. Pede para que seu amigo leve o bastão e coloque sobre o rosto do menino para que aconteça o milagre. Isso é justamente aquilo que pregamos contra nos dias de hoje. Talvez um erro que Eliseu não precisasse ter caído. É óbvio que em diversas vezes Deus utiliza-se de objetos para curar e realizar seu propósito. Vemos na história Moisés usando o bastão, vemos o próprio Eliseu ferindo as águas, a sombra ou as vestes dos discípulos que curavam, etc... Mas tudo diante de um propósito muito claro e especial.

Este não era um tempo para o bastão. Hoje também, creio eu, que não seja o tempo de bastões e sombras ou roupas especiais, mas de homens ungidos e que buscam a capacitação em Deus para continuarem atuando diante de situações contrárias à natureza. Aquela mulher estava começando a compreender isso.
Eliseu a acompanha. Ao chegar já tem a resposta negativa de seu moço. Ele só tem uma forma de tentar responder àquela família: entregar seus sentidos todos naquele quarto que também não era capaz de realizar qualquer tipo de milagre. Um lugar não é capaz. Apenas o poder de Deus na vida de um homem santo tem condições de reverter quadros outrora irreversíveis.

Ao deitar sobre o menino, sua boca está sobre a boca que já não pode mais se alimentar como ele mesmo se alimentava naquela casa; seus olhos estão sobre seus olhos assim como os seus ardiam nas madrugadas investidas naquele quarto em Deus; suas mãos estão sobre aquelas mãos que já não têm vida para os afazeres comuns.
Eliseu se coloca sobre a morte para trazer vida, mas nada acontece. Ele desce do quarto e anda por toda a casa fazendo não sei o quê. Talvez pensasse sobre alguma história de seu discipulador, talvez pensasse em alguma resposta para dar à família. Mas ele retorna e ouve os sete espirros do menino. Aquela mãe é chamada. Mais uma vez ela cai em prantos diante do profeta, pega o menino e sai.
***
O que podemos tirar de lição nessa história tão profunda e cheia de caminhos para trilharmos? Uma das lições é:
Mesmo que você não peça, Deus sabe o que te dar.
Aquela mulher não havia pedido ao profeta nenhum filho. E poderia ter culpado até Deus por tamanho sofrimento de ver seu filho morrer em seus braços. Porém, é justamente aquilo que Deus nos concede que faz com que nossa caminhada, mesmo estando em estado de emergência, ainda nos garante forças até chegarmos à resposta para irmos dizendo: “está tudo bem”. Porque Deus permitirá que minhas forças sejam firmes ao ponto deu continuar sem parar. Ele me fará compreender que chegará um momento em que poderei desabar no chão e pedir realmente aquilo que necessito. Antes eu não havia pedido nada daquilo, mas é justamente aquilo que Deus me concedeu que virou parte de mim, e por isso eu me prostro para pedir uma reviravolta, um milagre, uma resposta.
***
O Quarto da Esperança:
Vejo Daniel entrando em seu quarto para orar quando a ameaça bate à porta; vejo o discipulador de Eliseu, Elias, entrando em seu quarto para orar e ressuscitar o filho da viúva de Sarepta; vejo o próprio Jesus incitando a entrar no quarto para orar, porque o Pai que vê em secreto recompensa.
NA GRAÇA, QUE NOS FAZ CAMINHAR COMO PROFETAS
LELLIS

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SER ou TER - Eis a questão.


Copeiro do Rei escreve...


O sentimento de John Piper, um ícone na pregação expositiva nos Estados Unidos, sobre a teologia da prosperidade é de "nojo e ódio". O ensinamento desta teologia traz-me um sentimento de desprezo por conta das tantas mentiras que ensinam nos púlpitos. As contradições Bíblicas são gigantescas. A ênfase sobre o TER e não em SER é estonteante. Segundo a "profecia" de Caio Fábio nos anos 90, a Igreja Evangélica no Brasil trocaria o SER pelo TER. O mesmo Caio nos faz pensar na possibilidade de voltarmos radicalmente para as Escrituras ao olharmos o rol de membros dos heróis da fé em Hebreus 11. Ali notaremos que até o verso 35 todos FORAM e também TIVERAM, mas após isso aparecem aqueles que FORAM e nada TIVERAM, e é justamente sobre eles que a Bíblia diz: "homens dos quais o mundo não era digno".A função da Teologia da Prosperidade não é fazer com que o cristão seja alguém com tamanho peso de ser ao ponto de poder citar Habacuque 3: "Ainda que a figueira..." O crente de outrora possuía em seus lábios palavras em suas orações como: "Quero SER cheio"; "Quero SER Alegre"; "Quero SER próspero (como José no Egito fazendo com que Potifar, já rico, fosse próspero, ou seja, estar contente com o que tem); "Quero SER como Jesus"; "Quero SER..." Hoje, notamos nas orações: "Quero TER..."; "Quero TER..."; "Quero TER..."Não há nada de errado em TER, mas quando este passa a ser o foco, o cristianismo passa a ser influenciado pelas demais ideologias e ideias empresariais.


Não é isso que queremos que aconteça conosco. Ou será que nossas atitudes e orações estão correndo para o contrário do que queremos?


NA GRAÇA, QUE NOS FAZ SER EM CRISTO


LELLIS

terça-feira, 7 de julho de 2009

FOI-ME BOM...


Copeiro do Rei escreve...


Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. SALMO 119:71

Lembro-me de - quando bem criança - sentir a textura do lençol da cama dos meus avós e isso era bom. Não é difícil recordar da primeira vez em que fui levado ao mar. Como foi bom segurar as mãos dos meus pais após eu achar que haviam me esquecido na escola depois de um dia tão esquisito. Tremendo foi o dia em que me casei com a pessoa mais fascinante dessa terra. Inesquecível quando o médico diagnosticou que o tumor havia sumido do útero da minha esposa de forma milagrosa. Foi arrebatador descobrir que eu seria pai.

Sensações importantes e indiscutivelmente boas.

É-nos, portanto, estranho deparar com este texto e dizer: “Foi-me bom passar por aflições” porque bom é quando passamos por situações em que temos o prazer em contar que aquilo que é bom foi realmente bom. A nossa mente é muito curta e imatura para assumirmos a postura de que sobre a aflição eu posso dizer que foi bom ter passado por ela.

Deus nos concede o Espírito Santo. Ele é tremendamente sensível. Ele possui sentimentos incomparáveis. Podemos ver através das Escrituras o Espírito de Deus se alegrando e se entristecendo, motivando e dizendo “Eu não irei mais com vocês”, regozijando e sofrendo, enchendo e deixando vazio, sendo desprezado, deixado com ciúmes, sendo inflamado ora pelo amor ora pela ira, ferido, sorrindo e chorando, etc.

A sensibilidade do que é bom e o que não é todo mundo tem, mas apenas os que possuem o Espírito Santo é que podem tirar o bom do que não é bom. Apenas aqueles que foram batizados com o Espírito Santo da promessa é que têm a possibilidade de dizer: “Foi-me bom ter passado pela aflição”.
E por que temos de achar algo bom naquilo que é relativamente ruim? Porque em um mundo caído, fomos alertados que as aflições estariam presentes. E se dela não tirarmos proveito, a circunstância contrária fará com que nossa humanidade se torne amarga. A vida não dá tempo, não deixa ninguém descansar. A vida não é uma colônia de férias. A vida é algo sério. Não dá tempo de ensaiar ou escrever um rascunho. Ela acontece ao vivo.
***
Foi-me bom passar pela aflição para saber que minha esposa é muito mais do que esposa, mas a metade que se transformou em 100% quando eu era nada. Foi-me bom passar pela aflição porque vi amigos simples me ensinando com palavras livres de teologia e conhecimento profundo sobre o profundo saber da vida e espiritualidade. Foi-me bom passar pela aflição porque vi o que família é capaz de fazer quando se precisa dela de madrugada. Foi-me bom passar pela aflição para ser afligido mais ainda por satanás e ter maior convicção de que ele quer me destruir e que não quer nada de bom comigo. Ele não brinca, o jogo dele é sério. Foi-me bom passar pela aflição e trabalhar mesmo não tendo condições, mas ver que consegui chegar no final de mais um dia. Foi-me bom passar pela via dolorosa e encontrar pessoas testemunhando de Jesus dizendo: “Ele também passou por aqui e as marcas de sangue onde você pisa são dele. Ele já experimentou a via do chicote, da injustiça, da ingratidão...”. Foi-me bom passar pelo Getsêmane, quando minha alma, meu emocional estavam abalados pude sentir o cheiro do suor de Jesus naquele lugar que pingava no chão como gotas de sangue. Ele também havia estado ali. Quando eu mais precisava de amigos e pessoas íntimas, todos dormiam. Enquanto Jesus chorava e sentia depressão profunda, aqueles que comiam com ele, sorriam com ele, viam seus milagres acontecendo de perto, dormiam. Era a solidão do Getsêmane. Ele também esteve lá. Foi-me bom passar pela cruz, onde parecia que apenas eu estava sofrendo por uma causa justa e todos me prendiam no lugar mais ridículo para matarem meus sonhos e ideais. Mas ali pude ver as marcas de Jesus que também passara por ali. O seu sangue manchava a cruz. Manchava o chão. Manchava minhas próprias vestes. Manchava meu corpo. Manchava minha vida. Como foi bom passar pela aflição e descobrir que em todo o momento, mesmo que as pessoas que mais amava não estivessem por perto, Jesus estava lá. Ele havia passado por cada situação. O “Homem de Dores”, experimentado em quaisquer vicissitudes da vida, estava permitindo que eu me identificasse com suas dores. Oh! Como foi-me bom passar pela aflição e poder reconhecer o quão posso ser forte na minha fraqueza por causa do poder de Deus que se aperfeiçoou em mim neste tempo! Foi-me bom passar pela aflição e poder ver Deus como nunca vi. Foi-me bom passar pela aflição e entender intimamente que as aflições do tempo presente não podem ser comparadas com o peso de glória que está por vir.

As aflições têm um fim: o fim de conhecer. E se não atentarmos para isso, será o nosso fim.


NA GRAÇA, QUE SEMPRE É MELHOR DO QUE A VIDA


LELLIS

domingo, 7 de junho de 2009

O Leão e a Oração


Copeiro do Rei escreve...


Leia Daniel 6; 10:12 antes de acompanhar este texto...

---

A Bíblia é um livro de histórias magníficas. Porém, as histórias bíblicas não servem para entreter-nos numa noite de insônia ou para cumprir alguma obrigação devocional. As passagens servem como motivação para querermos agir da mesma forma que os heróis da fé agiram. Assim, nossa vida será uma vida bíblica, ou seja, que tem em seu currículo passagens do sobrenatural de Deus. Não há como nos identificarmos com a Bíblia se não vivemos a Bíblia. Obviamente que, em nosso contexto, não precisaremos entrar em covas de leões ou andar sobre as águas, mas precisaremos da mesma confiança que esses homens tiveram para passarmos por qualquer vale da sombra da morte.

Daniel estava na Babilônia porque o povo de Deus estava se curvando a ídolos e deixando que a religião se contaminasse com o modismo do mundo. O coração do povo de Deus estava ficando enferrujado com o pecado. Daí, o Senhor, com toda a sua misericórdia e compaixão, escolhe uma nação ímpia para corrigir, disciplinar os seus escolhidos. Sim, porque se pararmos para pensar, até nesta ação Deus demonstra amor. Ele bem poderia ter aniquilado uma vez por todas aquele povo de dura cerviz. Embora seu compromisso não fosse com homens, mas com sua Palavra, ele poderia deixar apenas Daniel, seus três amigos e mais alguns profetas.

Deus é bom quando disciplina e a Igreja precisa aprender que há disciplina apenas para aqueles que são filhos de Deus. Portanto, você que vive em pecado e não é disciplinado, desconfie da sua conversão.

Daniel era um jovem aplicado. Desde cedo demonstrou interesse em agradar somente a Deus não se contaminando com a comida oferecida a ídolos. Isto fez com que ficasse mais forte do que aqueles que comiam fartamente à mesa do rei ímpio.

Certa feita, o rei Dario escolheu 120 homens para serem governadores de províncias. Destes 120, três foram escolhidos como presidentes; um deles era Daniel. E por ser excelente, os demais ficaram cheios de inveja que quiseram acusá-lo de alguma coisa, mas nada acharam nele. Então resolveram pedir para que o rei assinasse um decreto para que todo homem, no espaço de trinta dias, ficasse sem pedir nada a qualquer deus a não ser ao próprio rei. Ou seja, sem orar a Deus, sem ouvir Deus em oração, sem se deliciar na comunhão com Deus por um mês. Caso este decreto fosse quebrado, aquele que assim o fez, será lançado na cova dos leões.

No mesmo dia em que tudo isso aconteceu, Daniel, exilado, distante de sua terra, familiares dispersos, não pensa em outra coisa a não ser entrar no seu quarto onde as janelas ficavam abertas em direção à Jerusalém e fechar a porta, prostrar-se diante de Deus e continuar a fazer o que sempre fez: orar e dar graças a Deus. Ele não faz nada de diferente dos demais dias. Daniel não oscila na sua caminhada com Deus. Ele sabe que o povo inteiro está sendo disciplinado e não pode perder a oportunidade de dizer a Deus que seus joelhos continuarão dobrados diante de um só.

Você pode se perguntar: “Mas Daniel poderia muito bem orar baixinho em seu quarto e continuar sua vida de governador”. Daniel não separava sua vida devocional da profissional. Para ele, tudo era Deus. Ele havia chegado a este posto não só devido seu espírito de excelência, mas por buscar ser excelente diante de Deus. Ele não poderia dizer sim para Deus somente às escondidas e ajoelhar-se fazendo súplicas ao rei de uma nação ímpia para todo mundo ver. Daniel buscava ser diante dos homens aquilo que era diante de Deus. Isso era inegociável para ele.
Daniel era um jovem inteligente. Muitas comunidades creem que a cultura e a sabedoria teológica inibem os joelhos dobrados. Mas se olharmos para a história bíblica (e o segredo para o futuro da igreja está em recuperar o passado) encontraremos homens cheios de conhecimento e também cheios da comunhão com o Espírito Santo. Notemos:
Abraaão era um homem de intercessão. Foi por causa de sua intercessão que Ló foi poupado da tragédia que desabou sobre Sodoma e Gomorra. Seu neto, Jacó, orou com lágrimas, intensidade e perseverança dizendo: “Se Tu não me abençoares, eu não te deixarei ir”. Moisés, o maior líder do povo de Deus, um homem de cultura enciclopédica, de cultura peregrina, de mente prismática, um líder sem paralelos; por causa da sua intercessão a nação peregrina não pereceu no deserto. Josué, um líder com rosto em terra pedindo clemência a Deus em favor do seu povo. Samuel, o maior Juiz que Israel já teve, em um momento dramático da história ergueu sua voz: “Longe de mim pecar contra o meu Deus e deixar de orar em favor de vós”. Neemias, um estrategista, um reformador, que coloca a causa do seu povo com veemência diante de Deus.
E aqui está Daniel. Segundo Hernandes Dias Lopes, talvez um dos homens mais extraordinários da história da humanidade, que ora, jejua e faz com o céu se mova com suas súplicas.
Jesus, no Getsêmane orando com soluços e muitas lágrimas; no rio Jordão os céus se abriram; no deserto triunfando sobre satanás; se distanciando da multidão para os montes solitários em busca da face do Pai; orando a noite inteira para tomar as decisões mais importantes do seu ministério; na cruz; no Trono da Graça intercedendo por nós.
A primeira prova que deram da conversão de Paulo foi: “Ele está orando”. Paulo orava com jejuns, nas praias, nas sinagogas, nas casas, doente ou com saúde, preso, com muito e com pouco, em todas as circunstâncias.
Existe uma nuvem de testemunhas sobre a oração. Agora, podemos ir para a história da Igreja e encontrarmos os Pais da Igreja orando: Policarpo, Irineu, Crisóstomo, Agostinho.
Os pré-reformadores oravam. Notemos:
John Wicliffe. John Huss. Através das orações e mensagens de Jerônimo Savonarola a cidade onde estava foi profundamente tocada, sensibilizada.
Os reformadores oravam com intensidade. Notemos:
Lutero. Calvino. Zwínglio. John Knox. A rainha da Escócia temia mais as orações de Knox do que dos exércitos da Inglaterra. Knox ficava noites e mais noites em oração. Quando sua mulher o vinha chamar para se alimentar dizia: “Como posso comer se o meu país está perecendo? Ó Senhor, dá a Escócia para Jesus se não eu morro!” Em 1559 o país estava dominado pelo Catolicismo Romano, e em 1560, um ano depois, o Parlamento havia adotado o Presbiterianismo como religião daquele país pela influência poderosa das orações de John Knox.

O que fazer durante 30 dias sem orar? Até que ponto você e eu acreditamos na oração? A oração define nossa vida diante do mundo; a oração define o mundo diante de Deus.
Perguntaram a Dwight Lyman Moody: “o que faria se este fosse o último dia de nossas vidas?” Ele respondeu: “Continuarei fazendo o que sempre fiz”. Foi justamente o que Daniel fez. Muitos só intensificam suas vidas de oração quando estão prestes a entrar na cova dos leões, quando estão sabendo que a cova da injustiça está rodeando, quando a cova da má notícia foi anunciada, quando a cova das drogas e da prostituição engoliu o filho, quando o cônjuge está com pensamentos de abandonar o lar e deixar para você uma casa como uma cova solitária, quando a cova do desemprego escurece sua visão de uma perspectiva melhor, quando a cova da desesperança grita contra a sua fé questionando “onde está o teu Deus?”...

Ninguém poderá se safar das covas da vida. Seja ele justo ou não. Aquele que antes não entra no seu quarto para orar não sairá ileso quando entrar na cova dos leões.
Existem covas permitidas por Deus. Existem covas em que mergulhamos por escolhas erradas.
Deus permitiu a cova da humilhação e do desprezo na vida de José para que depois José pudesse poupar sua família da fome. Deus permitiu a cova do sofrimento na vida de Jó para que satanás fosse humilhado mais uma vez e para que conhecesse verdadeiramente ao seu Deus. Daniel experimentou a cova dos leões por ser fiel a Deus e viu os leões famintos ficarem emudecidos diante de seu corpo que poderia ser o alimento que os saciaria.
Por outro lado, vemos o jovem rico decidindo-se pela cova do “quase salvo” por não querer amar mais a Jesus do que suas riquezas. Judas, que afundou na cova da traição, da amargura e do suicídio por não conseguir perdoar-se. Pedro, que caiu na cova da negação e da tristeza por achar-se confiante demais. Ananias e Safira que conheceram a cova da morte por mentirem ao Espírito Santo. A Igreja de Éfeso que caiu na cova da mecanização da obra do Senhor por perder a fórmula principal de todas as coisas: o amor. A Igreja de Laodicéia que foi abraçada pela cova da mornidão espiritual.

Podemos ser levados por Deus para as covas. Sendo assim, veremos maravilhas e aprofundaremos nossa compreensão do Deus a quem servimos. Também podemos nos levar para covas caiadas que parecem ser tão chamativas, mas ao decidirmos entrar, não teremos nada além de escuridão e o inimigo querendo nos devorar.

E não podemos pensar em leões cinematográficos. Eram animais famintos, esqueléticos, mas extremamente fortes e viciados por sangue capazes de acabar com uma vida humana em segundos.

Sob ameaças somos desafiados a não termos comunhão com Deus. O mundo com a sua essência, que é o pecado, nos assedia tenazmente. São perseguições e lutas maiores que nós. E mesmo sendo um cristão, se não estiver em comunhão com o Senhor estará aberto ao fracasso. Estará aberto às influências malignas. Estará fadado a etapas de derrota.
Por isso, ninguém pode querer ser um cristão fiel só diante da porta, na boca da cova. Ninguém consegue resistir aos leões estando desarmado. Ninguém, que antes tenha passado pelo quarto, tem poder para passar pela cova. Ninguém se safa dos leões famintos com um chicote e uma cadeira. É impossível querer dominá-los e domá-los. Eles estão decididos a fazer uma coisa só: atacar.

Da mesma forma em que estamos nesta terra cujo príncipe é satanás, Daniel estava em Babilônia, distante da liberdade de culto. Mas sua vida de culto era diária. Seu tempo de oração era de acordo com os períodos dos sacrifícios no Templo: manhã, tarde e noite.

O apóstolo Pedro, em sua primeira carta, exorta aos cristãos a permanecerem firmes contra o leão que ruge. Ele faz uma referência ao imperador Nero, concomitantemente, passa a ser a figura do próprio satanás neste período. Assim, a cultura de interpretação bíblica se dispôs acreditar que este leão é satanás. O que ruge, mas não pode tocar. Ora, no contexto bíblico, Nero prendia muitos cristãos, usava-os como diversão nas arenas, pendurava seus corpos como tochas acesas para alumiar as ruas. Ainda assim, Pedro dizia: “O diabo é como leão que ruge procurando alguém para devorar”. E ele devora. É o trabalho dele: matar, roubar, destruir.
Mas aquele que tem um Bom Pastor, deve se preocupar apenas em andar humildemente com este Deus, porque Ele mesmo tem poder suficiente para enfrentar os leões da covas em que fomos colocados para que saiamos sem nenhum arranhão.

Podemos estar numa cova onde não conseguimos enxergar um palmo à frente do nariz, cercados de leões, mas se aprendermos a aplicar o coração e a humilharmos diante de Deus, e somente de Deus, nossas palavras serão ouvidas e ele enviará um anjo.
Na cova dos leões, os leões não podem vencer o Leão da Tribo de Judá. Mesmo que estejamos em covas escuras, perigosas cuja porta descreva: “este é o terreno do inimigo”, os leões não têm poder diante do Leão.
Não se curve a ameaças, não lamente por ser fiel e estar passando por situações difíceis. Não questione a Deus, mas dê graças, como Daniel fazia. Continue sua vida. Deus é contigo. Oração contínua significa vida com o Leão.

Em que a oração ajudou Daniel? 1º) Daniel sempre esteve confiante; 2º) Daniel experimentou o milagre de Deus; 3º) Daniel se fortaleceu para a próxima batalha.
O que resultou a vida de oração de Daniel? Daniel deu seu testemunho.
Diante de tudo podemos aprender que não se pode abrir mão do essencial não só nos momentos de contrários, mas em todo o momento.


NA GRAÇA


LELLIS

sábado, 4 de abril de 2009

Reciclar é Viver


Copeiro do Rei escreve...

Segundo Aurélio, reciclagem é:
1. Alteração da ciclagem.
2. Atualização pedagógica, cultural, profissional, etc.
3. Repetição de uma operação sobre uma substância com o fim de melhorar propriedades ou aumentar o rendimento da operação global.
4. Tratamento de resíduos, ou de material usado, de forma a possibilitar sua reutilização.

Reciclar é viver... aquele que não se recicla fica. Entrementes, nossa ação de conservação é muito empírica. Nada tem que ver com uma atitude lógica concernente ao padrão sistemático da coisa. Somos um futuro real que acontece agora sem nenhuma preocupação de ser o que se é para o outro. Julgamos a nós mesmos como quem não julga pelo medo de julgar e encontrar justiça para o réu. Somos um pó que prioriza o que nos pisa e que divulga a todo vapor a insanidade nossa de crermos no vulgar e vulnerável. Assim somos.
Se não pararmos uma vez por outra e entendermos sobre a importância da reciclagem em nós mesmos, o mundo será subtraído com nossas ações tão tiranas e pecadoras. Rir da mesmice não provoca diplomacia social, mas anestésico contra a impunidade e a nova vida de Deus para nós. O período de reciclagem é benéfico no que tange ao reconhecimento de valor intrínseco. O período de reciclagem é doloroso devido tamanho processo de esmagamento, trituramento (...).
O processo é incomum. E como para cada objeto o processo diferencia, assim vale para cada ser-humano. Deus não trata ninguém da mesma forma. A vida não é a mesma. Os caminhos não são os mesmos. Os métodos não são os mesmos. Deus é o mesmo, mas sendo tão grande demonstra particularmente suas facetas próprias de quem sabe lhe dar com a obra de suas mãos, ou seja, cada um de nós.
Permitir ser tocado para a mudança é permitir ser reciclado para a reutilização em Deus e para Deus.
Precisamos ser reciclados nos relacionamentos, nos ministérios, na comunhão, no processo e no projeto de vida, nos sonhos, na caminhada, nos negócios, na intelectualização, na fé, etc. Tudo o que anda tem a necessidade de se reaver melhor ainda. Nossa condição humana é muito sensível, todavia, o que nos resta é sermos novos a cada dia, assim como as misericórdias de Deus.
Afinal, quem não precisa de uma reciclagem para tornar a ser útil, para crescer, para tornar-se melhor ou até excelente? Em Deus temos a possibilidade de sermos recarregáveis todos os dias.

Que o Senhor nos auxilie a sermos novos, operantes na fé, úteis na obra, amorosos nos relacionamentos, íntimos e fervorosos na comunhão e sempre dispostos a reconhecer que precisamos mudar... pra melhor! Até porque, se somos recicláveis, significa que não somos descartáveis (para serem jogadas fora). Temos valor de reutilização para com Deus... sempre.

Para terminar, vejo a vida de Pedro... Quando Deus o perguntou se O amava por três vezes, fazendo-o lembrar das três vezes que O negou, não estava querendo humilhá-lo ou jogar na sua cara que era um pecador, mas transformar a negação em devoção. Deus não descarta ninguém!
Digo amém.

NA GRAÇA
LELLIS

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

PERDI MINHA INOCÊNCIA - PARTE II


COPEIRO DO REI escreve...

Continuo aqui minhas declarações que, tenho certeza, vem bombardeando algumas discussões (mormente no meu e-mail particular).
Como falei da minha crise sobre a musicalidade torta no meio evangélico, não tenho dúvidas de que os púlpitos também estão recheados de questões contrárias à teologia pura.

Pregações...

No Brasil, a teologia ainda é menina. É cheia de crenças, de influências judaicas-católicas-romanas. Temos um povo com dúvidas tremendas sobre doutrinas por conta daqueles que tomam os Evangelhos por base das mesmas, e não as cartas apostólicas.
Nossa nação demorou tanto tempo para cristianizar o judaísmo, e agora estão retomando rituais judaicos dentro do cristianismo. Aqueles que hoje entram em determinados templos evangélicos, podem se deparar com a Arca da Aliança, com o shofar, com estolas sacerdotais e etc.
Noto que as mensagens não possuem mais um quê evangelístico, mas sim, um apelo extraordinário sobre o dar, receber, trocar... Fora isto temos os pregadores que se esquecem da delicadeza nas palavras e o interesse pelas almas, de fato.
Fui visitar uma família que tinha dentro do seu lar um centro espírita. Ela, a responsável pelos trabalhos, havia confessado que aquele é um caminho errado e que, inclusive, já esteve em algumas igrejas evangélicas. Chegou a agendar com determinado pastor para quebrar todas as imagens e queimar o que tinha de ser queimado por lá. Mas na noite de um domingo, o bendito pastor, no seu apelo final, teve a desfaçatez de dizer: “Quem não erguer sua mão para aceitar Jesus, será como um porco ou uma porca”; o resultado deste apelo foi trágico: a dona do centro jamais retornou àquela igreja e continuou com seus trabalhos ocultos.
Através de tantos outros erros, muitas pessoas continuam sendo levadas para o arraial do inimigo sem terem a oportunidade de conhecerem a ternura e o amor de Jesus como o é de fato.
A verdadeira ignorância significa não desejar conhecer. O povo perece por não conhecer. Pregadores perecem e dão palha para o povo comer. Tudo pode ser bonito, mas não tem existido profundidade. Se sou alguém jovem e inexperiente deixarei que os que andam comigo julguem, mas não me calarei perante os experientes cuja experiência não frutifica.
Conhecemos a árvore pelos frutos. Não sei se o que escrevo é exatamente o meu fruto ou minha forma de pensar e ver as coisas; sei que os meus devaneios bíblicos estão sendo expostos e criticados; mas sobre meus frutos... bem, os meus frutos já estão nas vitrines faz tempo.

(Se quiserem saber mais sobre o assunto, leiam o editorial “O LUGAR MAIS DIFÍCIL DE SE PREGAR O EVANGELHO”, neste mesmo blog)

NA GRAÇA
LELLIS

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

PERDI MINHA INOCÊNCIA - PARTE I


COPEIRO DO REI escreve...

“Quando se perde a inocência, não se recupera mais”.


Esta foi a frase que fora enviada a mim e sobre mim para consolar-me diante de tantos distúrbios no meio evangélico. Perdi minha inocência. Perdi meu estado de análise e hoje consigo – não sei se felizmente – entrar no tempo da análise-crítica das coisas que vem ocorrendo sem pedir licença pra quem gosta de ler, estudar, sem perder a noção da devoção e profundidade do Santo.
O senso do ridículo está sendo perdido em quase todas as áreas que tenho visto e ouvido.

Música...

Não tenho conseguido cruzar com as letras musicais que se cantam nas igrejas... É um suplício ter de cantar só porque todo mundo gosta e canta. São letras cheias de erros bíblicos e teológicos que só atravancam o crescimento espiritual do povo e que criam obstáculos para uma maior intimidade na Palavra com o Deus da Palavra.
Não se diz que ama a Deus por palavras, mas por obediência. Hoje tudo tem mudado. O que se canta dentro dos templos não tem explosão alguma de transformação de vida. Todos cantam e gritam: “eu te amo...”, mas nada acontece além disso. Fica sempre por isso mesmo. Parece que a obediência deixou de ser fato e fator importante.
Os produtores musicais pressionam os recém convertidos que cantavam secularmente para gravarem cd’s – pelo menos 2 por ano. É pura produção. A adoração é produzida, sem teor de valorização da intimidade e experiência com Deus. As letras, notem, são as mesmas. O que tem mudado é a capa do cd – cada dia mais bonita e cara. Todo mundo resolveu falar da mesma coisa, a não ser os que não entraram na mídia evangélica. Estes não possuem espaço porque fazem as pessoas pensarem; e quem deseja pensar?
Todos foram obrigados a comer o que o mundo midiático evangélico produziu, produz e lança goela a baixo dos famintos. É uma coisa simples, fácil e que não traz nenhuma profundidade de comprometimento com as questões morais e espirituais do Reino de Deus. Há quem diga: “Ora, é da simplicidade que o povo precisa porque o Evangelho é simples”. Ora, digo eu, o Evangelho é mais do que simples, mas não é bitolado nem retardado. Deus é uma pessoa, não um estado zen. Tudo agora é contemplação... é bonito, é gostoso, e como já disse um grande pastor: “Ninguém é de ferro!”. É importante todo o período de contemplação, mas isso se torna em emocionalismo. E prefiro lembrar que nada tem que ver emoção e emocionalismo.
Não se pode mais pensar que o período de louvor congregacional é um tempo onde as canções devem tocar o nosso coração e alma, mas sim, fazer com que o nosso coração (alma) e mente sejam tocados nos chamando à transformação de uma vida adoradora. A música por si, creio nisso, tem poder para realizar grandes coisas quando cumprindo um propósito divino (como no caso da harpa de Davi diante de Saul), entretanto, uma letra que tenha interpretação equivocada das Escrituras pode ser um empecilho para tal realização.
Ariovaldo Ramos disse que o louvor é uma homenagem a Deus; já a adoração se traduz em uma vida agradável diante de Deus. Hoje se homenageia cantando sempre as mesmas coisas e palavras e se vive sem nenhuma renovação de mente (como diz em Romanos 12).
Perdi minha inocência e não a recupero mais. Não desejo isso pra ninguém, embora tenha orado para que todos venham a ter discernimento sobre aquilo que é e o que não é nem poderá ser. Minhas orações são para pedir sabedoria e humildade neste tempo onde quem gosta de filosofar e/ou pensar e questionar um pouco mais das coisas, é taxado de orgulhoso e fora da comunidade em que se vive ou aquele que sempre exagera onde não há necessidade.
Estou sofrendo com o ensino errôneo das Escrituras através de “homenagens” (louvor) a Deus. É necessário reparar e analisar as canções. Não é só porque a melodia é boa, mas o seu conteúdo precisa dizer algo. É só olharmos para o livro dos Salmos. São canções inspiradas em situações, orações, história, relacionamento com o Santo Deus e etc...
O povo diz que precisa ouvir o que tem ouvido porque aprendeu a viver assim. Quando todos observarem que a Glória de Deus e Sua Graça são bem mais criativas e amplas do que tudo isso, terão um cântico novo em suas vidas para homenagear e viver.
Não podemos engolir qualquer coisa só porque vende muito ou todo mundo está cantando. Precisamos de uma qualidade bíblica que nos faça mudar a mente para homenagear e viver para Ele.
Quando Caio Fábio disse que não gostava de música gospel, talvez estava se referindo à produção de que tanto se vê e ouve nos últimos dias. Em casa, além da música negra (black music) das igrejas americanas que ouço (como Yolanda Adams e Cia), prefiro curtir Andrea Bocceli e outra Cia.
Estamos diante de uma situação onde aquele que deseja viver um padrão bíblico terá de pagar um preço anormal. Carecemos de pessoas que pensem com sabedoria, sem atacar (mesmo que este editorial pareça um ataque – o que não é), sem humilhar os que não querem, para que tenhamos a oportunidade de vivenciar aquilo que é bom, perfeito e sempre será agradável.

NA GRAÇA
LELLIS

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

BUSCANDO SAÍDAS ?


COPEIRO DO REI escreve...


Existem saídas para todas as coisas? Minha convicção religiosa não teme conjecturar a possibilidade de um ceticismo diante desta questão. Ora, meu Deus é tremendamente apto em Si mesmo de transformar e/ou transtornar qualquer coisa que venha a ser obstáculo, entrementes, o que - em nosso mundo "dia a dia"- notamos é que o Deus tremendo não age diante de saídas ocultas. Ele não procura nada. Ele não deseja que procuremos saídas para uma ou outra coisa. Ele apenas Se apresenta como Porta para que entremos e desfrutemos das condições sem par que nos fornece e favorece.


Apenas os que não entraram pela Porta procuram saídas para algo; apenas os perdidos procuram; apenas os alienados, alucinados e desesperados correm atrás de saídas (...); porém, os que entraram pela Porta (que é o próprio Cristo - Deus) já encontraram a forma correta de viver: dentro de Seu projeto, de seu Ser.


Todos nós saímos de Deus por causa do pecado e nossa ação desesperada diante de tudo agora não deve ser procurar por mais saídas, mas a Porta de Entrada. Entrando por esta Porta todas as coisas se tornam claras ajudando-nos a tomar as decisões de forma que a paz será o juiz em nossos corações.


Minha tentativa de ajuda-lo(a) é fazer com que compreendas o valor de estar dentro do aprisco de Deus, dos cuidados de Deus, do pasto verdejante de Deus, das águas tranquilas que fazem repousar diante de Deus... Apenas nEle encontramos a Entrada. Ninguém deseja sair. Quando entramos por sua Porta podemos nos aquietar e saber que Ele fará sair todas as faltas e juízos e demais coisas que nos assustam.


Jesus disse: "Eu sou a Porta."


NA GRAÇA, QUE NOS PERMITE ENTRAR E NÃO MAIS BUSCARMOS SAÍDAS


LELLIS

IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS


COPEIRO DO REI escreve...


"10Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado."
(Lucas 18:10-14)


Ainda hoje consigo observar, assim como na época de minha infância, crianças se autodenominando Super-heróis que acabam de conhecer pelo filme. Quando eu assistia a um filme de luta, procurava vestir-me como a personagem e sair pela rua como tal.
Assim acontece na vida. Olhamos para o lado e desejamos a vida do outro só porque o nosso lado que aparentemente está errado, no lado dele as coisas fluem. Enquanto eu não consigo enxergar beleza na minha família, o vizinho enxerga na dele... Portanto, grito: “Minha vida seria melhor se eu fosse fulano de tal ou tivesse a sorte de vida daquele ali”.

Nós perdemos nossa verdadeira identidade na queda de Adão. Ficamos sem nome, sem vida, sem a presença gloriosa de Deus. Perdemos. Ficamos como os que nem sonham mais. Deixamos de ser alguém. É por isso que existe a intenção de sermos o outro que parte da falsa idéia de que o outro é ele mesmo, sem nenhuma interrupção maligna do pecado e da separação. Por vezes inúmeras, chegamos a concluir que o outro é melhor do que eu e que a im-perfeição dele é mais atraente do que a miserabilidade da minha vida separada de tudo o que eu pensava ser.

Algumas manhãs nos revelam que a nossa vida biológica, espiritual e/ou psicológica não andam bem. Estão em contradição com aquilo que sempre pensei e busquei ser.
Daí, através deste texto e pela compreensão óbvia da queda do ser-humano, que sempre foi em Deus o que era pra ser, deixou de ser quem era e separado foi de sua verdadeira identidade nEle, observamos que só se pode ser Eu mesmo quando me aproximo dEle.
Dietrich Bonhoeffer escreveu: “Quanto mais pertos de Deus estamos, mais parecidos ficamos com nós mesmos”.
Qualquer pessoa que almejamos ser não pode suprir a necessidade daquele ser a quem planejou para que fosse nEle. Você não foi criado para ser outro, ainda que o teu desejo de ser e viver não esteja no teu corpo e mente. Você foi planejado, visualizado desde uma concepção informe no ventre de sua mãe.
Por conta disso, não existem saídas; não possuem mais vidas para se viver depois da morte; não há possibilidade de reencarnação para que, na esperança dela, você possa ser uma pessoa outra que não passasse pelas mesmas situações e que não tivesse as mesmas dores ou que não vivesse no meio dos mesmos familiares... Existe um grito no coração de cada um para ser alguém na vida. Existe um desejo enorme de se reparar como um ser encarnado que tem um nome, que tem um trabalho, que tem uma família, que tem uma sociedade ao seu redor... Todos precisam se ver no espelho psicológico e verem que ali existe alguma coisa que foi criada para algo específico e precisa fazer as coisas para as quais foi criada, e não satisfeito, faze-las de maneira única porque cada um é diferente do outro e não pode ter par de seres univitelinos no que se diz respeito a pessoalidade.


Você é único, mesmo que tenha um irmão gêmeo. Vocês são diferentes.

Agora, o que tem a ver tudo isso com a mensagem?
Existe um choque de identidades neste texto que nos é fascinante. O fariseu e o publicano. Pra aprendermos a ser quem somos, precisaremos observar quem eles são e o que fazem diante de Deus.


A primeira coisa que enxergo aqui é o seguinte: Não há como escondermos o que somos pra Deus. Deus nos enxerga do jeito que somos e não existem obstáculos que embacem a sua visão. Ele é Deus.
E se Ele sabe quem somos, sendo nosso Criador, aquEle que nos viu sem roupa e sem ossos na barriga de nossa mãe, precisamos urgentemente nos aproximar dEle porque essa separação desde Adão nos complicou a vida. Na verdade, não existe vida, não existimos sem Deus.
A sua crise de identidade não é por causa dos problemas, mas por causa da natureza distante que tivemos desde o ser caído. Perdemos a essência em Adão depois da queda, perdemos a vida, perdemos o gosto de ser quem somos, perdemos a natureza primária do ser-humano de Deus.
E a partir do momento que tenha a percepção lógica de que do Deus da vida e do ser não se esconde nada, não se omite nada e nem finge ser, começamos a entrar num processo de cura da identidade e passamos a ser quem Deus nos criou pra que fôssemos. A imagem e semelhança de Deus começam a ser restauradas em nós quando olhamos pra Deus mais de perto.

O vício de querer ser um religioso, pensando ser quem Deus sempre sonhou, não faz parte do plano de dEle. Às vezes queremos que Deus reze da nossa cartilha e que o mundo coma na nossa mão, ou seja, todos serão julgados de acordo com o meu entendimento de gente. Tudo e todo o que for diferente de mim está errado, vai pro inferno e não tem conserto.
A síndrome do fariseu, do religioso é justamente essa: de que todos se curvam ao modo dele ser e ver a vida. Sim, porque vemos a vida através da forma em nos enxergamos. Por conseguinte, nossas atitudes serão de acordo com nossa percepção de vida e de quem pensamos ser.
Outra coisa que podemos tirar do texto: O que continua olhando para si ainda não vive a sua própria vida.
Não existem respostas dentro de nós para dizermos que somos e porque somos. Não cabe dentro de nós a responsabilidade de tratarmos dos assuntos que não conhecemos. Os nossos conceitos são superficiais, quando não errôneos. A nossa visão da vida passa ser trivial, mecânica, moralista, religiosa, pré-conceituosa...
O fariseu olhava o mundo e as pessoas através de si mesmo. O julgamento partia de sua conduta. Se ele não rouba, os que roubam não são compatíveis a ele; se ele não adultera, os que adulteram diante dele são como que os próprios anjos caídos.
E a visão que temos do fariseu é assustadora, porque ele pensa que as ofertas compram os olhos de Deus enquanto seu moralismo religioso mata todo mundo do lado.
Assim, não me importa dar oferta se eu esmago todo mundo lá fora. É pra deixar a oferta no altar e resolver a vida. Deus espera. Até porque Deus quer ser encontrado na comunhão com o irmão.

É fatal quando olhamos o mundo a partir de nós mesmos. E isso não é tratado com descrente, com gente que não lê a Bíblia, mas com um fariseu. Um fariseu tem o Pentateuco na ponta da língua, aprende a ler através da Bíblia... Isso me dá abertura pra concretizar meu pensamento de que conhecimento Bíblico não me faz ser quem Deus quer que eu seja.
A não ser que a leitura me aproxime de Deus.

Só a proximidade de Deus e vivendo em Cristo eu consigo ser eu mesmo.
Sendo eu mesmo, até na tristeza eu sou alegre. Não tem margem de dúvidas. Minha capacidade de viver vem dEle.

A terceira análise do texto é: quando declaramos quem somos, do jeito que estamos, começamos a entender como o poder de Deus age para transformar.
Aquele publicano, sujeito pecador, largado pela sociedade judaica e religiosa da época, se achega no mesmo lugar que o fariseu e rasga o peito sem querer saber das conseqüências diante de Deus. Fala tudo. Fala como quem soubesse que aquEle que está ouvindo já o tinha visto nu e sem ossos na barriga da mãe. Fala como o filho pródigo que cai em si e se sente totalmente indigno de até aproximar-se. Fala e se aproxima.
Deus não resiste uma oração assim.
Enquanto um aponta pra si mesmo, o outro cai em si mesmo e se vê longe querendo estar perto e buscando ser alguém num lugar onde todo mundo pisa e diz que é pecador desgraçado e vai pro inferno mesmo.
O fariseu grita de forma onde pensa estar mais próximo de Deus do que tudo e todos. Porém, o seu modo de ser não tem nada a ver com a imagem e semelhança de Deus. Depois vem o publicano, no mesmo “ambiente” que o religioso, e declara que sua maneira de viver é digna de desejar apenas a misericórdia e propiciação pra sua alma. Ele expõe tudo o que é pra aquEle que sonda mentes e corações, e sai dali justificado.

O filho pródigo era a pessoa certa quando estava na casa de seu Pai. Quando decidiu sair, viver dissolutamente, sai de si, se perdeu, foi parar diante da comida dos porcos. Distante da casa do Pai não existe dinheiro, amizades, casa e mulheres suficientes que o façam ser você mesmo. Viver para si não é viver a sua vida, mas quando cai em si e retorna à casa do Pai, você passa a ser você mesmo: o filho que não merece, mas que tem a identidade de filho, que é reconhecido de longe.

Quem você deseja ser? Deus responde praqueles que estão com a visão alterada: “Seja você mesmo estando em mim. Longe de Mim, quererá viver em outra pele porque longe de Mim a vida não existe, o gosto some, a alma enternecida fica anêmica, e a fome de ser alguém com nome e identidade definidas não passará de um sonho”.
Longe de Deus a gente sucumbe, a gente não tem vida.
Cristo veio para nos religar com Deus. Ele não veio para nos fazer seguidores do cristianismo, mas para andarmos nEle, sermos alguém nEle, vivermos para Ele, e, sobretudo, nos identificarmos nEle porque o Filho se identifica com o Pai. A natureza humana é assim. A espiritual também.
Aceite-se em Deus. Você não terá uma vida vetada, pela metade, inutilizada pela religião, mas terá a vida verdadeira, aquela que Deus pensou desde a fundação do mundo só pra você.
Viva em Deus. Não temos outra vida em Deus, mas uma vida nova porque é novo nascimento. A queda em Cristo é anulada porque Ele traz de volta a natureza de ser quem se deve ser nEle. O Pai anseia que sejamos dEle não simplesmente para nos arraigar numa membresia de igreja institucionalizada, mas para sermos a igreja levantada para nos encontrarmos com aquEle que nos fez para existirmos nEle.

Pra terminar. Sua única saída de experimentar quem você realmente é, é se aproximar de Deus da forma em se encontra: digno de clamar misericórdia e propiciação. Quando houver essa proximidade sincera, Ele começará a transformação. Você será você mesmo.

Cristo não deixou de ser quem sempre foi, apenas se esvaziou de Si mesmo pra nos dar garantia de sermos alguma coisa nEle. Ele desceu da cruz e venceu a morte pra sermos eternos com Ele. Só seremos pessoas felizes e satisfeitas quando estivermos vivendo nEle. Arraigados. Edificados. Confirmados na fé. Crescendo em ações de graças. Só compreenderemos o sentido do nosso viver se estivermos próximos de Deus.
Achegai-vos a Deus e Ele se achegará a vós.


NA GRAÇA, QUE NOS REMETE AO INÍCIO DE TUDO


LELLIS

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

TEMOS LUTAS, MAS TEMOS TREINAMENTO TAMBÉM


COPEIRO DO REI escreve...


Passamos por inúmeras experiências em nossa caminhada. Algumas nos fazem lastimar a perda de algo que apreciávamos como troféu, outras lutas nos elevam ao apogeu... O que fortifica nossa fé?: Saber que Deus cumpre suas promessas nos dando a vitória no aqui e agora ou que Ele permanece fiel e presente nos momentos em que pensamos que Deus nem parece existir?


Temos nossos questionamentos, nossas crises, embora saibamos que este mundo jaz no maligno. Sempre esperamos algo mais para nos manter de pé enquanto a batalha se nos é travada dia após dia.


O que fazer quando tudo parece ter acabado, ter tido um final trágico? Bem... poderia eu lhe dar várias respostas, porém, minha intenção é falar sobre o que vem antes das vicissitudes da vida: O TREINAMENTO.


Somos treinados por Deus, você sabia? Somos alertados por Deus sobre as questões do mal e dos problemas de nossa vida. A Bíblia nos diz na carta de Paulo aos gálatas que "as obras da carne já são conhecidas", ou seja, as artimanhas expostas com a ajuda de satanás estão às claras para o cristão. Jesus nos diz que "neste mundo tereis aflições", mas nos alerta: "tende bom ânimo!".


Deus está dando ferramentas de treinamento para que possamos entrar nas guerras. Deus está preparando sua vida para algo maior. Não gosto daquela frase em que se diz: "Quanto maior a luta, maior a vitória!" Não creio muito nisso. Creio que todas as batalhas que enfrentamos nos leva a algo maior, pois revela a vontade e propósito de Deus.


Quero citar algumas ferramentas que você conhece, mas são sobremodo descartadas por muitos:


1) ORAÇÃO - somos mudados e fortificados através de um RELACIONAMENTO com o Senhor Jesus.


2) PALAVRA DE DEUS - somos municiados e preparados para a caminhada quando sei o que o Senhor Jesus fala sobre a vida, sobre o mundo e as coisas invisíveis (espirituais).


Parece até sem lógica falar sobre essas coisas que são tão comuns. Oração e leitura da Bíblia são as nossas pernas, se falta um, ando manco. Deus está querendo treinar você através de coisas simples na caminhada da vida. Atente para o simples, para as coisas que achas não ter valor. Deus está querendo treinar você!!! A gente fala mais sobre isso depois...


NA GRAÇA,


LELLIS