segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

BUSCANDO SAÍDAS ?

COPEIRO DO REI escreve...

Existem saídas para todas as coisas? Minha convicção religiosa não teme conjecturar a possibilidade de um ceticismo diante desta questão. Ora, meu Deus é tremendamente apto em Si mesmo de transformar e/ou transtornar qualquer coisa que venha a ser obstáculo, entrementes, o que - em nosso mundo "dia a dia"- notamos é que o Deus tremendo não age diante de saídas ocultas. Ele não procura nada. Ele não deseja que procuremos saídas para uma ou outra coisa. Ele apenas Se apresenta como Porta para que entremos e desfrutemos das condições sem par que nos fornece e favorece.

Apenas os que não entraram pela Porta procuram saídas para algo; apenas os perdidos procuram; apenas os alienados, alucinados e desesperados correm atrás de saídas (...); porém, os que entraram pela Porta (que é o próprio Cristo - Deus) já encontraram a forma correta de viver: dentro de Seu projeto, de seu Ser.

Todos nós saímos de Deus por causa do pecado e nossa ação desesperada diante de tudo agora não deve ser procurar por mais saídas, mas a Porta de Entrada. Entrando por esta Porta todas as coisas se tornam claras ajudando-nos a tomar as decisões de forma que a paz será o juiz em nossos corações.

Minha tentativa de ajuda-lo(a) é fazer com que compreendas o valor de estar dentro do aprisco de Deus, dos cuidados de Deus, do pasto verdejante de Deus, das águas tranquilas que fazem repousar diante de Deus... Apenas nEle encontramos a Entrada. Ninguém deseja sair. Quando entramos por sua Porta podemos nos aquietar e saber que Ele fará sair todas as faltas e juízos e demais coisas que nos assustam.

Jesus disse: "Eu sou a Porta."

NA GRAÇA, QUE NOS PERMITE ENTRAR E NÃO MAIS BUSCARMOS SAÍDAS

LELLIS

IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS

COPEIRO DO REI escreve...

"10Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado."
(Lucas 18:10-14)

Ainda hoje consigo observar, assim como na época de minha infância, crianças se autodenominando Super-heróis que acabam de conhecer pelo filme. Quando eu assistia a um filme de luta, procurava vestir-me como a personagem e sair pela rua como tal.
Assim acontece na vida. Olhamos para o lado e desejamos a vida do outro só porque o nosso lado que aparentemente está errado, no lado dele as coisas fluem. Enquanto eu não consigo enxergar beleza na minha família, o vizinho enxerga na dele... Portanto, grito: “Minha vida seria melhor se eu fosse fulano de tal ou tivesse a sorte de vida daquele ali”.

Nós perdemos nossa verdadeira identidade na queda de Adão. Ficamos sem nome, sem vida, sem a presença gloriosa de Deus. Perdemos. Ficamos como os que nem sonham mais. Deixamos de ser alguém. É por isso que existe a intenção de sermos o outro que parte da falsa idéia de que o outro é ele mesmo, sem nenhuma interrupção maligna do pecado e da separação. Por vezes inúmeras, chegamos a concluir que o outro é melhor do que eu e que a im-perfeição dele é mais atraente do que a miserabilidade da minha vida separada de tudo o que eu pensava ser.

Algumas manhãs nos revelam que a nossa vida biológica, espiritual e/ou psicológica não andam bem. Estão em contradição com aquilo que sempre pensei e busquei ser.
Daí, através deste texto e pela compreensão óbvia da queda do ser-humano, que sempre foi em Deus o que era pra ser, deixou de ser quem era e separado foi de sua verdadeira identidade nEle, observamos que só se pode ser Eu mesmo quando me aproximo dEle.
Dietrich Bonhoeffer escreveu: “Quanto mais pertos de Deus estamos, mais parecidos ficamos com nós mesmos”.
Qualquer pessoa que almejamos ser não pode suprir a necessidade daquele ser a quem planejou para que fosse nEle. Você não foi criado para ser outro, ainda que o teu desejo de ser e viver não esteja no teu corpo e mente. Você foi planejado, visualizado desde uma concepção informe no ventre de sua mãe.
Por conta disso, não existem saídas; não possuem mais vidas para se viver depois da morte; não há possibilidade de reencarnação para que, na esperança dela, você possa ser uma pessoa outra que não passasse pelas mesmas situações e que não tivesse as mesmas dores ou que não vivesse no meio dos mesmos familiares... Existe um grito no coração de cada um para ser alguém na vida. Existe um desejo enorme de se reparar como um ser encarnado que tem um nome, que tem um trabalho, que tem uma família, que tem uma sociedade ao seu redor... Todos precisam se ver no espelho psicológico e verem que ali existe alguma coisa que foi criada para algo específico e precisa fazer as coisas para as quais foi criada, e não satisfeito, faze-las de maneira única porque cada um é diferente do outro e não pode ter par de seres univitelinos no que se diz respeito a pessoalidade.

Você é único, mesmo que tenha um irmão gêmeo. Vocês são diferentes.

Agora, o que tem a ver tudo isso com a mensagem?
Existe um choque de identidades neste texto que nos é fascinante. O fariseu e o publicano. Pra aprendermos a ser quem somos, precisaremos observar quem eles são e o que fazem diante de Deus.

A primeira coisa que enxergo aqui é o seguinte: Não há como escondermos o que somos pra Deus. Deus nos enxerga do jeito que somos e não existem obstáculos que embacem a sua visão. Ele é Deus.
E se Ele sabe quem somos, sendo nosso Criador, aquEle que nos viu sem roupa e sem ossos na barriga de nossa mãe, precisamos urgentemente nos aproximar dEle porque essa separação desde Adão nos complicou a vida. Na verdade, não existe vida, não existimos sem Deus.
A sua crise de identidade não é por causa dos problemas, mas por causa da natureza distante que tivemos desde o ser caído. Perdemos a essência em Adão depois da queda, perdemos a vida, perdemos o gosto de ser quem somos, perdemos a natureza primária do ser-humano de Deus.
E a partir do momento que tenha a percepção lógica de que do Deus da vida e do ser não se esconde nada, não se omite nada e nem finge ser, começamos a entrar num processo de cura da identidade e passamos a ser quem Deus nos criou pra que fôssemos. A imagem e semelhança de Deus começam a ser restauradas em nós quando olhamos pra Deus mais de perto.

O vício de querer ser um religioso, pensando ser quem Deus sempre sonhou, não faz parte do plano de dEle. Às vezes queremos que Deus reze da nossa cartilha e que o mundo coma na nossa mão, ou seja, todos serão julgados de acordo com o meu entendimento de gente. Tudo e todo o que for diferente de mim está errado, vai pro inferno e não tem conserto.
A síndrome do fariseu, do religioso é justamente essa: de que todos se curvam ao modo dele ser e ver a vida. Sim, porque vemos a vida através da forma em nos enxergamos. Por conseguinte, nossas atitudes serão de acordo com nossa percepção de vida e de quem pensamos ser.
Outra coisa que podemos tirar do texto: O que continua olhando para si ainda não vive a sua própria vida.
Não existem respostas dentro de nós para dizermos que somos e porque somos. Não cabe dentro de nós a responsabilidade de tratarmos dos assuntos que não conhecemos. Os nossos conceitos são superficiais, quando não errôneos. A nossa visão da vida passa ser trivial, mecânica, moralista, religiosa, pré-conceituosa...
O fariseu olhava o mundo e as pessoas através de si mesmo. O julgamento partia de sua conduta. Se ele não rouba, os que roubam não são compatíveis a ele; se ele não adultera, os que adulteram diante dele são como que os próprios anjos caídos.
E a visão que temos do fariseu é assustadora, porque ele pensa que as ofertas compram os olhos de Deus enquanto seu moralismo religioso mata todo mundo do lado.
Assim, não me importa dar oferta se eu esmago todo mundo lá fora. É pra deixar a oferta no altar e resolver a vida. Deus espera. Até porque Deus quer ser encontrado na comunhão com o irmão.

É fatal quando olhamos o mundo a partir de nós mesmos. E isso não é tratado com descrente, com gente que não lê a Bíblia, mas com um fariseu. Um fariseu tem o Pentateuco na ponta da língua, aprende a ler através da Bíblia... Isso me dá abertura pra concretizar meu pensamento de que conhecimento Bíblico não me faz ser quem Deus quer que eu seja.
A não ser que a leitura me aproxime de Deus.

Só a proximidade de Deus e vivendo em Cristo eu consigo ser eu mesmo.
Sendo eu mesmo, até na tristeza eu sou alegre. Não tem margem de dúvidas. Minha capacidade de viver vem dEle.

A terceira análise do texto é: quando declaramos quem somos, do jeito que estamos, começamos a entender como o poder de Deus age para transformar.
Aquele publicano, sujeito pecador, largado pela sociedade judaica e religiosa da época, se achega no mesmo lugar que o fariseu e rasga o peito sem querer saber das conseqüências diante de Deus. Fala tudo. Fala como quem soubesse que aquEle que está ouvindo já o tinha visto nu e sem ossos na barriga da mãe. Fala como o filho pródigo que cai em si e se sente totalmente indigno de até aproximar-se. Fala e se aproxima.
Deus não resiste uma oração assim.
Enquanto um aponta pra si mesmo, o outro cai em si mesmo e se vê longe querendo estar perto e buscando ser alguém num lugar onde todo mundo pisa e diz que é pecador desgraçado e vai pro inferno mesmo.
O fariseu grita de forma onde pensa estar mais próximo de Deus do que tudo e todos. Porém, o seu modo de ser não tem nada a ver com a imagem e semelhança de Deus. Depois vem o publicano, no mesmo “ambiente” que o religioso, e declara que sua maneira de viver é digna de desejar apenas a misericórdia e propiciação pra sua alma. Ele expõe tudo o que é pra aquEle que sonda mentes e corações, e sai dali justificado.

O filho pródigo era a pessoa certa quando estava na casa de seu Pai. Quando decidiu sair, viver dissolutamente, sai de si, se perdeu, foi parar diante da comida dos porcos. Distante da casa do Pai não existe dinheiro, amizades, casa e mulheres suficientes que o façam ser você mesmo. Viver para si não é viver a sua vida, mas quando cai em si e retorna à casa do Pai, você passa a ser você mesmo: o filho que não merece, mas que tem a identidade de filho, que é reconhecido de longe.

Quem você deseja ser? Deus responde praqueles que estão com a visão alterada: “Seja você mesmo estando em mim. Longe de Mim, quererá viver em outra pele porque longe de Mim a vida não existe, o gosto some, a alma enternecida fica anêmica, e a fome de ser alguém com nome e identidade definidas não passará de um sonho”.
Longe de Deus a gente sucumbe, a gente não tem vida.
Cristo veio para nos religar com Deus. Ele não veio para nos fazer seguidores do cristianismo, mas para andarmos nEle, sermos alguém nEle, vivermos para Ele, e, sobretudo, nos identificarmos nEle porque o Filho se identifica com o Pai. A natureza humana é assim. A espiritual também.
Aceite-se em Deus. Você não terá uma vida vetada, pela metade, inutilizada pela religião, mas terá a vida verdadeira, aquela que Deus pensou desde a fundação do mundo só pra você.
Viva em Deus. Não temos outra vida em Deus, mas uma vida nova porque é novo nascimento. A queda em Cristo é anulada porque Ele traz de volta a natureza de ser quem se deve ser nEle. O Pai anseia que sejamos dEle não simplesmente para nos arraigar numa membresia de igreja institucionalizada, mas para sermos a igreja levantada para nos encontrarmos com aquEle que nos fez para existirmos nEle.

Pra terminar. Sua única saída de experimentar quem você realmente é, é se aproximar de Deus da forma em se encontra: digno de clamar misericórdia e propiciação. Quando houver essa proximidade sincera, Ele começará a transformação. Você será você mesmo.

Cristo não deixou de ser quem sempre foi, apenas se esvaziou de Si mesmo pra nos dar garantia de sermos alguma coisa nEle. Ele desceu da cruz e venceu a morte pra sermos eternos com Ele. Só seremos pessoas felizes e satisfeitas quando estivermos vivendo nEle. Arraigados. Edificados. Confirmados na fé. Crescendo em ações de graças. Só compreenderemos o sentido do nosso viver se estivermos próximos de Deus.
Achegai-vos a Deus e Ele se achegará a vós.

NA GRAÇA, QUE NOS REMETE AO INÍCIO DE TUDO

LELLIS

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

TEMOS LUTAS, MAS TEMOS TREINAMENTO TAMBÉM

COPEIRO DO REI escreve...

Passamos por inúmeras experiências em nossa caminhada. Algumas nos fazem lastimar a perda de algo que apreciávamos como troféu, outras lutas nos elevam ao apogeu... O que fortifica nossa fé?: Saber que Deus cumpre suas promessas nos dando a vitória no aqui e agora ou que Ele permanece fiel e presente nos momentos em que pensamos que Deus nem parece existir?

Temos nossos questionamentos, nossas crises, embora saibamos que este mundo jaz no maligno. Sempre esperamos algo mais para nos manter de pé enquanto a batalha se nos é travada dia após dia.

O que fazer quando tudo parece ter acabado, ter tido um final trágico? Bem... poderia eu lhe dar várias respostas, porém, minha intenção é falar sobre o que vem antes das vicissitudes da vida: O TREINAMENTO.

Somos treinados por Deus, você sabia? Somos alertados por Deus sobre as questões do mal e dos problemas de nossa vida. A Bíblia nos diz na carta de Paulo aos gálatas que "as obras da carne já são conhecidas", ou seja, as artimanhas expostas com a ajuda de satanás estão às claras para o cristão. Jesus nos diz que "neste mundo tereis aflições", mas nos alerta: "tende bom ânimo!".

Deus está dando ferramentas de treinamento para que possamos entrar nas guerras. Deus está preparando sua vida para algo maior. Não gosto daquela frase em que se diz: "Quanto maior a luta, maior a vitória!" Não creio muito nisso. Creio que todas as batalhas que enfrentamos nos leva a algo maior, pois revela a vontade e propósito de Deus.

Quero citar algumas ferramentas que você conhece, mas são sobremodo descartadas por muitos:

1) ORAÇÃO - somos mudados e fortificados através de um RELACIONAMENTO com o Senhor Jesus.

2) PALAVRA DE DEUS - somos municiados e preparados para a caminhada quando sei o que o Senhor Jesus fala sobre a vida, sobre o mundo e as coisas invisíveis (espirituais).

Parece até sem lógica falar sobre essas coisas que são tão comuns. Oração e leitura da Bíblia são as nossas pernas, se falta um, ando manco. Deus está querendo treinar você através de coisas simples na caminhada da vida. Atente para o simples, para as coisas que achas não ter valor. Deus está querendo treinar você!!! A gente fala mais sobre isso depois...

NA GRAÇA,

LELLIS

ADOLESCENTE - O QUE ELE PENSA?

COPEIRO DO REI escreve...

"Freud afirma que os desejos profundamente assentados que nós projetamos em um conceito de Deus provém da nossa primeira infância. O primeiro entre eles é o sentimento de impotência que o indivíduo carrega até a idade adulta. Freud escreve: "Em termos biológicos, a religiodade deve ser atribuída à impotência prolongada da crinça pequena e sua necessidade de ajuda". Ele argumentava que todos nós compartilhamos de um desejo menos consciente, mas muito forte de proteção dos nossos pais, especialmente do pai. Ao nos tornarmos adultos, continuamos nos sentindo impotentes quando nos vemos confrontados com as grandes forças da vida. Então criamos uma figura semelhante àquela que nos protegeu na infância. "A psicanálise", escreve Freud em seu ensaio datado de 1910 sibre Leonardo da Vinci, "nos mostrou que o Deus pessoal é, psicologicamente, nada mais do que um pai exaltado... e isso nos traz evidências, a cada dia de como gente jovem abandona as suas crenças religiosas, assim que a autoridade dos seus pais se quebra"."
(Armand M. Nicholi, Jr. Deus em Questão, pag.52 Ed. Ultimato)

Jovens estão se "desgarrando" das saias da igreja para se envolverem no espírito do filho pródigo. Muitos sempre tiveram nos seus corações o desejo de, após completarem seus 18 anos, saírem para ver como é a vida. Afinal, quem nunca teve um desejo desses, por mais que não se tenha feito?
Pais obrigam filhos a irem a igreja como algo legal (de lei), não como um relacionamento diante de um Deus que é amor e que, sobretudo, nos liberta para uma vida cheia, abundante.
Muitos adolescentes não possuem experiências com Deus, não buscam relacionamento com esse Deus, mas O estudam sob a autoridade e compreensão do pai da terra. Se o pai da terra limita, o Pai do céu leva o desgosto do filho.
O filho é insatisfeito com as decisões do Pai do céu por causa do pai da terra. Muito do que tem acontecido é uma falha no discipulado dos filhos adolescentes. Obviamente que isso não é generalizado. Temos, graças a Deus, o Pai do céu, excessões.
Há que se implantar nos corações jovens, um ardor por um relacionamento pessoal com Deus, para que quando velho for, não se desvie dos caminhos retos.
Será que seu filho tem base de experiência com Deus suficiente para sobreviver neste mundo corrompido se você partir neste instante? Com que tipo de autoridade você tem se apresentado diante dele? Uma autoridade autoritária, ou autoridade que reflete o amor de Deus?
Pense nisso... pense mais no texto do Freud do que no meu, até porque foi ele que espetou-me com essa idéia.

NA GRAÇA
LELLIS

EMANUEL - DEUS CONOSCO

Copeiro do Rei escreve...

Este é o esboço da mensagem que preguei no Natal em minha comunidade evangélica. Segue:

"Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)". (Mateus 1:23)

A mensagem do Natal é sobre a encarnação de Jesus (o Emanuel), mas o que gostaria de tecer neste tempo é sobre a trajetória do Emanuel em nossa vida e o que Ele veio restaurar com a Sua vinda aqui na Terra.
A mensagem do Natal é possível para nós hoje. Existia grande expectativa sobre o nascimento daquEle que viria como título supremo de Salvador. O Messias estava sendo aguardado há muito tempo.
Quando olhamos para o passado podemos observar que tudo o que o povo queria era um deus só pra ele diante de tantos outros que por ali eram invocados: deus do amor, da prosperidade, da colheita, da morte, da barganha, do imediatismo (...); estavam todos ali à disposição do povo, como ainda estão para nós e como ainda o mundo anseia por um deus certo.
Era um povo fraco, pequeno, humilhado, sem nome e identidade forte, sem feito algum na história. Um povo que carecia de uma reviravolta. Um povo carente que estava precisando sorrir e carente de um Deus, mesmo tendo muitos à sua volta.
Um Deus que após o fracasso da prosperidade, me faria ainda assim declarar: “Tu és a minha maior riqueza”; um Deus que após a pior perda da vida, me concederia forças além da razão pra dizer: “O Senhor deu, o Senhor tomou. Bendito é o Nome do Senhor”; um Deus que após uma grande decepção, me aconselha a olhar para a história de Elias no monte Carmelo e a dizer: “O Senhor é fiel e sempre vem. Não é como os outros deuses”; um Deus que após todos irem embora, ainda posso sussurrar: “Ele continua aqui, mesmo que a minha mãe se vá”. É o Emanuel.

Por quê Emanuel? Por quê Ele veio?

►PARA RESTAURAR O QUE FOI PERDIDO:

E o que foi perdido? Sua presença. Este é um mistério: ninguém pode fugir da presença de Deus, mas ainda há os que podem estar longe de Deus. Mas como é isso? A internet pode estar em todos os lugares, mas para que possamos nos conectar temos de ACESSÁ-LA. E para nos conectarmos a Deus precisamos de um nome de acesso: Jesus.
Jesus veio restaurar a comunhão, para unir o cordão rompido, para ser encontrado pelos perdidos, para ser o médico dos doentes.
Uma das figuras que Jesus usa no Novo Testamento é a Videira. Todo ramo que não está ligado na Videira Verdadeira, morre. E quando o pecado entrou, fomos desligados da Videira Verdadeira (Árvore da Vida) e adoecemos profundamente até a morte espiritual total.
Jesus veio para restaurar a comunhão, a presença Gloriosa de Deus.
Antigamente ninguém podia levar um deus para casa, a não ser os ídolos pagãos chamados ídolos do lar, mas que eram maldição que cegava. Todos precisavam subir nos montes e sacrificar ou levar uma prenda. Ou seja, eu subia e deixava tudo o que eu tinha de melhor para Deus e o culto acabava ali. Poderia, em minha concepção religiosa, continuar com minha vida sem Deus. Cumpria meu voto religioso e continuava com minha vida.
Mas Deus, vendo-me subir a inúmeras religiões e deuses fajutos ou até mesmo subindo em montes cujo deus era eu mesmo, resolveu descer e rasgar o véu. Agora posso ter Deus na minha casa ou onde quer que eu vá. Ele é o Emanuel.

Esta religação na presença de Deus, além de conceder-me salvação, é garantia de vitória e segurança. É o caso de Moisés e das vitórias do povo que vencia sem por a mão em armas.

►PARA RESTAURAR A NOSSA VIDA:

Quem está ligado a Deus por Jesus (que é Deus) não está morto. Ligados em Deus, nossa vida, impreterivelmente, sofre mudanças. Por quê sofre mudanças? Quando Deus quer restaurar nossa vida, primeiro apaga a sujeira. Sofremos porque relutamos. Relutamos porque Deus usa circunstâncias para restaurar nossa vida. Circunstâncias que pedirão de nós uma firmeza na decisão.
Muitos desejam ter suas vidas restauradas, mas não querem ter de decidir por si mesmas. A restauração da vida requer não simplesmente estar ligado a Deus (convertido), mas também andar com Deus. E andar com o Deus do Natal é viver em santidade.
Muitos, quando falam sobre restauração de vida, pensam: o que era pobre passou a ser rico; o enfermo, obrigatoriamente, teve de ser curado (...). Deus pode restaurar de qualquer forma, mas andar com Deus requer uma restauração no caráter: o mau pagador agora dá satisfações e busca a solução para quitar suas dívidas; o mentiroso conserta seus estragos e agora vive na Verdade (...).
Quando Deus quer restaurar o amor na sua vida, te coloca em situações onde é necessário exercer o amor. E assim por diante.
Quando Emanuel vem ao nosso encontro, está dizendo: “Não precisa, não deve mais viver como antes”. Uma nova vida. Ele faz novas todas as coisas. O que há de velho ou tem de ser lançado fora ou precisa de renovo.
Natal é onde são restauradas muitas coisas: relacionamentos é o que mais se nota. O Deus que anda com você, que pode ser levado pra casa, deseja que os laços sejam religados. Isto é vida para a alma. Desejar viver a restauração na vida, mas continuar matando gente no nosso coração não é possível.
A santidade abrange muito mais do que pensamos.

►PARA RESTAURAR A NOSSA VISÃO:

Mesmo ligados em Deus, andando em santidade com Deus, existem momentos em que a nossa visão é distraída pelas perseguições, tempestades (...) e daí gritamos: “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro?”. Ora, se estou subindo o monte e entregando tudo a Deus, quando desço do monte os adversários me cercam. A verdade é que o socorro vem do céu, que está acima dos montes, ou seja, de onde eu posso ir. Isto significa: Milagre.
Emanuel veio do céu. Ele é o milagre. Emanuel veio restaurar nossa visão sobre o impossível. Se minha visão continuar no monte da religião, no monte do até onde eu posso ir, nunca vou crer que Emanuel é o Deus Conosco que desceu do céu demonstrando que sua própria vinda é um milagre. Quem não crê em milagres não pode levar Deus (Emanuel) pra casa e viver com Ele.
Nossa visão vai além do nosso monte, nossa visão de Deus vai aonde o mundo não consegue enxergar. O povo do Deus (Emanuel) vê saída até para a morte.
Emanuel é Deus Conosco que se revelou de forma milagrosa, e viver nEle é viver com o milagre. Você acredita em milagres?

►PARA RESTAURAR NO VAZIO DAS PERDAS:

Nós também perdemos. Perdemos familiares, saúde, batalhas, amores, vínculos... e tudo isto nos faz sentir vazio interior.
O céu também ficou vazio. O Pai sentiu falta do Filho para que nós pudéssemos ser preenchidos pelo Emanuel.
Deus, para ser conosco, precisou ficar vazio. Ele se esvaziou de toda a sua Glória, mas assim que tornou ao Pai foi honrado com um Nome que está acima de todo nome e pôde perceber que quando voltou, voltou com o meu nome gravado na sua mão. Ele não me perdeu.
Podemos perder muitas coisas e ter a certeza de que Jesus, o Emanuel, sempre nos diz: “Eu vim, já cheguei, estou aqui”. Só não podemos perder o Emanuel de vista. Se O perdermos nosso vazio continuará vazio e nossas perdas sempre ficarão batendo em nosso coração como algo que ainda não foi enterrado ou aprendido.
Isto não é algo que se ensina, mas que se busca e se recebe.

►PARA RESTAURAR NOSSA ADORAÇÃO:

O povo começou a adorar no monte, depois no Tabernáculo, em seguida nas Sinagogas, nos Templos. Jesus hoje nos restaura a adoração de todo o lugar, como no Éden.
Mas o Emanuel veio para que também possamos compreender que nós vamos ter a adoração restaurada novamente para um lugar: no céu.
NA GRAÇA
LELLIS