COPEIRO DO REI escreve...
Um pastor foi visitar a mãe que acabara de perder, tragica e prematuramente, o filho de 16 anos em um acidente de carro. Depois que o desespero da mãe foi lançado através de palavras e lágrimas, ainda soluçando e com as mãos trêmulas que seguravam um copo com água e açúcar, ouviu o pastor dizer: "Todas as coisas cooperam para o bem, minha irmã..."
Ah, queridos, não existe coisa pior do que num pior momento ouvir que tudo coopera para o meu bem. Sabe por quê? Porque na hora nada coopera. Nem palavra de pastor, de padre, de papa...
O que a gente quer no momento da crise, é cavar um buraco na terra e enfiar nossa cabeça nele sem ter a preocupação do que vai acontecer depois.
Neste tempo de crise não pensamos em Deus, não pensamos nas promessas, não pensamos no Consolo. A verdade é que nem queremos ser consolados, como diz o salmo 77. O que precisamos neste momento é de alguém que entenda que este é o momento só para chorar. E Deus não condena isso. Até Jesus chorou no momento em que era para chorar.
Nosso entendimento psíquico é muito ralo para uma afirmativa diante de Romanos 8:28. Podemos citá-lo aos outros, mas ouví-lo na crise, é crise.
Definhamos, morremos aos poucos quando o chôro nos toma a alma. Queremos gritar: "Por favor, deixem-me chorar! Chorem comigo como carpideiras! Vamos, chorem comigo! Compartilhem de minha longa tristeza que a mim fere como uma adaga no peito...! Chorem comigo que chora!"
Não tenhamos medo de chorar com os que choram. Deixem que as próprias lágrimas sirvam de maior consolo para os que na crise estão. Nosso pranto, unido ao dele(a) dará abertura para o Espírito Santo agir e falar por Si, porque no final deste pranto, desta noite escura, o findar dos soluços nos trará à memória de que ela vem pela manhã.
Ela logo vem.
Mas ainda virá...
Chegará ao nascer da luz do sol.
A alegria vem.
NA GRAÇA, QUE É MELHOR DO QUE A VIDA
LELLIS
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
SORRI
COPEIRO DO REI escreve...
Tenho eu cantarolado uma canção de Charles Chaplin nestes dias...
"SORRI QUANDO A DOR TE TORTURAR / E A SAUDADE ATORMENTAR / OS TEUS DIAS TRISTONHOS, VAZIOS / SORRI QUANDO TUDO TERMINAR / QUANDO NADA MAIS RESTAR / DO TEU SONHO ENCANTADOR / SORRI QUANDO O SOL PERDER A LUZ / E SENTIRES UMA CRUZ / NOS TEUS OMBROS CANSADOS, DORIDOS / SORRI, VAI 'MENTINDO' A TUA DOR / E AO MOSTRAR QUE TU SORRIS / TODO MUNDO IRÁ SUPOR / QUE ÉS FELIZ / SMILE." (Charles Chaplin)
Todos sabem que o cristão vive na contra-mão do sistema. É só lembrar do Sermão da Montanha (Mt. 5), pois notaremos que bem-aventurado é o camarada humilde de espírito, que chora, que é manso, que tem fome e sede de justiça, que perdoa o que bateu na cara, que é limpo de coração ao ponto de não se unir à uma corja mascarada política e religiosa, que sua a camisa pela paz e se envolve na guerra pra dar sangue sem usar armas, que é injuriado e perseguido.
Sorrir e se alegrar num tempo destes é para pessoas que têm uma fé firme, cujo propósito está em Deus e sua visão não está nas coisas desta terra, mas nas coisas invisíveis. Ou seja, não é para qualquer um. Chaplin escreveu uma canção para crente.
Contudo, não quero falar de uma alegria própria em tempos de contrários, mas sobre uma alegria que deveria nos contagiar e que não temos permitido chegar ao nosso coração: a alegria do outro.
Por quê temos dificuldade em nos alegrar com a conquista do outro? Por quê temos dificuldade em sorrir com sinceridade quando o outro caminha bem, prospera, cresce, vence?
Falamos, outrora, sobre o chorar com os que choram, que, na verdade, é mais fácil do que se alegrar com os que se alegram.
Por quê será?
Talvez porque chorar com os que choram não tire de nós a superioridade do momento, a nossa boa vida que temos diante da catástrofe que atingiu meu vizinho ou irmão; porque chorar com os que choram é dizer que tenho algo a mais para oferecer do que o outro; talvez chorar com os que choram demonstre um lado que preciso que outros vejam em mim: compaixão. Daí montamos a máscara e sobre nós vem um espírito de carpideira e, que, por qualquer preço, choramos amargamente(...).
E talvez não nos alegramos com os que se alegram porque ele(a) conseguiu o que eu não; talvez não nos alegramos com os que se alegram porque ele conquistou o espaço que sempre almejei; porque tive que perder para que ele(a) ganhasse; ou pelo simples fato dele(a) ter crescido(...).
A inveja é algo que você não possui e não deseja que o outro tenha; ciúmes é algo que a ti pertence e não quer que o outro tenha ou seja compartilhado.
Foi feita uma pesquisa sobre os famosos 7 Pecados Capitais: quase ninguém assumiu que sentia INVEJA. Por quê ela assusta tanto? Por quê ninguém assume?
"Confessemos nossos pecados uns aos outros para que sejamos curados"; "Confessemos nossos pecados a Deus, porque Ele é fiel e justo para nos perdoar de todo o pecado e nos purificar de toda a injustiça."
Deixemos nossa alma se alegrar com os que se alegram... Participemos, pois, do sorriso do outro. Isso nos fará bem. Creia nisso!
Salvo engano, Rick Warren disse: "Quando dividimos nossa tristeza com outras pessoas, ela diminui; quando dividimos nossa alegria com outros, ela se multiplica". Assim seja!
NA GRAÇA, QUE NOS FAZ DIVIDIR
LELLIS
Tenho eu cantarolado uma canção de Charles Chaplin nestes dias...
"SORRI QUANDO A DOR TE TORTURAR / E A SAUDADE ATORMENTAR / OS TEUS DIAS TRISTONHOS, VAZIOS / SORRI QUANDO TUDO TERMINAR / QUANDO NADA MAIS RESTAR / DO TEU SONHO ENCANTADOR / SORRI QUANDO O SOL PERDER A LUZ / E SENTIRES UMA CRUZ / NOS TEUS OMBROS CANSADOS, DORIDOS / SORRI, VAI 'MENTINDO' A TUA DOR / E AO MOSTRAR QUE TU SORRIS / TODO MUNDO IRÁ SUPOR / QUE ÉS FELIZ / SMILE." (Charles Chaplin)
Todos sabem que o cristão vive na contra-mão do sistema. É só lembrar do Sermão da Montanha (Mt. 5), pois notaremos que bem-aventurado é o camarada humilde de espírito, que chora, que é manso, que tem fome e sede de justiça, que perdoa o que bateu na cara, que é limpo de coração ao ponto de não se unir à uma corja mascarada política e religiosa, que sua a camisa pela paz e se envolve na guerra pra dar sangue sem usar armas, que é injuriado e perseguido.
Sorrir e se alegrar num tempo destes é para pessoas que têm uma fé firme, cujo propósito está em Deus e sua visão não está nas coisas desta terra, mas nas coisas invisíveis. Ou seja, não é para qualquer um. Chaplin escreveu uma canção para crente.
Contudo, não quero falar de uma alegria própria em tempos de contrários, mas sobre uma alegria que deveria nos contagiar e que não temos permitido chegar ao nosso coração: a alegria do outro.
Por quê temos dificuldade em nos alegrar com a conquista do outro? Por quê temos dificuldade em sorrir com sinceridade quando o outro caminha bem, prospera, cresce, vence?
Falamos, outrora, sobre o chorar com os que choram, que, na verdade, é mais fácil do que se alegrar com os que se alegram.
Por quê será?
Talvez porque chorar com os que choram não tire de nós a superioridade do momento, a nossa boa vida que temos diante da catástrofe que atingiu meu vizinho ou irmão; porque chorar com os que choram é dizer que tenho algo a mais para oferecer do que o outro; talvez chorar com os que choram demonstre um lado que preciso que outros vejam em mim: compaixão. Daí montamos a máscara e sobre nós vem um espírito de carpideira e, que, por qualquer preço, choramos amargamente(...).
E talvez não nos alegramos com os que se alegram porque ele(a) conseguiu o que eu não; talvez não nos alegramos com os que se alegram porque ele conquistou o espaço que sempre almejei; porque tive que perder para que ele(a) ganhasse; ou pelo simples fato dele(a) ter crescido(...).
A inveja é algo que você não possui e não deseja que o outro tenha; ciúmes é algo que a ti pertence e não quer que o outro tenha ou seja compartilhado.
Foi feita uma pesquisa sobre os famosos 7 Pecados Capitais: quase ninguém assumiu que sentia INVEJA. Por quê ela assusta tanto? Por quê ninguém assume?
"Confessemos nossos pecados uns aos outros para que sejamos curados"; "Confessemos nossos pecados a Deus, porque Ele é fiel e justo para nos perdoar de todo o pecado e nos purificar de toda a injustiça."
Deixemos nossa alma se alegrar com os que se alegram... Participemos, pois, do sorriso do outro. Isso nos fará bem. Creia nisso!
Salvo engano, Rick Warren disse: "Quando dividimos nossa tristeza com outras pessoas, ela diminui; quando dividimos nossa alegria com outros, ela se multiplica". Assim seja!
NA GRAÇA, QUE NOS FAZ DIVIDIR
LELLIS
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
ÚLTIMOS DIAS - TEMPOS DIFÍCEIS
COPEIRO DO REI escreve...
Estamos vivendo os dias finais onde aquilo que fora profetizado está gritando em cada beco do mundo. Muitos pensam sobre escatologia como um show pirotécnico, sobremodo catastrófico e cheio de obscuridade. Entendamos que no final dos tempos tudo o que acontecerá, ou melhor, o que está acontecendo, é nada mais nada menos do que a separação entre dois grupos: os que praticam e andam na Verdade e os que negaram a Verdade e vivem na ignorância dos fatos omitindo tudo e "cegando-se" diante da sociedade que morre na frente de qualquer um.
Pessoas estão famintas - literalmente-, estão sofrendo em suas casas e nas prisões, estão com sede de água, estão atoladas psicologicamente e se afundam a cada silêncio de quem sabe o Caminho. Pessoas que estão sentindo frio nas calçadas e poucos são os que os vestem. Tem gente desnutrida pelos cantos e qualquer um se orgulha dando moedinhas pras crianças. Tem gente morrendo no assassínio, na desordem, no errado funcionamento da vida porque o comodismo é real fortaleza no meio cristão.
Filosofamos muito o evangelho. Entregamos às pessoas uma literatura dita por Deus apenas. Onde está a Boa Nova, a Boa Notícia? Onde estão as mãos para semear? O Evangelho se traduz nas obras de amor que a igreja exerce no meio da sociedade e dos que nem sociedade são considerados. O Evangelho mata a gente pra que a gente dê vida e objetivo a outras pessoas; e essas outras vidas farão o mesmo. O Evangelho é desmistificado quando assumimo-LO como realmente é, quando o colocamos na frente dos dogmas, das doutrinas, da liturgia... O Evangelho é prático e simples. É ordinário, é de cada dia. É extraordinário porque é ordinário!
Nossa alma passou por uma cauterização com esse processo de tantos ventos de doutrinas que vemos por aí. Acabamos assumindo uma postura que sempre condenamos: a de inércia. Começamos a contemplar demais e agir de menos. O Senhor não nos deu Espírito de amor, moderação e coragem para contemplarmos a Sua santidade, mas para agirmos no meio dos impuros, das doenças, dos pobres e encarcerados. Não podemos esconder e omitir a nossa verdadeira missão e chamado. Não fomos chamados para criarmos estratégias de missões, campanhas e reuniões especiais de adoração; podemos até fazê-lo e obtermos respostas maravilhosas, mas perdemos o foco quando não buscamos as pessoas em suas casas, quando esquecemos de nutrir seu corpo com pão e remédio e um pouco de conforto.
Quando deixamos as necessidades básicas seres lançadas para longe, estamos desprezando a forma da criação de Deus: a tricotomia - corpo, alma e espírito.
Por quê questionar: "Onde estão os políticos? Onde estão as ONG's? Onde estão o Rotary e o Lions Club? Onde estão os movimentos? Onde estão os empresários? Onde estão os doutores e pessoas da classe formadora de opinião?"
Onde está, onde estão, onde estiveram, onde estarão, onde estariam, onde estavam...?
ONDE ESTÁ A IGREJA?
Monitora-se o governo e o culpa por tudo, mas não notamos nossa mania de cultos e reuniões e casa. A gente se preocupa se todos cantam com fervor no período de louvor, se alguns são discípulos de Êutico (dormindo durante a pregação), se todos dizem "amém" durante as orações, mas nos esquecemos, em muitas vezes, senão a maioria, da postura "fora" das reuniões.
Se o povo que se chama pelo nome do Senhor se arrepender dos seus maus caminhos e se humilhar e orar e buscar a face dEle, as coisas mudam. A Palavra de Deus não diz: "Se a política for liderada por um evangélico; se... se... se..." Tudo começa com o povo de Deus. Precisamos, urgentemente, colocar a mão no arado, sujá-las com terra, "nos misturar" com o campo para conhecê-lo melhor, nos expor ao sol...
Quando desejarmos trabalhar, seremos cristãos autênticos e não estaremos perdendo mais tempo com o básico do básico.
NA GRAÇA
LELLIS
Estamos vivendo os dias finais onde aquilo que fora profetizado está gritando em cada beco do mundo. Muitos pensam sobre escatologia como um show pirotécnico, sobremodo catastrófico e cheio de obscuridade. Entendamos que no final dos tempos tudo o que acontecerá, ou melhor, o que está acontecendo, é nada mais nada menos do que a separação entre dois grupos: os que praticam e andam na Verdade e os que negaram a Verdade e vivem na ignorância dos fatos omitindo tudo e "cegando-se" diante da sociedade que morre na frente de qualquer um.
Pessoas estão famintas - literalmente-, estão sofrendo em suas casas e nas prisões, estão com sede de água, estão atoladas psicologicamente e se afundam a cada silêncio de quem sabe o Caminho. Pessoas que estão sentindo frio nas calçadas e poucos são os que os vestem. Tem gente desnutrida pelos cantos e qualquer um se orgulha dando moedinhas pras crianças. Tem gente morrendo no assassínio, na desordem, no errado funcionamento da vida porque o comodismo é real fortaleza no meio cristão.
Filosofamos muito o evangelho. Entregamos às pessoas uma literatura dita por Deus apenas. Onde está a Boa Nova, a Boa Notícia? Onde estão as mãos para semear? O Evangelho se traduz nas obras de amor que a igreja exerce no meio da sociedade e dos que nem sociedade são considerados. O Evangelho mata a gente pra que a gente dê vida e objetivo a outras pessoas; e essas outras vidas farão o mesmo. O Evangelho é desmistificado quando assumimo-LO como realmente é, quando o colocamos na frente dos dogmas, das doutrinas, da liturgia... O Evangelho é prático e simples. É ordinário, é de cada dia. É extraordinário porque é ordinário!
Nossa alma passou por uma cauterização com esse processo de tantos ventos de doutrinas que vemos por aí. Acabamos assumindo uma postura que sempre condenamos: a de inércia. Começamos a contemplar demais e agir de menos. O Senhor não nos deu Espírito de amor, moderação e coragem para contemplarmos a Sua santidade, mas para agirmos no meio dos impuros, das doenças, dos pobres e encarcerados. Não podemos esconder e omitir a nossa verdadeira missão e chamado. Não fomos chamados para criarmos estratégias de missões, campanhas e reuniões especiais de adoração; podemos até fazê-lo e obtermos respostas maravilhosas, mas perdemos o foco quando não buscamos as pessoas em suas casas, quando esquecemos de nutrir seu corpo com pão e remédio e um pouco de conforto.
Quando deixamos as necessidades básicas seres lançadas para longe, estamos desprezando a forma da criação de Deus: a tricotomia - corpo, alma e espírito.
Por quê questionar: "Onde estão os políticos? Onde estão as ONG's? Onde estão o Rotary e o Lions Club? Onde estão os movimentos? Onde estão os empresários? Onde estão os doutores e pessoas da classe formadora de opinião?"
Onde está, onde estão, onde estiveram, onde estarão, onde estariam, onde estavam...?
ONDE ESTÁ A IGREJA?
Monitora-se o governo e o culpa por tudo, mas não notamos nossa mania de cultos e reuniões e casa. A gente se preocupa se todos cantam com fervor no período de louvor, se alguns são discípulos de Êutico (dormindo durante a pregação), se todos dizem "amém" durante as orações, mas nos esquecemos, em muitas vezes, senão a maioria, da postura "fora" das reuniões.
Se o povo que se chama pelo nome do Senhor se arrepender dos seus maus caminhos e se humilhar e orar e buscar a face dEle, as coisas mudam. A Palavra de Deus não diz: "Se a política for liderada por um evangélico; se... se... se..." Tudo começa com o povo de Deus. Precisamos, urgentemente, colocar a mão no arado, sujá-las com terra, "nos misturar" com o campo para conhecê-lo melhor, nos expor ao sol...
Quando desejarmos trabalhar, seremos cristãos autênticos e não estaremos perdendo mais tempo com o básico do básico.
NA GRAÇA
LELLIS
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